Os ponteiros, de súbito esconderam-se atrás do tempo,
A multidão desvanece-se no silêncio das ruas.
Sem rosto, os corpos movem-se como loucos que procuram no caos
um sentido, um quadrante, uma fórmula que elimine a indeterminação das horas.
O tempo assiste, sereno.
O tempo sorri.
O tempo sem horas...
O tempo sem tempo.
Os ponteiros voltam
e num ápice, devolvem o tempo...ao tempo.
...
O tic-tac recomeça
A multidão respira, aliviada.
O tempo é tudo
O tempo é ... nada.
(Sara Rocha)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Tic-Tac
Colocado aqui mui gentilmente por Tiago Nené à(s) 18:11 3 opiniões
Etiquetas: autores blogue das artes, autores língua portuguesa, autores portugueses, sara rocha
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