quarta-feira, 2 de setembro de 2009
"Dagon" nº 01
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Etiquetas: Literatura
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Lançamento do 3º número da "Nova Águia"
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Etiquetas: Eventos, Literatura
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Samizdat - divulgação
Eis uma revista on-line de literatura, com bastante qualidade.
O seu nome é Samizdat e vai no 13º número. Clicando AQUI, pode-se baixá-los todos.
Em associação, desenvolve uma Oficina de escrita de contos.
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Etiquetas: autores língua portuguesa, contos, Crónicas, divulgação, Literatura, Perplexo, revistas, teoria literária
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Eu também sou um grande mentiroso!
«Um dos princípios da criação literária é a invenção, a imaginação. Somos mentirosos; todo o escritor que cria é um mentiroso, a literatura é mentira; dessa mentira, porém, sai uma recriação da realidade: recriar a realidade é, assim, um dos princípios fundamentais da criação» – Juan Rulfo (1918-1986).
Escrever, sei-o agora, é essa liberdade de mentir que o cidadão comum não tem. O cidadão é alvo de uma enorme censura social sobre a veracidade das suas afirmações. O mentiroso é votado ao desprezo.
Um escritor, pelo contrário, não só «está autorizado a mentir», como as suas mentiras são alvo de elogios, por parte de críticos e leitores, tanto maiores quanto maior for o tamanho da mentira, a que também chamam criatividade.
É curioso! É libertador! É muito motivante!
[Publicado no blogue Universos Assimétricos]
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Etiquetas: Crítica, Literatura, Perplexo
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Irrealidade de M. Kula
Apenas tento manter limpa na minha memória a ideia de que algo, algo ainda consegue manter-me um passo atrás em vez de um para a frente do balcão da minha varanda. É que tenho feito coisas inúteis ultimamente e isso levou-me a apenas um pé para a frente, e é o meu fim... O meu fim já... Apenas fiz 23 primaveras... Não posso morrer... Tenho ainda uma existência interminável pela frente, não sou velho e quero pelo menos ter um ou dois ou vários filhos até... Mas não aguento mais este tilintar do relógio tic tac tic tac tic tac...
Tudo começou à dois meses atrás, antes dessa altura considerava-me melhor... Quero dizer com boa apresentação, um ar jovial e um sorriso de presidente... Mas tudo partiu... Partiu porquê...?
A vida será mesmo uma luta incessante de interesses despropositados por um acordeão sagrado, no qual não entendemos nada do... Do ré mi fa sol la si do dessa incessante busca de auto-realização onde pomos os pés numa realidade débil, onde os raios do sol apenas nos revoltam contra a asquerosa visão de prédios... Prédios...
E mais prédios nos quais apenas encontramos compartimentos privados e secretos, atracados a uma senil esquizofrenia de estarmos sós...
Sós perante a imensidão do oceano dos nossos desejos cada vez mais perdidos e longínquos do velho ancião que internamos num lar não muito longe da exclusão social que ditatorialmente nós os jovens condenámos. Condenámos esse idoso que nos repugna por estar vivo e ter vivido mais do que nós...
Stupidity.
Faz dois meses que não durmo em condições, aliás já não sei o que é dormir e ter sonhos, dormir exaustivamente até ser dia... Dia de fazer algo pela nossa vida... Sei que pode parecer insensato... Mas sinto-me seguido... Não por pessoas normais... Já me habituei a estes predadores patéticos da sociedade demente da qual não me sentirei como elemento indispensável ao luar do amanhã nascente algures no oriente escondido no fim do rio fertilizador da razão em ser neurótico e exaustivamente dispensável.
A pessoa que me tem seguido não é deste mundo... Não sei explicar mas segue-me por todo lado... Sinto a sua presença vil... Observa-me e quando está muito perto de min...
Sinto a sua respiração horripilado não sei dizer porquê... Talvez pela inexplicabilidade deste meu medo racional em estar completamente perdido neste aglomerado centro comercial de betão antisocial.
Ás vezes, pela noite, tenho calafrios onde a minha pele estremece... Os pelos irritam-se com o excessivo tremer das minhas pernas out of control...
Mantenho-me calado... Mas nada irrompe... Silêncio total e assustador... Nada sai... Nada mexe...
Nada acontece...
Estarei a enlouquecer a olhos vistos?... Não... Não pode ser... Sou um ser racional em que os esquematismos mentais regulam a existência serena de todos os dias... Mas não... Sinto algo perto de mim... Sempre a tentar erradicar o meu desejo de viver feliz... Quem sabe contigo ao meu lado... Mas não... Nada acontece...
Já são 4 horas da manhã vou dormir ou pelo menos tentar dormir.
A noite já passou and the sun já delimitou o seu território... Acordo e para minha incredibilidade assisto a uma visão perplexa de um quarto agora completamente desarrumado... Quem ou o quê desarrumou o meu quarto? ... Porque não ouvi nada? ... Verifiquei que a chave da minha porta de entrada estava sem dúvida alguma muitíssimo bem trancada. Arrumei o meu quarto e não pensei em mais nada... Pelo menos à luz do dia.
Passeei pela cidade incógnito no meio de transeuntes anónimos atropelados, pelo sururu infinito de buzinadas angustiantes mas onde incrivelmente me senti seguro, seguro por não ter tempo nenhum para concentrar-me em intermináveis problemáticas quotidianas... De opressão sadia frequente em jovens perdidos na bruma da existência boreal. Os pássaros emitem o seu chilrear incessante onde ecoa o melodioso e calmante solo purificador do melro gozista... Aquele abolicionista do caos sonoro que domina a cidade em isolação natural... Parei no centro comercial dos desencontros sociais onde tomei um café, fumei um cigarro e observei a vasta gama de personagens incoerentes e decadentes que cada vez mais povoam a cidade.
Por volta das 19 horas voltei a casa para jantar, ficando em seguida grudado frente aquela caixa de onde sai uma realidade bastante diferente da realidade que vivemos, ou pelo menos em que vivo. Tomei um café forte... Sei que me esperam várias horas de insónias pela frente. 0 horas e 30, não aguento e tomo um whiskey e espero que o ser desconhecido volte, estando eu decidido a fazer-lhe frente após 3 copos bem doseados de whiskey. 1 hora, chegou a hora de ele vir, normalmente é a essa hora que ele ou ela costuma aparecer, acendi um cigarro e esperei devotadamente pela aparição.
E cá está...
Sinto a sua presença novamente... Arrepios pela coluna vertebral... Pêlos eriçados...
Pernas trementes... Mas desta vez sinto um frio glaciar... Aliás todo meu quarto está congelado... Tento falar com o outro ser... Mas nada...
Outra noite em branco e outro acordar com o quarto desarrumado e assim sucessivamente...
Passava os dias em parques urbanos ouvindo os pássaros... Ah como a cidade é bela ao som dos pássaros. Ao fim ia para os centros comerciais das figuras ambulantes tomar um café, fumar um cigarro... Só voltava a casa para jantar... Fugindo após para o refúgio do palco teatral do renascimento onde acabava a noite bebendo um whiskey no bar das afinidades culturais... E mais bebendo outro e outro e outro ainda... Apenas dormia graças ao álcool e calmantes antidepressivos...
E assim foram os meus dias até decidir enfrentá-lo.
Esse dia correu particularmente mal, entornei um café em pleno centro comercial onde todos os olhares da galeria ambulante de anónimos me cruzaram como victim on target. O meu jantar saiu ensosso assim como entornei um copo de vinho sobre as minhas calças de combate. Todo complexado pelos acontecimentos ocorridos encadeados e certinhos de... será dessa que vou morrer?... Ele vai matar-me!?... Tenho 23 anos e não quero morrer... E bebi... Bebi mais um whiskey e outro e outro e mais outro... Até que se aproximou de mim a hora de morrer... Comecei a caminhar passo a passo, ideia a ideia para a varanda aberta frente ao meu quarto... Estou arrepiado... A onda glaciar do meu tormento gelou-me a razão... Estou a um passo do fim... A coruja cuja memória não me esqueço juntou-se a mim... E ele está cá... Observa-me e toca-me... Não o vejo... Não sei o que é... Junto todas as minhas forças para tentar lutar contra esse estranho ser omnipresente... Deixo a varanda e consigo voltar para o meu quarto apesar de todo o arrepio... Largo o meu ser... Sinto a sua presença perto de mim... Arrepiei-me... Ele está bem perto... Sinto o seu vibrar... Vou morrer... Chegou a hora... Mas não... Sinto-o a guiar-me pelo quarto... Guiado até a minha escrivaninha onde deixo repousar os livros que me me fazem viver...
E claro!...
Só pode ser?!...
MAUPASSANT... Cette nuit, j´ai senti quelqu´un accroupi sur moi, et qui, sa bouche sur la mienne, buvait ma vie entre mes levres... Adoro o seu escrever a emoção de simples realidade... A realidade inquietantemente terrível.
A partir desse dia mais nada de grave me aconteceu.
Apenas escrevo.
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Etiquetas: Literatura
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Extracto de Reverso (part 1)
Iludi-me frente ao espelho Iludo-me frente a todos os espelhos que encontro na minha demente realidade Iludo-me na crença de que a minha carcassa vale algo e vale algo se pensar no repasto gula de vermes que aguardam sua missão de limpeza Iludo-me com o meu sorriso escarlate que lança um intimo reflexo de cumplicidade ilusória em um dia ser útil e iludo-me frente a cortina azul da casa de banho branca incandescente Em espelho ilusão/consternação iludo-me nas caricias de chuveiro hidratante em que só me iludo mesmo com a vida sem rumo que obstinadamente não consigo CONTROLAR
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Etiquetas: Literatura, poesia
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
....
...O amor é o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levantam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossiveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca da combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante de manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e da areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente."
"Uma Casa na Escuridão"
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Etiquetas: Literatura
terça-feira, 13 de novembro de 2007
inquietação
(Alvaro de Campos)
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Etiquetas: Literatura
sábado, 10 de novembro de 2007
Hoje é o último dia
O objectivo principal do Fórum Fantástico é dar a conhecer ao público em geral o trabalho de criadores e académicos nacionais e estrangeiros na área do Fantástico, assim como incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico em Portugal.
Visite a página do Fórum Fantástico aqui .
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Etiquetas: Eventos, Flávio Gonçalves, Literatura
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
As Tascas do Porto Estórias e Memórias Servidas à Mesa da Cidade
A sessão terá lugar no dia 10 de Novembro, sábado, pelas 16 horas, no Restaurante Pedro dos Frangos, Rua do Bonjardim, 219-223, no Porto.
A obra será apresentada pelo Professor Helder Pacheco.
Seguir-se-á um convívio de São Martinho com castanhas e vinho novo.
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Etiquetas: Autores, autores língua portuguesa, fotografia, Literatura
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
As tartarugas ninja
, mas dificilmente alguém se lembraria de considerar Kevin Eastman e Peter Laird como autores de literatura. Poucos saberão até aquilo que eles produziram, mas dado o título que dei a este post é certo que se saiba já que são os autores das famigeradas tartarugas que vivem nos esgotos e gostam de pizzas e apresentadoras de TV
(ainda que na versão original a apresentadora com o nome do quarto mês do ano fosse assistente num laboratório)
.
Escrevo sobre as tartarugas ninja porque li os estatutos
(os nunca tinha lido não tinha dado por eles não me interessava apenas o exercício dos meus direitos sem pensar nos meus deveres e porque todas as nossas decisões e acções são também políticas não posso deixar de me retractar dando razão a quem afirma basta pum basta)
deste blogue e os comentários que ali foram colocados sobre as diversas manifestações artísticas
(poesia prosa artes performativas
performance
música cinema fotografia artes manuais artes plásticas outras)
que já deveria ter lido mas ainda não, só agora. Das várias artes citadas, creio que faltam algumas, mas conferir-lhes o estatuto de mais ou menos importantes seria uma questão de juízos de valor. Outras é a melhor forma de fazer referência a essas artes
(todas as artes são sempre outras porque arte é aquilo que tratamos como arte)
.
Na demanda da literatura, da descoberta daquilo que ela é deparei-me com um autor que afirmava que a literatura era uma criação original de teor ficcional
(desprezando totalmente a origem das espécies o sangue frio o diário a crónica tudo aquilo que funciona como literatura)
, ao mesmo tempo que afirmava que as tartarugas ninja de Kevin Eastman e Peter Laird – que sem dúvida são ficcionais e originais na proposta – não eram literatura mas que John Ruskin e Thomas Carlyle – críticos literários inglês e escocês, respectivamente – eram literatura
(não querendo cair em querelas nem discutir literatura venho louvar todas as artes as distinguidas explicitamente e as implicitamente dedicadas como outras. já não pretendo nenhuma afirmação positivista e operacional para evitar os erros de anteriores manifestos que acabaram em chacota pública)
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Agora sim, posso produzir.
Colocado aqui mui gentilmente por mfc à(s) 14:00 3 opiniões
Etiquetas: Autores, Crítica, Literatura, Vodka e Valium 10











