Já ninguém diz bom dia com desejo...
Já ninguém sente saudade.
Tudo corre...
Todos correm.
Abraçar e beijar com vontade,
Sorrir com o teu beijo...
Tudo corre...
... morrem.
Liliana
domingo, 13 de janeiro de 2008
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domingo, 6 de janeiro de 2008
eu choro porque dói não estar contigo.
eu chamo por ti mas não me ouves.
eu morro porque não te vejo.
eu perco o tino.
eu amo-te!
merda, eu amo-te!
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Dor de Mãe - Poema de Natal
Era a manhã de Natal
E fui acordar meu filho adorado
Para abrirmos as prendinhas
E ver o presépio encantado
Mas quando cheguei ao pé dele
Para grande surpresa minha
Ia tendo um colapso
Quando lhe abri a caminha
Mal fui para o abraçar
Senti uma ranhoca mole
Tinha havido um feitiço
Meu filho era um caracol!
Olhei para ele e perguntei:
- Mas que te aconteceu, afinal?
E ele respondeu, muito choroso:
- Estava grosso, o Pai Natal!
- Fez-me isto sempre a rir
Com um bafo a whisky rasca
Deu-me, de presente, um arroto
E voltou com as renas p’rá tasca!
Então corri logo para o telefone
E chamei um médico que o tratasse
Que ao vir tão rapidamente
Até deu mau nome à classe
Mas quando chegámos ao quarto
Disse meu marido, no fim da imperial:
- Vê se temperas melhor os caracóis
Que este não estava nada de especial!
A moral desta história é
Que um pai não deve comer o filho
Pelo menos até ser bem temperado
Com sal, pimenta e tomilho
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sábado, 8 de dezembro de 2007
Os meus diálogos com Deus - 1º episódio
Moi Os meus diálogos com Deus - 1º episódio - Song - MP3 Stream on IMEEM Music
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Enquanto fazia cocó. (E assim)
E não foi, amor, da inevitável comparação entre os asseados e geometricamente bem dispostos urinóis e tua perfeita dentição, quando sorris. Também não foi, amor, do som estridente dos canos velhos evocando a melodia do nosso iminente orgasmo, simultâneo e sublime. Muito menos, amor, da associação entre a água que escorria lentamente na sanita e teu corpo de mar, sempre sedento de mais mergulhos e mais lábios. E assim.
Não, nada disso, amor. Apenas do cheiro a merda.
E assim.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O traficante (1ª parte)
Pois aqui estou. Dentro. Sim, na prisa, na choça, dentro. E porquê? Porque fui condenado por tráfico. Eu explico. Comecei a consumir apenas por curiosidade, a curiosidade deu lugar à necessidade, depois, quando as necessidades aumentaram, tive que começar a vender para satisfazer as minha próprias carências e... acabei apanhado.
Mas deixem-me fazer uma breve cronologia para que percebam todo o contexto e não comecem, desde já, a fazer julgamentos sumários, como fariam três beterrabas a um bife lilás (não perceberam a piada? ... são coisas modernas, é natural que não entendam, ainda estão umas dezenas de anos atrasados). Ah, já me esquecia – o tráfico que eu fazia era de hidratos de carbono, não de esteróides nem de expressões idiomáticas; nada disso, eu não sou desses, atenção! Bom, mas vamos lá do princípio, apenas com os acontecimentos mais relevantes para vos enquadrar.
2010: Proibição dos enchidos.
2015: Defenestração do último fumador.
2020: Electrocussão do penúltimo alcoólico (o último foi para o Museu de Cera de Madame Tussaud, em Londres). Início dos trabalhos preparatórios do novo aeroporto.
2025: Sodomização do Pai Natal por uns putos da escola C+S de Fitares. (Este acontecimento não foi muito importante para nós, humanos, mas há que ter também respeito pelas renas, já que, pelo menos uma delas - Rudolfo, o Penca Azul – é minha leitora assídua).
2030: Obrigatoriedade do jogging a partir dos 11 meses de idade ou de um metro de altura.
2035: Reprodução obrigatória por fertilização “in-vitro”.
2040: Proibição da pesca de peixes gordos e da caça de animais terrestres gordos e vice-versa.
2045: Ilegalização de todas as gorduras animais e vegetais e dos desodorizantes em forma de pénis. Fim dos trabalhos preparatórios do novo aeroporto e opção governativa pelo uso de parapente em vez de avião.
2050: Supressão do sexo selvagem ou de qualquer outro tipo, excepto se efectuado pela Internet e com animais domésticos do outro lado do ecrã.
2055: Ilegalização dos hidratos de carbono.
2060: Proibição da asneira, calão ou de qualquer tipo de praguejamento, incluindo as expressões “Paulo Portas” e “Abdulah para ti também”, para além da palavra “frigorífico”, esta apenas por um capricho palerma do legislador.
2065: Primeiras grandes manifestações e jornadas de luta de obesos, seguidas das primeiras grandes manifestações também (mas curtinhas, já que as forças não eram muitas) de apenas não esqueléticos.
Agora que estão situados, facilmente perceberão - um homem não é de ferro! – que, às tantas, uma pessoa cede à tentação. Comecei, apenas, por sonhar com uma batatinha, só uma, uminha, para acompanhar o meu “Vita-Prota Perfect”, o obrigatório comprimido da hora de almoço (e que, hélas!, o substitui...). Depois, e sabendo desses meus desejos, um amigo indicou-me um vendedor de batatas que, todos os dias às 4 da manhã, estava numa determinada esquina pouco iluminada (mas muito cheirosa) no Bairro Alto. Lá fui. Comprei só uma, para experimentar, tanto mais que eram caríssimas. Chegado a casa, cozi-a e, devagarinho, saboreei-a. Que delícia, há quanto tempo! (na verdade, a última tinha-a comido salteada, no Verão de 2054, acompanhada com dois ovos ilegalmente estrelados em manteiga e por um pêssego de sabor a cerveja com álcool).
Na manhã seguinte, a minha namorada desconfiou que qualquer coisa de estranho se passava, não só pelo meu ar de satisfeito - mesmo após uma crise de impotência com o gato dela pela Internet - como, também, por um altamente denunciador arroto matinal.
- Andas metido nos hidratos de carbono, eu sei; vi muito bem a que horas chegaste ontem e o estado em que estavas, com aquela cara de parvo sorridente com que se deitam todos os agarrados à batata!
disse-me com ar reprovador. Nem perguntei como é que ela sabia disso só para não piorar, ainda mais, a situação. Vai daí, disfarcei-me de lagarta parda e resolvi pirar-me sorrateiramente, enquanto ela me insultava sem perceber que o horroroso verme que estava a varrer para fora de casa, afinal, era eu. (E depois eu é que sou o totó do drogado!...)
- Hidratado! Não passas de um carbonatado! Por isso é que nunca terei filhos contigo! E também porque és um cocó de peru azul!
gritava ela já bem longe - que eu rastejo depressa. (Bem sei que também não perceberam o último insulto dela mas vão-se habituando que, para a frente, há mais – conforme já vos expliquei, são coisas modernas... e parvas também).
Bom, adiante. Enquanto ela continuava naquilo (“desgraçado!”, “hérnia de peixe surdo!”, ...) eu punha-me a caminho do Bairro Alto, ansioso por mais uma compra.
- E se hoje experimentasse umas massinhas italianas, será que aquele dealer também as vende?
pensei eu, enquanto apanhava um autocarro ecológico, movido a ventosidade sonora expelida pelo ânus (*) sempre diligente de uma pobre vaca que, atada no andar de baixo, tinha inserido na dita cavidade um tubo que, daí, ia directo para o motor. Ouviu-se mais um estampido e lá fomos nós.
- Massinhas, hummm...
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sábado, 24 de novembro de 2007
Cátia Vanessa Silva Campeã Olímpica!
E pronto, o “Público” ficou-se por aqui. Como sempre, frouxos jornalistas! Como é evidente, esta história não podia acabar assim, estava em causa o prestígio nacional – como já irão perceber. Adiante. Fomos investigar.
Consultando a lista das concorrentes aos 100m de Sydney, constata-se que, atrás das duas atletas já referidas (uma já desclassificada, Jones e outra em vias de o ser, Thanou), em terceiro ficou Belinda Thomas, das Bahamas. Ora bem. Como é óbvio, ao usar um equipamento amarelo berrante, provocou danos irreversíveis no bom gosto das restantes atletas, o que foi considerada uma grave violação das regras do fair play - pelo que também foi desclassificada. Em quarto, Lindsay Mark, da Grã-Bretanha que, à data, usava um desodorizante em spray, libertando perigosos CFC para a atmosfera que prejudicaram (e de que maneira, a Amazónia que o diga - caso aprenda a falar, claro!) todo o meio ambiente. Desclassificada. Em quinto, a etíope Tutu Beliu, que fazia o bigode com gillete de lâmina dupla. Ora, como toda a gente sabe, se a lâmina não for, no mínimo, tripla, uma mulher não pode estar na alta competição. Fora! Em sexto, a bielorussa Tatiana Smirnov que, obviamente, nunca teria passado num teste de alcoolémia, mesmo se feito por um GNR de Faro. Desclassificação óbvia. Em sétimo, a italiana Adriana Fellatio, que tinha pé-de-atleta. Também como é do conhecimento geral, só atletas completos é que podem participar no Jogos - um pé não basta. Andor! Finalmente, em oitavo, Carlos Castro, que também foi excluído devido às análises terem revelado excesso de estrogénio.
E, assim, tudo isto nos traz a Tavira, à fábrica das genuínas Alheiras de Mirandela, na região demarcada do Gilão, onde interrompemos o trabalho de Cátia Vanessa Silva, inspectora de qualidade e grossura, para lhe transmitir a boa notícia.
- Eu, campeã olímpica ?! A sério ?! Mas eu nem participei!
Então explicámos-lhe que teve de ser feito um sorteio entre todas as atletas que não participaram, já que sempre que se fazia um teste antidoping - ou qualquer outro, nomeadamente da carta de condução de pesados ou de QI - a alguma atleta concorrente, dava sempre chumbo e, por aquele andar, nem 2057 se saberia o nome do vencedor do lançamento de porco com bandollete dos Jogos de 1912.
- Fogo! É mesmo verdade! Com essa é que me convenceram! Maria, Fatinha, Ula, Drª Bivac, Céuzita, venham cá depressa! – gritou Cátia Vanessa, chamando as suas colegas de trabalho mais próximas, tão próximas que quase ensurdeceram com os gritos da nossa campeã. Logo vamos comemorar, meninas?
E foram - não sem antes Cátia Vanessa ter sido homenageada pela Câmara Municipal, em sessão conjunta com outro galardoado, Zé Manel, futebolista anão da zona que havia ficado famoso por conseguir um autógrafo de Cristiano Ronaldo, ao disfarçar-se de seio proeminente. No fim da cerimónia, recebeu o apoio estatal para a alta competição, ou seja, um calção rasgado que já havia pertencido a Rosa Mota e um pionés torto.
Continuando. Foram comemorar. Mas, por azar, enquanto estavam, pela noite fora, bebendo ginjinhas e discutindo o conceito de estética de Platão, apareceu um inspector olímpico e fez-lhe um teste cultural surpresa. Como não sabia o resultado do último jogo de futebol da XIIª Divisão entre o Cinfães de Baixo e o Boticas Azuis foi, evidentemente, desclassificada.
Aparentemente, um duro revés. Mas nada que desmoralizasse a nossa nova heroína nacional. Pediu a contra-análise, fechou-se em casa a estudar e, três dias depois, na Suiça, deu um murro no Scolari, num gesto de grande beleza fortemente aplaudido por todos os componentes do Júri de Apelo. Foi dispensada da oral (e da anal também) e recuperou a sua medalha, arduamente conquistada enquanto enchia as deliciosas Alheiras de Mirandela de Tavira.
Meus amigos, temos campeã! Viva Cátia Vanessa Silva!
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Malditos ambientalistas
Relembramos que ontem, numa outra conferência de imprensa realizada no Palace of the Needs - outrora Palácio das Necessidades -, e quando mais uma vez inquirido sobre se as verdadeiras razões desta ocupação se prendiam com o fim das jazidas de petróleo e o franco desenvolvimento do aproveitamento da energia solar nos países mediterrânicos, Texas Kid, ministro português do Ambiente e Recursos Naturais, respondeu (citando) “In your ass!” (fim de citação).
A tradução da resposta anterior, disponibilizada pelo acessor de imprensa aos meios de comunicação social, foi (e citamos novamente) “a Administração norte-americana apenas procura promover a paz e o bem-estar nas mais diversas nações do Mundo, nomeadamente aquelas com elevados valores de insolação anual, já que, nesses países, as pessoas são mais lentas, trabalham menos, e necessitam de investimento estrangeiro de qualidade por forma a melhorar as suas condições de vida. Para além disso, antes da invasão, perdão, libertação, soubemos através dos nossos elementos da CIA no terreno, que houve uma tal de Dona Chica, de Barcelos, que atirou um pau a um gato o que, sendo para nós uma violação evidente e intolerável dos direitos felinos, nos obrigou a intervir de imediato. Finalmente, aproveitamos a ocasião para reafirmar a nossa grande amizade e respeito pelo povo português, esse grande povo africano” (fim de citação).
Inquirido sobre os casos de sodomia com sardinhas assadas vindos a público e alegadamente ocorridos com os prisioneiros da Boixes Jail (antiga Prisão de Caxias), o mesmo acessor reafirmou que essas eram situações pontuais e que haviam sido prontamente resolvidas com castigos exemplares aos prevaricadores, nomeadamente uma semana de shots forçados em Miami. Quanto ao dealer de sardinhas, esse foi condenado a quinze casamentos ciganos e quatro circuncisões consecutivas.
- Mais um McChicken, querido?
- Sim, pode ser. Malditos ambientalistas!
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domingo, 18 de novembro de 2007
Dia de S. Valentim
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Última hora - Drama em Escola Secundária
Neste momento são quase sete horas e o aluno já se encontra isolado no ginásio, cercado pelo Grupo de Amorosas Intervenções (GAI) da PSP que, soltando gases naturais e urros contranatura, tenta atordoar o suspeito. Assinale-se que foi ali encurralado após uma tentativa frustrada de fazer amor com um espaldar – curiosamente, a causa da rejeição foi o mau hálito.
Entretanto, a equipa de negociadores policiais, em que se inclui um psicólogo, um anão careca, um culturista que arrota esteróides e uma mulher barbuda com um pato de loiça ao ombro, tenta convencê-lo a sair dali sem tentar beijar o agente Silva. O aluno recusou pois, citando as forças de segurança, diz que “seja esse, seja outro qualquer, nem até que – com ‘k’ - me beije a mim mesmo, assim é que - com ‘k’ - eu não fico. É que – com 'k' -, atenção: estou quase a explodir de amor!”, ameaçou, com a voz embargada de tanto e tão perigoso afecto por expressar.
Entrementes, e num inaudito assomo de coragem, Carlos Castro, o verdadeiro Fernão Lopes da actualidade, ofereceu-se como voluntário para substituir o dito agente da autoridade - o que provocou ainda mais o aluno, ao ponto de ele ter, inclusive, ido ao espelho da casa-de-banho piscar o olho a si mesmo. Este facto foi considerado “muito grave, pois está a um passo do auto-engate”, segundo nos confidenciou o psicólogo da equipa da PSP (ou teria sido a mulher barbuda? Bom, também não interessa...).
Contactado por nós em sua casa, o pai do aluno mostrou-se totalmente incrédulo com toda esta situação. “Como é possível? Desde pequeno que leva pancada, só vê filmes do Rambo e do Jackie Chan, na consola só joga ao Tekken e agora... isto?! Digam-me, digam-me lá, onde é que eu errei, digam-me, por favor!”. E ali ficou, ainda sem acreditar no que se passava. (Tão desconsolado estava que mal conseguiu dar umas bofetadas na mulher. Era, de facto, o retrato da angústia e do sofrimento).
Entretanto, são agora quase oito horas da noite e, finalmente, conseguimos chegar à fala com a Presidente do Conselho Executivo, Drª Doutora que, na condição de total anonimato, nos confidenciou também não entender como tudo isto terá sido possível. “Nós até retirámos do programa o Canto IX de ‘Os Lusíadas’, com todo aquele deboche da ‘Ilha dos Amores’; até censurámos, no canto seguinte, o nome da deusa “Tétis”, à qual chamámos “Zé”, evitando aquelas graças tipo “Ó Deusa, mostra-me aí as tuas tétis!” e coisas do género. Abolimos, também, o Eugénio de Andrade por causa daquelas manias de que “é urgente o amor” e parvoíces do mesmo tipo, incluímos as artes marciais no programa obrigatório de Português Z... francamente não percebo, não tenho explicações para nada disto”, concluiu a Presidente, ainda sob o mais rigoroso anonimato.
Mas, esperem... o aluno está a sair agora, escoltado pelos GAI, perante os apupos da multidão que, com o passar das horas, se foi aglomerando junto à Escola. Observamos também que, por certo para não arriscar a integridade moral de ninguém, já lhe foi colocada uma armadura medieval de segurança prevenindo, assim, todo e qualquer contacto físico. E, atenção, lá vai ele a entrar no carro da polícia... estão a tentar outra vez, já que o capacete da armadura bateu contra o tejadilho... nova tentativa... bonk...novamente... bonk...
Bom, fechamos aqui esta transmissão (bonk) em directo – tudo está bem quando acaba bem, não é verdade? - , vamos (bonk) regressar aos estúdios onde, a partir (bonk) das 22h, teremos mais um “Prós e Contras” com (bonk) o tema escaldante da actualidade (bonk) que este caso veio, mais (bonk) uma vez, trazer à ribalta - o excesso de amor (bonk) nas Escolas. Não perca.
Bonk.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
National Parvographic - Adaptações (I)
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sábado, 10 de novembro de 2007
Resistindo ao invasor
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Manifesto contra a minha participação neste blogue
Adiante. Após me ter sido feito o convite para participar neste blogue, fiquei a pensar se não deveria abrir uma excepção. Será que, mesmo a freira mais devota, uma vez na vida não sonha com Cristo em trajes menores? Será que um tomate não pode, um dia, atravessar uma auto-estrada? Será que o mais extremoso chefe de família não fica, por uma única noite que seja, em frente à televisão vendo programas do “National Geographic” com animais completamente nus? (O que é um nojo, digo eu. “Uma saia plissada verde com lantejoulas”, dirá o leão transsexual do último programa, se questionado sobre as suas expectativas para o Natal).
Seja. Se os outros podem abrir excepções, porque não eu? Decidi, então, participar. Em todo o caso, para que não restem dúvidas - não só sobre o meu não pensamento como da forma e linhas gerais da minha colaboração -, resolvi escrever este manifesto, evitando, assim, futuros equívocos e eventuais doenças venéreas. Assim, tenho a esclarecer que:
1) Protesto veemente e energicamente pela minha inclusão neste blogue, da qual discordo em absoluto;
2) Sou contra toda e qualquer forma de Arte, nem que sejam as mais elevadas, nomeadamente o Marco Paulo a cantar na Venezuela para filhos de raptados;
3) As crianças não deveriam, sequer, aprender a ler e a escrever – tal teria evitado, por exemplo, o livro da Carolina Salgado;
4) Deveríamos ir viver para as árvores, nem que fosse só para fazer cocó para cima dos animais que passassem, atirando as culpas para os rouxinóis;
5) Parafraseando a Dona Miranda, toda a minha escrita poderá e será usada contra si e toda a sua estabilidade mental – que provavelmente será pouca, já que leu isto até aqui -, não tendo direito a advogado se me resolver processar;
6) O chapéu do Papa é fixe.
Bom. Agora que estamos esclarecidos e para que isto não fique muito longo, deixo-vos, como aviso para não voltarem a ler os meus escritos, um pequeno exemplo das parvoíces que irão aparecendo por aqui em meu nome - pelo menos até ser expulso ou provocado a debandada geral dos leitores. Este texto chama-se “o olho experimentado da autoridade” e, como podem constatar, por uma espantosa coincidência tem o mesmo título.
O olho experimentado da autoridade
Um morango passou por mim, pedalando numa bicicleta. Não liguei. Um polícia de giro também reparou mas, com o seu olhar experimentado de autoridade, viu logo que ali havia algo de estranho. Mandou-o parar – era a matrícula que estava torta. Arranjaram-na e o morango seguiu viagem.
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