sexta-feira, 27 de junho de 2014

MOMENTO PROSAICO

Palavras e vida, concertos do corpo e da alma, um reflexo turvo, entre olhares cegos, atentos a uma conspiração interior. Imagens alternativas, momentos prosaicos… na arte do silêncio e da redenção de todas as metáforas. Paralelos e guindastes de uma entrega sem sentido ou a procura dos sentidos que se esfuma entre as entranhas da presença. Mas será que estou presente nessas presenças? E este momento como o posso entender? Será que sou capaz de me envolver nisso mesmo do qual sinto um chamamento? Tão complicado, confesso. Lanço-me e nunca mais volto, tentei e perdi-me de imediato, como tantas vezes. Tantas são as vezes que nunca chegam a ter possibilidade do momento que idealizei.

Silves, 27 de Junho de 2014 – 11:04h
Jorge Ferro Rosa
Escrito na Escola Secundária de Silves (Sala de professores)

DEVANEIO DO SENTIMENTO



O que dizemos das coisas? Dizemos! Perfeição requerida? Silêncio sem nome? Homeostasia do olhar? E para quê olhar? O emocional traça linhas de consideração, no jogo do ser e do estar. Não sei porque estou nesta consideração, na oscilação dos sentimentos, numa expressão sem relação, desvinculada. Todas as palavras são poucas e não quero outras, contudo, querer não significa que obtenha aquilo que desejo e o meu desejo oscila muitas vezes. Algo perturba o sistema do meu desejo, onde estou e não estou. As minhas emoções apelam a uma transferência fluídica, a um amor cuja ânsia é a minha “morte”!
Os meus sentimentos são forças que parcialmente mostram algo de mim, o mim é uma aproximação do “eu”, essa força estranha, num estado de actualização permanente; contrários executam o jogo do equilíbrio, em ângulos de compensação muito intensos.
Momentos insolúveis, alguns a que estou sujeito.
Paragem obrigatória, facticidade e fantasia de conceitos cujo critério é a tentativa de anulação do exterior. Estou, tento estar mas nunca estou e tudo é temporário, passa demasiadamente depressa.
Aproximo-me dos que me rodeiam, passado algum tempo afasto-me e tudo fica como se nunca os tivesse conhecido. Está em potência, dentro de mim uma luta entre o querer e não querer, isto é constante neste jogo.
Estou aqui junto do castelo de Silves, na esplanada do café inglês, tenho muito calor, procuro conforto, acabei de tomar um café, o preço aqui foi exagerado (1.25€), preço turístico. Enfim… os meus sentimentos são pequenos vulcões, cada vez me deixam mais confuso e o social lança-me a inibição da relação, uma vez que neste momento tenho consciência do inalcançável, o contexto de presença parece-me estranho.
Regresso a mim, pelas diferentes formas de sentir a realidade, no relevo do meu corpo, votado ao tempo, à ancoragem das situações numa métrica sem remetente de memória, enquanto o sonho embala a frescura da brisa que me acolhe.
O jardim dos pensamentos continuam a florescer… a orla singular toma-me num beijo lírico, com o verbo que vai solidificando a minha presença, ainda que só! Em meu torno falam inglês, não faço o mínimo esforço para entender… não. A música da tarde desfolha-se num compromisso declarado, na arte da tinta e nas rimas que me assaltam o espírito. Nomes, muitos nomes, demasiados neste movimento que me rodeia e a luz começa a escassear! Esplanada cheia… quase. Modos diversos, o pendor da sensibilidade, sentido convocado ao diverso, o espasmo do tempo das panaceias de ancestralidade, a presença do meu sangue colateral na flor do olhar.
As minhas vias são cordas que me seguram o corpo, neste silêncio implacável onde se relevam os mistérios da carne que possibilita a cor do espírito.
Ao longe o horizonte parece encerrar o seu espectáculo, a noite começa a chegar ante a desigualdade dos iguais! Tarde deverão, classificação de cenários, passagens, herdeiros da crueza das imagens, algumas escondidas, entre os traços mais vincados ante o arremesso da morada plena. Tonalidades diferentes, perspectivas da contingência do enlace das pausas. Expressão inolvidável, fruição deste delírio ancestral, o sublime trágico de um biografismo, este lugar, a minha morada, puramente factual, a iniciação de uma viagem em aberto. Impar momento, este, entre as coisas que ficaram por dizer. Tudo é muito breve e o devaneio do sentimento perde-se lentamente.

Silves, 26 de Junho de 2014 – 20:10h
Jorge Ferro Rosa
Escrito na esplanada do “Café Inglês”, em Silves.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Arte nas entrelinhas...



Coletânea de sonetos do poeta João Roberto Gullino retratando impressões de vida e relacionamentos de sua vida.

Raizes Somente

by João Roberto Gulino

terça-feira, 6 de maio de 2014

A propósito, da última fornada de bananas racista, deixo um texto de minha autoria:

Branco no Preto

Eu sou racista.
Sou racista.               
Sou racista porque gosto da raça de gente que tem cor, que tem cheiro, que tem alma, vida e fogo. Da raça de gente em que o sorriso, mais do que dos lábios, sai dos olhos; sai do olhar.
De toda a raça de gente que tenha música no corpo. Que trabalhe, dê, receba, partilhe. Que possa circular onde quiser. Que respeite, que seja respeitada.
Raça de gente com carácter e características, com defeitos, arrelias, cultura, identidade, hábitos e tradições.
Valores.
Tudo se resume a valores.
A sermos bons, mais do que humanos.
Vivam as cores, os tamanhos e as formas. Viva o dia, em que vieram partes minúsculas dos seres, dizer-nos em letra grande, que afinal, pretos, brancos, amarelos, vermelhos, ou torrados do sol, somos todos feitos do mesmo material: água, muita água, alguns ossos, músculos e mais ou menos carisma.
Eu branquela, adoraria ter um filho cor de chocolate. Um doce! Só porque sim.
Eu branquela, sou racista.
Sou banto, banguela, congo e mina, negro da terra, índio, mulato, caboclo, cafuz e cabra.
Sou muito cabra.
Sou mestiço.
Um Bonifácio, Gilberto, Arthur, Nabuco, Sílvio, Aroldo, François, Georges, James ou Charles.
Um Aborígene na Tribo, um gato-pardo ou um burro da cor-quando-foge.
Eu, branquela, tenho cor de pele, uma cor que vai muito além da minha moral e inteligência.
Não sou superior a uma formiga ou inferior a um elefante. Sou do mesmo material das estrelas, grão de cereal armazenado no verão.
E no inverno; no inverno, solto a música do meu corpo e danço. Oh se danço.
Misturo-me.
Toco a tua cor, a tua pele, o teu nariz, o teu cabelo, em suma, a tua origem.
E de que vale poder tocar num corpo negro, índio, branco, mulato, caboclo, cafuz ou cabra, amarelo, vermelho  ou torrado do sol, se não tocar no mais profundo dessa raça de gente que és? Que sou?
Viva a diferença. Que nos une, nos enriquece e nos torna mais gente.
Sou racista porque gosto da raça de gente que pinta com lápis, de cor.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Arte em movimento...

www.tai-ji-quan.blogspot.com.br

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sonhos realizados




Titulo: Sonhos Realizados
Dimensões: 150 x 100 cm
Tecnica utilizada: acrilico sobre tela
Data: 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TENTEI PERCEBER

TENTEI PERCEBER

Tentei perceber uma vez mais a roda que passou a meu lado, fiquei a olhar a ver se eras tu, fiquei num estado de estranheza dentro de uma caverna musical, tomei um copo de ideias kantianas e lancei-me na fúria dos deuses do amor! Hoje o dia tornou-se mais redondo, esculpi o teu rosto na palma da mão e olhei, saiu um pentagrama, fluídos do Zodíaco e dos outros astros que não te houvera falado; escorpiões... eu sou um deles, remamos no baú dos pensamentos e da lógica aristotélica, ficamos no meio dos silogismos, mergulhámos um pouco mais e encontrámos o fogo da realidade porque este local é o real, sempre te falei disso... Os dias do amor chegaram neste Inverno, a chuva veio e vim contigo e vou contigo... interrogamos milhares de vezes a nossa postura, mas da nossa janela possuímos um outro quadrante com maior densidade... e falam os químicos, os poetas e os filósofos... falas tu dos dias da presença.

Tavira, 07 de Janeiro de 2014 - 17:17h
Jorge Ferro Rosa
Escrito no café "Veneza"

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Arte de se cuidar, ZEN IPQ 2013

O Hospital Dia (CRHD) do IPq do Hospital das Clínicas (HC) realiza o Dia Zen, em 8 de novembro, das 8 às 16 horas.

A ocasião é uma oportunidade para que a população conheça e usufrua dos benefícios físicos e emocionais de diferentes técnicas de relaxamento integrativas como reflexologia, reiki, shiatsu, toque integrativo somato emocional (TISE), kundalini yoga e oficina de origami, contando com mais de 100 profissionais. Com sessões de, em média, 30 minutos, algumas modalidades são gratuitas, mas outras custam R$25,00.

Não é necessário fazer inscrição para participar. O IPq está localizado na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, São Paulo, dentro do Complexo do Hospital das Clínicas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Site Wix

Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.
Visite já:
http://cavverissimo.wix.com/carlaverissimo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Carla Veríssimo apresenta livro de prosa-poética em Lisboa



Bióloga de profissão, Carla Veríssimo, escreve desde que aprendeu as primeiras letras.

Aos 13 anos, os seus escritos começam a ser prosa-poética, repleta de metáforas, jogos de palavras, ironia e sentido de humor.
Tem vivido e viajado em várias cidades de Portugal e Europa.

Natural de Leiria, reside em São Miguel, desde Fevereiro de 2010, onde tem trabalhado como Bióloga.

Após ter conhecido e viajado, durante estes três anos, por todas as ilhas dos Açores, apresenta sábado, dia 28, pelas 21h, no Primeiro Andar, o seu segundo livro de prosa-poética, intitulado “Entrilhas”.

“Entrilhas” é um punhado de textos que reflecte vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, à natureza, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.

Através da ilha de Santa Maria, de clima seco, mediterrânico e casario típico, há ainda uma ponte para o Alentejo, que tem marcado igualmente a vida da autora.

Com este livro, Carla Veríssimo, tem a pretensão de despertar a curiosidade naqueles que possam ainda não conhecer todas as ilhas dos Açores, sejam eles do arquipélago, do território continental ou do estrangeiro. Tem a pretensão de os fazer viajar, descobrir, admirar e desfrutar esses pedaços de terra, afinal no meio do mar.

Num dos textos podem ler-se os nomes de B Fachada, Tiago Pereira, Gonçalo Tocha e Zeca Medeiros. “Este livro conta com textos escritos para o músico JP Simões, para o coreográfo e bailarino cabo-verdiano António Tavares e para o actor e encenador António Feio, cujo livro "Aproveitem a Vida" viajou comigo neste arquipélago e me inspirou tanto ou mais que as próprias ilhas.”, refere Carla Veríssimo.

O livro teve apoio da Direcção Regional da Cultura (Governo dos Açores – Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura) e da Bensaude Turismo.

Conta com ilustrações de Irene Sàez e Yaiza López, amigas da autora e que também conhecem as ilhas dos Açores. A edição é da Folheto Edições e Design, uma editora de Leiria, com raízes em São Miguel.

As apresentações do livro são pautadas por leitura de textos-poema, projecção de fotografias e vídeos, acompanhadas de música açoriana ou de autoria dos músicos citados no livro, tudo num ambiente descontraído, com tons leves e harmoniosos.

Carla Veríssimo nasce em 1979.
A escrita é natural em si, é a forma como absorve o mundo e como o quer partilhar com os demais.
Em 2003 cria o blogue www.evirgula.blogspot.pt. Em 2005 publica o seu primeiro livro, intitulado “;” pela Corpos Editora. Em 2008 é convidada a contribuir para o Blogue das Artes: http://bloguedasartes.blogspot.pt/, uma sociedade de bloggers que funciona como ponto de encontro de artistas e amantes de arte e cultura. Ainda em 2008 cria um blogue: http://bloguivro.blogspot.pt/, com excertos de livros de outros autores, com o intuito de incentivar no público, a leitura em geral e a dessas obras em particular.

Tem colaborado com associações culturais, participado em tertúlias, noites de poesia, declamado os seus textos, publicado e distribuído as suas palavras muito para além do seu caderninho, onde se continuam a acumular textos, cujas letras se querem escritas em todos os lugares da poesia.
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Primeiro Andar
Um espaço que funde a gastronomia com a cultura, onde se partilham experiências criativas e sensitivas entre pessoas que querem dar e receber.
Um elo de ligação entre todas as vertentes culturais a preços acessíveis e num ambiente descontraído.
Um compromisso descomprometido. É a tua sala, o teu sofá, os teus amigos, o teu Espaço.
Rua das Portas de Santo Antão, nº110
(entrada ao cimo da rampa, entre o Coliseu e o Ateneu - porta preta do lado esquerdo)
Lisboa
21 346 1327

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carla Veríssimo apresenta "Entrilhas" em Agodim

Carla Veríssimo cresceu em Agodim, uma aldeia da freguesia das Colmeias, concelho e distrito de Leiria. 
Aprendeu a escrever com a Dona Florinda, a sua professora primária.
Aos 13 anos, os seus escritos começam a ser prosa-poética, sempre feita a lápis, como se sente mais entregue aos textos-poema.
Aos 21 vai para o Porto, onde se licencia em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
Tem vivido e viajado em várias cidades de Portugal e Europa.
Nunca parou de escrever. Uma escrita repleta de metáforas, jogos de palavras, ironia e sentido de humor.
Reside em São Miguel, desde Fevereiro de 2010, onde tem trabalhado como Bióloga.
Após ter conhecido e viajado, durante estes três anos, por todas as ilhas dos Açores, apresenta sábado, dia 21, pelas 21h30, no Clube Recreativo Cultural 7 Arcos, em Agodim, o seu segundo livro de prosa-poética, intitulado “Entrilhas”.

“Entrilhas” é um punhado de textos que reflecte vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, à natureza, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.

Através da ilha de Santa Maria, de clima seco, mediterrânico e casario típico, há ainda uma ponte para o Alentejo, que tem marcado igualmente a vida da autora.

Com este livro, Carla Veríssimo, tem a pretensão de despertar a curiosidade naqueles que possam ainda não conhecer todas as ilhas dos Açores, sejam eles do arquipélago, do território continental ou do estrangeiro. Tem a pretensão de os fazer viajar, descobrir, admirar e desfrutar esses pedaços de terra, afinal no meio do mar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bióloga de profissão, Carla Veríssimo, escreve desde que aprendeu as primeiras letras.

Natural de Leiria, licenciou-se na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, corre o mundo e reside em São Miguel desde Fevereiro de 2010.
Após ter conhecido e viajado por todas as ilhas dos Açores, durante estes três anos, apresenta agora o seu segundo livro de prosa-poética, intitulado “Entrilhas”.

“Entrilhas” é um punhado de textos que reflecte vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, à natureza, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.

Com este livro a autora tem a pretensão de despertar a curiosidade naqueles que possam ainda não conhecer todas as ilhas dos Açores, sejam eles do arquipélago, do território continental ou do estrangeiro. Tem a pretensão de os fazer viajar, descobrir, admirar e desfrutar esses pedaços de terra, afinal no meio do mar.

Num dos textos podem ler-se os nomes de B Fachada, Tiago Pereira, Gonçalo Tocha e Zeca Medeiros. “Este livro conta com textos escritos para o músico JP Simões, para o coreográfo e bailarino cabo-verdiano António Tavares e para o actor e encenador António Feio, cujo livro "Aproveitem a Vida" viajou comigo neste arquipélago e me inspirou tanto ou mais que as próprias ilhas.”, refere Carla Veríssimo.

O livro teve apoio da Direcção Regional da Cultura (Governo dos Açores – Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura) e da Bensaude Turismo.

Conta com ilustrações de Irene Sàez e Yaiza López, amigas da autora e que também conhecem as ilhas dos Açores. A edição é da Folheto Edições e Design, uma editora de Leiria, com raízes em São Miguel.

As apresentações do livro são pautadas por leitura de textos-poema, projecção de fotografias e vídeos, acompanhadas de música açoriana ou de autoria dos músicos citados no livro, tudo num ambiente descontraído, com tons leves e harmoniosos.

Carla Veríssimo nasce em 1979.
Aprende a escrever as primeiras letras aos 6 anos. Aos 13, os seus escritos começam a ser prosa-poética. Os seus textos estão repletos de metáforas, jogos de palavras, ironia e sentido de humor.

A escrita é natural em si, é a forma como absorve o mundo e como o quer partilhar com os demais.
Em 2003 cria o blogue www.evirgula.blogspot.pt. Em 2005 publica o seu primeiro livro, intitulado “;” pela Corpos Editora. Em 2008 é convidada a contribuir para o Blogue das Artes: http://bloguedasartes.blogspot.pt/, uma sociedade de bloggers que funciona como ponto de encontro de artistas e amantes de arte e cultura. Ainda em 2008 cria um blogue: http://bloguivro.blogspot.pt/, com excertos de livros de outros autores, com o intuito de incentivar no público, a leitura em geral e a dessas obras em particular.

Tem colaborado com associações culturais, participado em tertúlias, noites de poesia, declamado os seus textos, publicado e distribuído as suas palavras muito para além do seu caderninho, onde se continuam a acumular textos, cujas letras se querem escritas em todos os lugares da poesia.

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PORTO FEIO Bar – Galeria de arte · Adega · Tapas Bar & Restaurante
Se é apreciador de vinho do Porto não cometa o pecado de não passar por aqui. Na porta encontra uma frase curiosa: "Se está fechado é porque não abri, se não está aberto é porque já o fechei".
A primeira terça-feira de cada mês é dedicada à Guitarra Portuguesa.
Especialidades da casa: Chouriço Assado, Pataniscas ou Sandes de Queijo, Tomate e Presunto.
Rua da Fonte Taurina nº 54, 4050-207 Porto
Quinta a Sábado: 19:00 - 02:00 | Domingo: 17:00 – 02:00
914 488 784 | teresabarrote30@gmail.com | https://pt-pt.facebook.com/barportofeio

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Carla Veríssimo apresenta segundo livro de prosa-poética

Bióloga de profissão, escreve desde que aprendeu as primeiras letras.


Carla Veríssimo, natural de Leiria, reside em São Miguel desde Fevereiro de 2010.
Após ter conhecido e viajado por todas as ilhas do arquipélago, durante estes três anos, apresenta já este sábado, dia 10 de agosto, pelas 22h, no Arco 8, o seu segundo livro de prosa-poética, intitulado “Entrilhas”.

“Entrilhas” é um punhado de textos que reflectem vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.

Com este livro a autora pretende despertar a curiosidade daqueles que possam ainda não conhecer todas as ilhas do arquipélago, de os fazer viajar, descobrir, conhecer, admirar estes pedaços de terra, afinal no meio do mar.
O livro teve apoio da Direcção Regional da Cultura (Governo dos Açores – Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura) e da Bensaude Turismo.
Conta com ilustrações de Irene Sàez e Yaiza López, amigas da autora e que também conhecem as ilhas dos Açores. A edição é da Folheto Edições e Design, uma editora de Leiria, com um pé em São Miguel.

Na apresentação haverá leitura de alguns textos por parte da autora e de alguns amigos das artes, projecção de fotografias e vídeo.

Carla Veríssimo nasce em 1979. Aprende a escrever as primeiras letras aos 6 anos. Aos 13, os seus escritos começam a ser prosa-poética. Os seus textos estão repletos de metáforas, jogos de palavras, ironia e sentido de humor.
A escrita é natural em si, é a forma como absorve o mundo e como o quer partilhar com os demais.
Em 2003 cria o blogue www.evirgula.blogspot.pt. Em 2005 publica o seu primeiro livro, intitulado “;” pela Corpos Editora. Em 2008 é convidada a contribuir para o Blogue das Artes:http://bloguedasartes.blogspot.pt/, uma sociedade de bloggers que funciona como ponto de encontro de artistas e amantes de arte e cultura. Ainda em 2008 cria um blogue: http://bloguivro.blogspot.pt/, com excertos de livros de outros autores, com o intuito de incentivar no público, a leitura em geral e a dessas obras em particular.
Tem colaborado com associações culturais, participado em tertúlias, noites de poesia, declamado os seus textos, publicado e distribuído as suas palavras muito para além do seu caderninho, onde se continuam a acumular textos, cujas letras se querem escritas em todos os lugares da poesia.
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Arco 8 – Galeria Bar, localizado junto à rotunda de Santa Clara, é um espaço confortável onde se pode conviver calmamente com os amigos enquanto se ouve boa música. Tem a particularidade de exibir filmes, exposições de arte e apresentar espectáculos de música ao vivo. Destaque para o ambiente informal e para os excelentes cocktails preparados.
Avenida Abel Ferin Coutinho, Santa Clara, 9500-191 Ponta Delgada
296 628 733 | galeriaarco8@gmail.com| http://arco8.blogspot.pt
https://www.facebook.com/arco8azores


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Priolando

Vagueio pela Floresta.

Anseio encontrar-te em cada endémica ou nativa.
Vou lançando o meu canto ao vento para que brote dessa semente plântula;
para que cresça azevinho, uva-da-serra, ginja-do-mato ou faia-da-terra.

Vem a chuva e eu resisto.
Saboreio; sinto cada gota na minha face como se fosse a primeira.
Deambulo em cada trilho, cada tempo ou condição.
Há tanto para descobrir.
Ramo acima, ramo abaixo, voo, escondo-me, saltito, procuro.
Procuro.
Não só alimento para a boca se não também para a alma.

Faço o meu ninho para ti, com musgo, queiró, cedro, urze e sargasso.
Sou esse Priolo, pássaro pequeno, perseguido outrora e protegido hoje, pelas leis de homens, mulheres, crianças, jovens, adultos ou idosos; pelas leis daqueles que vêem em mim beleza.
E ainda que o meu canto ecoe apenas nesta Floresta, este meu assobio chega a todos os cantos do mundo.
E neste canto, hoje, sei de uns seres maravilhosos que se juntaram por mim, para mim. Mas na minha Festa, ainda faltas tu.
Vagueio. Deambulo.
É difícil encontrar-te, tu olhos negros, bico grosso, cabeça preta e corpo roliço.
Continuarei a ser Priolo, pássaro pequeno, persistindo, resistindo, assobiando, vagueando e voando sempre mais.
E eis se não quando se ouve: piu, piu…


(Escrito para a Priolo Fest, organizada pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e Galeria/Bar Arco 8, com apoio da Yuzin, que decorreu a 16 de Fevereiro de 2013, de forma a dar a conhecer a Campanha Internacional de Crowdfunding "Let's Preserve the Azores Bullfinch", lançada pela SPEA com o objectivo de angariar fundos que permitam dar continuidade ao trabalho de preservação do Priolo e da Floresta Laurissilva, desenvolvido pela SPEA e parceiros desde 2003, na ilha de São Miguel. Apoie e divulgue: http://www.indiegogo.com/PreserveAzoresBullfinch/)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Exposição (des)escrita de Alexandra de Pinho

Horário:
2ª a 6ª das 9h00 às 20h00; 
Sábados e Domingos: Visitas por marcação p/ geral@weart.pt ou 234290205/915300488.


"São trabalhos feitos com tecidos, linhas e tinta acrílica sobre a tela. Há muito que a artista plástica Alexandra de Pinho nos habituou a isto: fibras roubando lugar ao traço da pintura, pigmentos têxteis a concorrer com a tinta. Nas suas obras encontram-se palavras cosidas com agulha e fragmentos de roupas que podíamos ter usado ontem mesmo - e aí é quase inevitável sentirmos essas palavras junto ao nosso corpo, pois são palavras enroupadas e a roupa é desde que nascemos a nossa segunda pele perante o mundo. Esta série de trabalhos evoca "um discurso de reflexão que torna possível escrever/ler o corpo e com o corpo", explica Alexandra de Pinho no texto de apresentação da exposição "(des)escrita". A mostra pode ser visitada até 12 de Abril na WeArt, em Aveiro, de segunda a sexta-feira das 10h às 20h."

(P3, Público 21.01.2013)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Celina da Piedade no Misty Fest | Centro Cultural de Belém | 16 Nov 2012 | 21H00

Celina da Piedade apresenta disco de estreia "Em Casa" no Misty Fest
Centro Cultural de Belém | 16 de Novembro | 21H00

Nas palavras de outros:
Celina da Piedade tem levado o seu acordeão até aos mais diferentes contextos e agora estrea-se a solo com um disco recheado de surpresas.
"Em Casa", vai ser apresentado no Pequeno Auditório do CCB, juntamente com alguns convidados como, por exemplo, Samuel Úria. No acordeão e ao microfone, Celina é um tesouro que agora urge descobrir no centro do palco.
Algures entre as formas e cores tradicionais, com viagens pelas memórias das danças portuguesas, e um sentir mais moderno e universalista, Celina desenha uma música cheia de alma e de personalidade que em palco ganha com a sua formidável presença.
Quem já a viu em concerto, pisando palcos ao lado de Rodrigo Leão, Mayra Andrade ou Ludovico Einaudi reconhece-lhe o imenso carisma.

Nas minhas palavras:http://evirgula.blogspot.pt/2012/10/assim-te-explico.htm

Não percam!
http://www.misty-fest.com/index.php/pt/