segunda-feira, 27 de abril de 2009

Algumas coisas...


Open4group


Corre faz o gol...

Joga na Internet!

Morri, onde estou...

Joga na Internet!

Bolina Pedófilo atacou...

Joga na Internet!

Transa no edredon...

Joga na Internet!

Respira, olha...

Joga na Internet!

Olhados

Filmados

Fotografados

Viveres imediatos

Joga na Internet!



By Casti
(teiadepalavras)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lagos (Algarve)

terça-feira, 7 de abril de 2009

A paixão da aventura

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lançamento do 3º número da "Nova Águia"

terça-feira, 31 de março de 2009

O maroto do Pomar!


Na galeria de retratos do Museu da Presidência da República, está um retrato que todos acham desenquadrado. Trata-se do retrato de Mário Soares pintado por Júlio Pomar. Na sequência de uma dúzia e meia de retratos austeros, solenes, escuros, dos presidentes antecessores, surge este, geralmente qualificado de «pouco ortodoxo, inusitado, irreverente, exemplo de expressividade e modernidade, que retrata o verdadeiro Soares, descontraído e sem pose», etc.

Realmente ser-me-ia inesperado se eu não o conhecesse já, da comunicação social. Tinha-me parecido um tanto arrojado, mas não tinta atentado bem nos pormenores. Nunca tinha estado ao pé dele.
A obra de arte vista ao vivo parece que comunica melhor o que tem para dizer.
O que choca mais é a forma tosca da mão direita, que obviamente, está a gesticular, como quem argumenta. O braço esquerdo pareceu-me numa posição estranha, bizarra. Não se percebe como é que ele pode ter o braço naquela posição.

De repente, a luz. O dedo da mão esquerda, apontado para si próprio, tem uns traços curvos junto à ponta, a indicar oscilação, como na banda desenhada. «Olhe que não!; olhe que não!». O braço não é dele, é do Cunhal. Por isso o braço não parecia dele. Então reparamos que até a cor da manga é diferente. Aquele retrato conta um momento, talvez o momento mais famoso do PREC, quando os dois líderes dos dois partidos mais influentes em 75 se confrontaram em frente às câmaras da RTP.

Grande malandro, o Pomar! Quase que enganou toda a gente. Eu, pelo menos, nunca ouvi sugerir esta leitura.

Então, tornamo-nos desconfiados. O que mais terá o Pomar escondido na tela? Certamente que aquele rosa por cima da mão direita não é para chamar troca-tintas ao seu amigo, mas a cor ali muda, por efeito do gesto da mão, dum sombrio e nocturno azul, que tudo envolve, para um festivo e diurno rosa, como zona limpa de uma superfície embaciada por uma longa noite.
O Soares está numa cadeira com francas conotações de poder, por causa dos dois leões nos braços da cadeira. Está inclinado para a sua esquerda, para onde a gravata também aponta. O leão do braço direito, em traços mais conservadores que o leão do braço esquerdo, parece a cara de alguém. Quem? Esta, eu não quero arriscar. Pela cor do braço, podia ser o Cunhal; pela posição à direita, podia ser o Spínola. Aliás, o olho esquerdo do leão parece que tem um monóculo. Ou será uma leoa? Quem seria a leoa-braço direito de Soares? Parece evidente a resposta. Mas isso, só perguntando ao Pomar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Apresentação do livro Utopias Piratas da Deriva Editores


É já na próxima quinta-feira, dia 2 de Abril, às 22 horas, na Livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, na cidade do Porto, que se realiza o lançamento e apresentação da tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey).

Na ocasião haverá uma conversa com Miguel Mendonça, que traduziu e propôs à Deriva a publicação de Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson, e António Alves da Silva. Pretende-se com esta iniciativa proporcioar um debate informal sobre a pirataria moura do século XVII e o papel muito particular da República de Salé que, diga-se, está muito pouco estudada pela historiografia oficial.

http://derivadaspalavras.blogspot.com/

O autor, neste seu recente trabalho, foca a acção corsária da independente República pirata de Salé, durante o século XVII. Corsários, sufis, pederastas, mulheres mouras «irresistíveis», escravos, aventureiros, rebeldes irlandeses, judeus hereges, espiões britânicos, heróis populares da classe trabalhadora e até um pirata mouro em Nova Iorque, emprestam a este livro um ambiente livre constituído por comunidades insurrectas nunca verdadeiramente dominadas e portadoras de uma praxis de resistência social que abalou seriamente os estados europeus.

Peter Lamborn Wilson, nascido em 1945 e investigador e poeta norte-americano com vasta obra editada, escreveu «Sacred Drift: Essays on The Margins of Islam», na City Lights e «Scandal: in Islamic Heresy», Autonomedia

fui a flor



fui a flor a quem retiraste as pétalas. uma a uma. inalaste o meu perfume a cada puxão de pele. mas tiraste-mo porque to dei. fui tua cúmplice no desnudar da minha vida. sem saber o que de mim iria restar. hoje, sou um caule em busca de uma nova primavera. hoje, já sem pétalas, sinto-me ainda tua. foram as tuas mãos que me despiram. aguardo que regressem. que tragam consigo um manto para me cobrir os ombros. assim me vou alimentado de saudades. assim me vou recompondo de verdades. assim te espero... até um dia voltar a ser feliz.

.


Foto:innaryba

terça-feira, 24 de março de 2009

A PRISÃO DO ÉTICO


Encontrei o meu livro A PRISÃO DO ÉTICO na Fnac do Chiado.

Comprar aqui.

sábado, 21 de março de 2009

MINHA TERRA AINDA É LINDA

Palavra opaladina que em verso deixo,
Neste dia consagrado à poesia...
Nesta tarde onde te ofereço rosto novo...
Neste escrito onde me afirmo, tu nesse grito
Palavra do campo, da cidade, da aldeia em sitonia
Minha terra Santo Estêvão que abençoa...
Noutra estrofe outra miragem
Qual passagem que nos vai consumindo...
Momentos que não posso esquecer
Por aqui, por ali, rasgo o teu nome
Guardo na alma de criança o meu viver.

Foi aqui que meus passos dei, caminhei
Foi aqui que esculpi a minha poesia, então
Pedaços do meu ser, do coração
Agora tenho aqui, nestes braços o fulgor
Também a música co acordeão...
A seiva do que chamas amor, derramado
Santo Estêvão meu santo poderoso
Da saudade aquela miragem e o amor dedicado!

Abril, feito tempo de liberdade
Terra amiga, da casa do povo à sociedade
Estes passos de novo remodela a Igreja
Onde tocam os sinos e o altar que se beija
O amor que eleva corações e a morte!
A minha e a tua sorte...
Minha terra tem riqueza, poetas com poesia
Gente boa, acolhedora, movimentos
Imensa sintonia quando se param os ventos
Santo Estêvão meu fado, saudade que não finda...
Deixo-te meus pedaços dos meus pensamentos
Aldeia amiga, à beira-mar tu és linda.


Olhão, 21 de Março de 2009 - 20:28h
Jorge Ferro Rosa in Caderno da Alma

quinta-feira, 5 de março de 2009


na boca...
o silêncio
no corpo...
o desejo
o pecado...
subsiste,
irresistivel,
como o poema à flor do fogo!...

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Foto:Szara Reneta

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não acordes antes do café da manhã ou destapas-me a vergonha



são quatro e meia da manhã e eu ainda acordada a ver-te dormir. a tua mão uma concha na minha perna. a minha perna apenas a minha perna. jantamos qualquer coisa que puseste no forno, delicioso como sempre. depois fomos ao cinema ver um filme da última sessão que tinha estreado. não me lembro já do nome. só de olhar para ti ao meu lado, tu a sorrires à pressa para voltares ao enredo, e eu a trincar com força o meu lábio inferior para ter a certeza que tu és verdade. depois o caminho para casa, uma música antiga no rádio, eu com vontade de dizer que também sofro de um problema de expressão, vários até, que a música é para ti ou como se fosse. sobre mim. que te amo e que não sei porquê a minha língua não consegue articular as palavras. tu sereno ao lado, os teus olhos azuis a iluminar a escuridão. (aposto que não sabes por que te chamo pirilampo) a casa que começa a aparecer ao fundo. mais tarde o quarto, tu a despires-te, eu a fingir que faço o mesmo, mas antes a tentar decorar todos os sinais das tuas costas. a cor exacta de cada centímetro da tua pele. depois o pijama aos quadrados brancos e azuis a cobrir-te o corpo. um rasgão na manga. e tu na minha cama. tu na minha cama. e eu sem saber o que fazer da música que me enche a cabeça e das flores que me querem nascer da boca mas não conseguem. muito menos da vontade de te decorar. de modo que continuo acordada às quatro e meia da manhã, com as minhas mãos no teu rosto na breve esperança de que estejas a sonhar comigo a contar-te do muito amor que te tenho.
[Também aqui]

domingo, 22 de fevereiro de 2009




Neste breve silêncio
de interminável confusão
procuro-te.
Neste espaço minúsculo
que chamam Terra, não te encontro.
Não te sei procurar em lado nenhum.
Não te sei...
Mas sabia de ti quando
alegre sorria.
Sabia de mim quando
de ti sabia.
Para que sítio distante foste?
Perdi-me na confusão deste minúsculo espaço
que me acolhe
(desesperadamente)

Fujo.

Fito aquele horizonte que te pertence...
cheio de sonhos perdidos...

Ai! Vejo...

(...És tu aí nesse horizonte inatingível?)

Sabia de ti quando eras eu.
Não te sei
mais.

Liliana

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ChAOs 4


Quatro peças, quatro pedaços de caos, espalhados pelos domingos.
Uma história por dia e por espaço, uma ligação humana ou não
Encontro e desencontro pela cidade fora.

Para mais informações ou reservas ligue 918626345 ou contacte-nos no mail: teatroensaio@gmail.com
Apareça e divulgue

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Olá a todos!
Está a chegar o Entrudanças!
http://www.cm-castroverde.pt/ad2006/adminsc1/app/castroverde/uploads/progr.pdf
Entre concertos, Oficinas, Bailes e Leituras, haverá também venda de Artesanato, na Praça Zeca Afonso.
Hobby by AV, de Andreia Vitorino (www.hobbybyav.blogspot.com) tem orgulho em poder estar presente e deixa o convite a uma visita!
De sábado, 21 a Segunda, 23, desfrutem e ofereçam alegria e cor às vossas amigas!
Acessórios ousados e diferentes, com um toque de beleza!
Simplesmente femininos!

Contactos: Andreia Vitorino - andreia.vitorino@hotmail.com
Carla Veríssimo - cavverissimo@gmail.com

Hobby by AV agradece a divulgação alargada desta informação.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

John Updike, um poema de Tiago Nené

JOHN UPDIKE

.

Morreu sem um critério rigoroso.

Não se poderá dizer que tenha sido a lei da vida

ou a lei da morte

ou uma derradeira e infinita

composição da urgência.

Hoje morreu-lhe o corpo, morreu porque assim

disseram os médicos, porque assim

disse o seu pulso frágil como o equilíbrio

da terra, e porque agora é o tempo que o respira.

Hoje morreu-lhe o corpo, repito em voz alta.

E isso é tudo o que,

da perspectiva da nossa memória incompleta,

precisamos de saber.

.

.

Tiago Nené

(in Instalação, obra a ser lançada em 2009)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

encantada estou...


encantada estou por estas brasas que a mim te trazem num veleiro de velas suadas de mar. fevereiro ficou ancorado no inverno e pelas mãos da primavera chegas também. estou por ti rodeada, de beijos de sal e de abraços enrolados como meigas ondas. a minha alma flutua na tua e os nossos corpos terrenos mesclam-se em segredos de amantes.segredas-me ao ouvidos as cores do paraíso. no teu peito uma papoila rubra que por nós floresce. dois! sãos dois os corações que palpitam, num amor em uníssono que o faz soar um só. e a papoila rubra cumpre-o quando entre nós se esmaga sem morrer.
.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

VERSO IMPERATIVO


Briton Riviere

Nenhuma flor nasceu à boca
antes do emaranhar das asas,
singulares brancas borboletas
enroscadas aos lábios: você sorri!

Facho feito foco, luz ímpar,
selvagem intenso peito abrigo,
teus vales sigilosos vieram!

Eu devia tapar os olhos
e silenciar na redoma!

Mas natureza corrompida,
sou pecado somado e escândalo
fluída sensação de outra Era!

Foge minha fúria ao ver-te
pois que olhos são signos...
Imperativo é verter em mim
teu sorriso de domar as feras!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Samizdat - divulgação

Eis uma revista on-line de literatura, com bastante qualidade.

O seu nome é Samizdat e vai no 13º número. Clicando AQUI, pode-se baixá-los todos.






Em associação, desenvolve uma Oficina de escrita de contos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um livro - Berlim.


Eis um livro que eu tive a sorte de encontrar este fim de semana numa feira de livros usados em Lisboa, pois é uma obra muito útil e interessante para se compreender o período 1919-1933, essencial para tudo o aconteceu depois no século XX, e poder conhecer com mais rigor a vida e os hábitos da população Berlinense numa época em que Berlim era uma cidade extravagante, tendo contribuido muito para a cultura, a ciência e a política mundial do século passado.
Penso que é um livro especial para quem gosta de história, política, cultura, e já agora, para quem gosta de Berlim. (edições terramar)

DAQUILO PARA O QUAL

Senti vontade de escrever, como na maioria das vezes acontece, mas algo parece que falta! Falta-me sempre alguma coisa entre os princípios substanciais, as formas da existência por dimensões que ficam por sintetizar.
As evidências são sempre objecto de reflexão, a expressão dinâmica gera um movimento especial onde o indizível se executa. Desfazem-se posturas, criam-se outras e a obscuridade da existência é uma postura.
Momento sintético que vislumbra outra condição, esta medida densa do pulsar existencial onde tomo de ti uma hipótese! Projecto-me numa tensão rumo ao infinito, uma busca incessante, apesar de ter encontrado aquilo que me parece razoável, pelas mais diversas vertentes, comungando assim do sentimento universal. Resta apenas este lugar onde tudo incide apesar das formas estranhas de abordagem, dos modos como a consciência concebe o que se lança… começo aqui a interioridade do irreflectido, em viagem ao absoluto daquilo para o qual não tens palavras.

Castro Marim, 26 de Janeiro de 2009 – 14:03h
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Derivas de Fevereiro - 27 e 28 de Fev. - Biblioteca Almeida Garrett


Clique na imagem para aumentar

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

EM PROCESSAMENTO

Em processamento...
Ficou aquela palavra
As outras que não escrevi
Os agradecimentos que esqueci
Em processamento ficou sim
Tudo o que pensei e não vivi.

Tavira, 22 de Janeiro de 2009 - 22:15h
Jorge Ferro Rosa in Caderno da Alma

Paredes infinitas

À noite deitava-se sempre de barriga para baixo. Tinha as paredes do quarto pintadas com cores dadas por alguém. Um poster atrás da porta que ninguém deu, poucos viram e muitos procuravam. No chão coisas apoiadas em pernas ou também deitadas de barriga para baixo. No tecto a certeza que tudo aquilo era visivel mesmo sem a luz do Sol. E tantas coisas a preencher o resto. Tantas coisas dela, que desistiu da ideia de comprar prateleiras ou armários. E não foi por recear não haverem suficientes, foi porque não queria que aquelas coisas ganhassem pó. Aquelas tantas coisas que quando de noite se deitava de barriga para baixo, voavam pela janela e ajudavam a esticar os sonhos até ao dia seguinte. Até ao momento em que lhe chegava outra cor para pintar mais um pedaço de parede.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Algumas coisas













Fio assimétrico



Olho no olho

Olho na tela

Que não revela

A intensidade

Na integridade

De suposta interação

Escorrega por cabos

Mouses

Teclas viciadas

Atadas

Em qualquer persona

Frágil construção.


By Casti


Imagem: jornaldabatalha

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Naifa - Todo o Amor do Mundo - ao vivo




Paz eterna à alma do Grande e Eterno Génio Aguardela!

Deixo-vos este link para algo que escrevi em Novembro do ano passado e que inclui uma crónica com um concerto d'A Naifa em 19-04-2008, o meu último antes de sair de Portugal, para onde talvez não volte a ir viver...


A reinvenção da música tradicional portuguesa - Manuel Marques


...se quiserem deixar lá um comentário que seja...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os mortos

Não há mortos que morram tanto como os nossos.
Se um daqueles que nos pertence morre sete
ou setenta vezes no coração,
de quem apenas ouvimos falar morre uma vez, na sua data,
e os que sempre viveram longe
morrem-nos metade ou um oitavo. E metadede
uma morte é quase nada, são casas
decimais no sofrimento. (Que digo? Milésimas, milésimas!)


(Gonçalo M. Tavares, in "1"/ Relógio D'Água Editores)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Luminescências

eruptio
tecidos, linhas de algodão e acrílico sobre tela
160x160 cm
2008

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A dureza a sair do soldado



O soldado estava deitado no chão. Baleado numa perna, cheio de arranhões no corpo, com a cara a arder de sede, de fome e de dor, só conseguia pedir ajuda a um céu habitado por mortos. Por mais vontade que o cérebro tivesse de ir para casa, o corpo não se movia. E a morte começava a aproximar-se. A palidez, o raciocínio a transferir-se do real para o sonho, a história de dois decénios em retrospectiva, o cheiro do perfume da mulher no nariz a fazer cair uma lágrima do olho para a face surrada. Começa-se a pensar no fim e, de repente, aparece uma voz que sussurra: «Torna-te duro, sobrevive, morde a mão mas não te deixes levar pelos demónios. Pensa na resistência: resiste, resiste, volta para junto de quem te pertence.»

Oficina de Introdução ao Teatro


Clique na imagem para aumentar

Mais infos no blogue do TEatroensaio

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lançamento



No próximo dia 7 de Fevereiro, na Amadora, vai ser o lançamento do livro da escritora Vera Sousa Silva, "amar-te em silêncio", com a chancela da Edium Editores.


"amar-te em silêncio", um livro de poesia de Vera Sousa Silva, construído por desejos e sonhos com sabores intensos, que nos transportam para um universo sentimental. Uma configuração de estados de um quotidiano na versão de uma mulher personificada e que aqui se expõe pelos actos, representados na poesia, e partilhados pela autora. Bons momentos para uma reflexão ou para uma apreciação natural, através de uma excelente leitura.

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Podemos sentir cada mensagem intimamente, numa excelente escrita, num mesclado de momentos reais e outros imaginados, que prendem pela curiosidade e pela emoção que cada leitura cria.

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Junto envio-vos uma pequena biografia da autora.Em breve darei mais informações acerca da hora e do local deste evento.Compareçam e divulguem! BiografiaVera Sousa Silva nasceu em Lisboa, a 27 de Janeiro de 1974, residindo na Amadora, desde essa data, onde casou e foi mãe.

A poesia está presente na sua vida desde a infância. É, no entanto, uma escritora versátil, porque, embora escreva muito bem em poesia, consegue abranger outros géneros literários com a mesma intensidade e beleza. A sua escrita poética é bastante intimista com um traço tónico definido no amor. Prefere o estilo livre, mas tem também diversos poemas com rima e métrica, como por exemplo sonetos.

Escreve, com assiduidade no seu blog http://prosas-e-versos.blogspot.com/ e é ainda membro do site de poesia http://www.luso-poemas.net/ onde já desempenhou a função de Administradora. Também publica no site http://www.escritartes.com.

Em Fevereiro de 2007 lançou o seu primeiro livro de poesia "Pétalas Soltas" pela Corpos Editora, e, no final do mesmo ano, participou na antologia de poesia do site www.luso-poemas.net. Já em 2008 participou na Antologia de Prosa e Poesia do Luso-poemas, desta feita com prosas.

Ainda no Luso-poemas, participou em diversos concursos, tendo vencido em Dezembro de 2006 o Concurso Poema de Natal e, em Junho de 2008, o Concurso do Vinho, ambos na vertente de poesia, o que, desde 2006, lhe valeu o direito a condição de Membro de Honra daquele famoso site de poesia.

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Magda Ferreira Luna Pais

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O acordo ortográfico é um acordo político

será a arte objecto de unificação???









Facto: afecta 16% da ortografia portuguesa de Portugal.

Fato: afeta 0,45% da ortografia portuguesa do Brasil.

Factor negro: ??? Em África ninguém vota nunca na matéria, têm guerras, morrem à fome e por isso muda-se e ninguém se queixa... é triste mas é assim...

Aproveito este tema que me revolve o estômago muito mais do que os compostos químicos que põem na comida.

É um facto que os tempos evoluem e que na língua de cada povo há que acompanhar essa evolução, quanto a isso nada tenho contra, nem contra a inclusão do k, w e y (quase que dava kiwi mas não chegamos lá...) e das palavras que se falam todos os dias por influência dos meios de comunicação, da arte, seja do que for (todos somos influenciados ninguém o poderá negar).

Quanto aos acentos talvez se chegássemos a um consenso se pudessem banir alguns (assim como se podia banir algumas das sumidades que propuseram esta reforma).

Porém a coisa terminaria por aí, sobretudo essa alarvidade que é acabar com o hífen em tantas palavras.

Não me lembro de um ataque tão cerrado a uma língua que tende mais a morrer que a ser revitalizada, porque a cada reforma se vão perdendo referências, se vai empobrecendo uma língua com intuitos comerciais.

Lamento profundamente esta aproximação do idioma. Cada povo tem a sua cultura e a unificação não vai trazer benefícios senão às editoras que venderão novos dicionários em papel ou electrónicos (talvez nem a elas porque terão que ser retirados milhões de livros que servirão para a fogueira e sabendo da predisposição incendiária de alguns portugueses e alguns brasileiros diria que é um festim) e sobretudo aos dos costume, sim os políticos e os seus amigos de sempre, os empresários, os mais ricos do mundo e afins. A esses sim decerto que vai trazer todas as vantagens.

Não vejo aqui africanos, seria interessante ver a opinião de um qualquer africano daqueles que ainda falam português (aí decerto que lhes fará mais falta um mero pão para lhe matar a fome, mas isso é tema de outras esferas, que os seus governantes corruptos se encarregarão de silenciar com a tortura, a morte ou qualquer coisa se se queixarem). Mas qualquer dia pergunto a algum amigo meu de Angola ou Moçambique, decerto que torcerão o nariz a muitas das barbaridades cometidas contra os vários tipos de português e a sua aproximação.

Imaginem apenas um acordo ortográfico entre Inglaterra, Austrália e Estados unidos... estão a ver a unificação? É um pouco como ir a Espanha e falar em unificação das várias línguas (que se ofendem se lhes chamem dialectos), castellano, català, gallego, euskera... talvez se arrisquem a algo mau, porque essas comunidades defendem a sua cultura e o espanhol é uma obrigação na sua cultura, mas quem fala português é, por natureza, submisso (Fernando Pessoa e Camões ou mesmo Vinicius de Moraes ou ainda Mia Couto que me perdoem).

Já agora talvez queiram um acordo ortográfico com a Espanha (são tantos a falar espanhol, quem sabe qualquer dia têm a ideia) e se acabe com o til (usado apenas pela língua portuguesa em cima de vogais) e o h porque tamaño desperdício de letras e acentos confunde a juventude que tem mais em que pensar... pensar em nada muitas vezes... e depois o que querem? Gente culta? Aparece sempre, mas há cada vez menos...

O português aproxima-se da língua mais básica que há ao cimo da Terra, sim o inglês. Apenas e só negócios. Mas vivemos numa sociedade de capitalistas selvagens, damos-lhes o nosso voto e por isso caluda, há que aceitar as regras sem queixumes de espécie alguma. Em nome do lucro, em nome de assentos na ONU, em nome do servilismo (podem chamar-me de comunista que sempre gostei do vermelho, antes isso que calado)

Já agora e sendo radical porque não fazer renascer o latim. Vai tudo para a escola e o latim passa a ser a língua mais falada no mundo? Não é de lá que vem a origem de tudo? Talvez com uma reformazita a coisa passasse a funcionar. Mas é difícil, obriga a pensar e não há tempo para pensar.

Voltando ao português. Cada povo tem as suas idiossincrasias e a cada período de tempo há mudanças, por vezes radicais, isso convoca a necessidade de uma mudança. Agora tornar a língua escrita mais parecida com a falada é estupidificar quem ainda não a aprendeu, ou seja os nossos descendentes, filhos ou netos ou vindouros que ainda não passaram de projecto.

É um facto que desde sempre escrevi faCto ou aCção assim, assim como no Brasil, em Angola, Moçambique, etc se adoptou outra forma de escrever, porque há diferenças, e são essas diferenças que tornam tudo mais delicioso, mais estimulante. Esta é uma pseudo-unificação. Apenas e só negócios. Crie-se então o português empresarial.


Com o tempo sou capaz de vir a adaptar-me aos acentos porque escrevo no PC, de resto passarei a escrever em português antigo, aquele que acabou em 31-12-2008.

Ficou uma miríade de coisas por dizer, porque este tema tem um sem número de sub-temas a abordar e só mesmo a indiferença, a apatia e a miséria cultural (e não só) dos povos é que permite coisas destas se tornarem regra. Mas nós, poetas, escritores temos o dever de nos insurgirmos pela defesa da nossa cultura, de manifestarmos a nossa liberdade perante essa escumalha que manda, seja de que lado de que Oceano for!

Ao contrário do que se possa dizer vale a pena espernear, porque quem nos faz de estúpidos quer sempre silenciar-nos. Valerá a pena lembrar que só quem se dedica às letras é que se chateia com essas coisas e que os governos cada vez menos se preocupam com a cultura... é pouco rentável!

E será preciso lembrar que Fernando Pessoa preconizava que 'A minha pátria é a língua portuguesa' ? Talvez seja melhor mudar-lhe o nome...


Manuel António Marques (se calhar já não se escreve assim em Portugal...).

A versão abrasileirada que vos convido a visitar também:

Jornalismo Político


Restarão opções ou a acção termina por aqui?

domingo, 4 de janeiro de 2009

BALADA



Vinil rotativo, antigo, canção de fumaça,

Couraça desmonta, embalado coração,

Vitrola roda meu amor em letra e música!

Lembro tanto de você, mesmo sem querer,

“Vento de maio” é orvalho na flor furta-cor,

Teus caminhos sem passos fisgaram meus pés...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

É inevitável

Foto "Umbilical"-Daniel Camacho in www.olhares.com/hipnoz


é inevitável o silêncio nos teus ombros
é inevitável a chegada do Outono
é inevitável o adeus


in http://lilianajasmim.blogspot.com/

O Luar

O luar,

é a luz do Sol que está sonhando

O tempo não pára!

A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

...os verdadeiros versos não são para embalar,

mas para abalar...

A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...


poema de Mário Quintana

Esquece, apaga, desmaia

Ele queria esquecê-la, apagá-la, fazê-la desaparecer do passado. Deixou de a procurar com os olhos nas ruas por onde, antigamente, um casal apaixonado costumava passear. Mesmo que se cruzasse com ela, jurara, não levantaria o queixo para a cumprimentar. Abriu mil gavetas para rasgar algumas (poucas) fotografias felizes. Embora soubesse que ela nunca o voltaria a procurar, mudou de número de telefone e de residência. Procurou novos amigos, novas mulheres para idolatrar, decorou piadas diferentes, apegou-se a outras músicas. Começou a sair todas as sextas-feiras para dançar tango num clube nocturno com prostitutas. Um dia, viu-a e tudo voltou ao ponto de partida, isto é, ao segundo no qual o coração julga que existem dores que não aparecem com a falência do corpo mas que são capazes de matar. Todos os seus esforços para se livrar de sentimentos antigos tinham sido infrutíferos. Ajoelhou-se perante a mulher e chorou, esgravatando o chão com os dedos e suplicando-lhe para que voltasse para casa, porque não conseguia continuar a viver sem os beijos, os abraços e o calor dela. Mas ela era forte, dura e perversa. Deixou-o sozinho na noite fria, com o ranho a encher-lhe os lábios de vergonha.