quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lagos (Algarve)

terça-feira, 7 de abril de 2009

A paixão da aventura

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

quase esgotado

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lançamento do álbum

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Exposição Casa da Animação


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Apresentação em Beja


Infelizmente não poderei estar presente, como fora anunciado no programa provisório do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, na apresentação de Murmúrios das Profundezas, álbum de banda desenhada em homenagem a H.P. Lovecraft no qual colaborei com a adaptação do meu conto Chtulhu na Horta, parte doutro trabalho literário em progresso do qual darei conhecimento na devida altura.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O "cavaleiro das trevas" regressou às livrarias portuguesas


Foi com agrado que este mês testemunhei o regresso da revista do Batman às livrarias portuguesas, no decorrer do último ano a editora Panini tem vindo a importar uma série relevante de revistas de banda desenhada oriundas do Brasil, algo semelhante ao mercado que tínhamos há cerca de uma década, mais coisa menos coisa, quando a editora Brasil fazia exactamente o mesmo, isto até as Brasil portuguesa e brasileira deixarem de publicar banda desenhada, o que forçou os entusiastas portugueses desta arte a entrarem num deserto bedéfilo.
As revistas da Panini ainda estão a ser distribuídas a título experimental, que é como quem diz: estão a ver se o mercado português dá lucro com as sobras brasileiras, e espero que dê... este país bem precisa de ler, e muito, e não imagino nada que cative mais os jovens e adolescentes (e muitos, mas muitos, adultos) a ganhar o gosto à leitura começando pela banda desenhada.
Este mês também se encontra nas bancas a revista do Super-Homem (editada em brasileiro, apesar do título Superman, certamente por alguma questão legal acerca do direito à marca).
Aos interessados apenas posso sugerir que comprem as revistas, convém convencer a Panini que em Portugal há mercado para banda desenhada, a distribuição não tem a mesma qualidade que a dos idos 80 e 90 (em que qualquer quiosque de esquina tinha umas 20 revistas de banda desenhada disponíveis), mas já atinge as livrarias de maior dimensão espalhadas por esse país fora.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

tempo... revistas... coisas...


Impressionante o modo como o tempo actualmente não nos rende nada, felizmente com o número de colegas que este blogue possui nem se nota quando salto uma semana (ou duas) sem postar nada de novo, creio até que a obrigação de um postal por semana poderá até prejudicar a qualidade de alguns postais (eu, por exemplo, só consigo escrever qualquer coisa minimamente decente quando me surge a inspiração... o que não é sempre).
Mas voltando à vaca fria, mais um mês, aparentemente mais um atraso na importação das sobras da banda desenhada brasileira que não inunda os quiosques portugueses (nem imaginam as saudades que tenho dos tempos da minha juventude em que qualquer quiosque tinha mais de uma dezena de revistas de banda desenhada disponíveis), o meu vício pelas revistas do Batman, Homem-Aranha e Super-Homem em língua brasileira não é mantido mais por falta de revistas que o sustentem do que pela falta de moedas devido à actual recessão económica neste país de terceiro mundo que insiste em fingir que não o é.
Estarei deprimido mais pela falta de banda desenhada ou pela falta de dinheiro? No actual mundo moderno aparentemente o dinheiro é mesmo sinónimo de felicidade e até de saúde, ou alguém ainda duvida?

domingo, 23 de dezembro de 2007

99 anos de Bonelli

Ontem comemoraria o seu 99º aniversário Giovanni Luigi Bonelli, o criador de Tex Willer. Para comemorar a ocasião adaptei o seguinte texto de modo a dar a conhecer o mesmo aos nossos leitores:

Giovanni Luigi Bonelli nasceu em Milão a 22 de Dezembro de 1008 e faleceu em Alexandria a 12 de Janeiro de 2001, foi um editor e autor italiano de banda desenhada que ficou conhecido pela alcunha de “o pai de Tex” (Tex Willer é a sua criação mais conhecida e pode ser encontrado em qualquer livraria portuguesa ou brasileira).

Leitor voraz desde tenra idade o mesmo apreciava, principalmente, as obras de mestres da estirpe de Jack London, Robert Louis Stevenson, Júlio Verne e Emilio Salgari, entre outros.

Vagueou pela Europa, com pouco dinheiro no bolso, trabalhando nos mais diversos ofícios para ganhar o pão de cada dia, desde cortar lenha numa quinta até a ingressar na prática de boxe (tendo inclusive treinado lutadores profissionais). A sua principal criação, o ranger Tex Willer, “possuía uma percepção de valores imediata, fruto de uma cultura surgida numa juventude vivida com austeridade”, palavras de Decio Canzio, grande amigo de Bonelli.

A sua carreira literária inicia-se nos primórdios dos anos 30, escrevendo histórias para o Corrieri dei Piccoli, publicação tradicional italiana, e artigos para o Giornale Illustrato dei Viaggi. Nos anos 30, Bonelli escreveu também para diversos títulos da Editora Saev, tais como Jumbo e Rin-tin-tin e escreveu os seus primeiros guiões, que foram desenhados por Rino Albertarelli e Walter Molina.

Guionista e criador de dezenas de personagens, passa por várias empresas, até abrir a sua própria editora, reformulando então publicações importantes como L'Audace. O ano de 1948 marcaria para sempre a sua vida.

Por ser um grande admirador das histórias do velho oeste americano, Bonelli cria, em parceria com Aurelio Gallepini, o personagem Tex Willer. Ao mesmo tempo, também criava "Occhio Cupo", uma revista quinzenal de formato grande, mais cara que a média das revistas de banda desenhada da época. No entanto, é Tex, revista de formato fino e pequeno, com apenas 32 páginas (uma tira por página), num formato parecido com um "talão de cheques”, que atinge o coração dos leitores italianos, projectando-o nacional e internacionalmente.

Manteve a redacção de guiões para muitas outras histórias e criou outros personagens, antes e depois de Tex, como O Justiceiro do Oeste, Ipnos, O Ladrão de Bagdad, A Patrulha dos Sem-Medo, Plutos, Os Três Bil, El Kid, Lobo Kid e Ringo, só para citar alguns. Entretanto, aos poucos, Bonelli sentirá necessidade de se dedicar mais e mais ao personagem Tex, que exigia cada vez mais do seu tempo.

As próprias actividades editoriais são transferidas para a família: a sua esposa Tea Bonelli (falecida em 2000) passa a cuidar da administração, enquanto ele prepara o filho Sergio, que em pouco tempo se torna o editor responsável por um aglomerado de empresas que publicam algumas das melhores bandas desenhadas do género.

G.L. Bonelli faleceu aos 92 anos devido a problemas respiratórios e cardíacos. A última história escrita por ele foi "Il medaglione spagnolo", publicada em fevereiro de 1991 (na edição brasileira Tex nº 323 - O Medalhão Espanhol), uma aventura iniciada por ele e terminada por outras mãos. Como ele mesmo gostava de se definir foi "um romancista emprestado à banda desenhada e jamais devolvido".

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Enchimento de chouriço


Estava a pensar fazer uma análise da ausência de banda desenhada nos quiosques e papelarias em Portugal - coisa que dura há uma década - mas como estou um tanto ou quando deprimido (depressão aqui-natalícia), resumo-me a picar o ponto por esta vez e deixar aqui uma capa histórica, Super-Homem 100, quando a banda desenhada nos quiosques e livrarias de Portugal era às dezenas (oh tempo, volta para trás...).
E ainda por cima nem consegui encontrar à venda o Homem-Aranha 64 este mês...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Da necessidade de heróis


Já num artigo noutro local (a extinta VoxBlogs Magazine) referi a abundância de revistas de banda-desenhada existentes durante a minha infância, coisa rara actualmnte.
Contudo, nos últimos meses, têm surgido em algumas livrarias algo que me despertou a esperança num regresso a esses tempos aureos da banda-desenhada em língua portuguesa, num projecto experimental uma editora brasileira decidiu recambiar para a terra dos lusos as sobras das suas edições.
É certo que chegam com um atraso de seis meses, mas a opção a isso seria o nada, já que por este lado do Atlântico aparentemente já nem banda-desenhada o povo gosta de ler.
Espero que a iniciativa seja para durar, e comprometo-me a comprar as revistas do Homem-Aranha que venham a surgir por cá, caso consigam definir uma data certa para distribuição - no mês de Setembro não houve revistas...