domingo, 19 de outubro de 2008
Última Parada 174
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
adivinhem quem está de volta...
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Etiquetas: cinema, Flávio Gonçalves
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
As mamocas da Soraia Chaves vendem bilhetes
Entretanto, António-Pedro Vasconcelos vai sorrindo. O filme vende. É comercial?! Claro que sim, mas o óleo Fula e a pasta Colgate, também. Se a ideia é fazer cinema, convém começar por algum lado.
Texto de Isabela, publicado no seu blogue pessoal O Mundo Perfeito. Ler o resto aqui.
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Etiquetas: cinema, Opinião, Vodka e Valium 10
SOMBRAS – UM FILME SONÂMBULO
Longa-metragem de João Trabulo sobre os universos multifacetados do poeta Teixeira de Pascoaes
Um homem silencioso, de instinto vulcânico e visionário, habita num velho casarão com a sua empregada e o seu motorista.
Acordado de um longo sono, sai de casa certa manhã e percorre num automóvel estradas e caminhos.
O espírito desse homem, acossado por vultos e fantasmas, vagueia sonâmbulo e disperso por entre a densa bruma de uma floresta. Projectada na paisagem magnética e fluida, a sua sombra vai imaginando personagens, espectros desgrenhados que passam fantasmagoricamente pelo mundo, e vivem, para sempre, nos seus actos e palavras.
Ficção, 2007, 35mm, 85’, P&B
Com: Guilherme Pinto, João Grosso, Mónica Calle, Luís Castro, Nuno Vassouras, André Gil Mata.
Exibições: Competição Oficial no Indie Lisboa 2007
Uma produção Periferia Filmes, com o apoio do Ministério da Cultura, Instituto do Cinema e do Audiovisual, RTP, BPI, Câmara Municipal de Amarante, Assírio & Alvim, Centro de Artes Visuais.
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Nicole, meu amor

Há uma tendência crescente para as mulheres se tornarem iguais. Por vezes, na rua, não sei diferenciar duas mulheres que vão ao lado uma da outra. A ver o Jay Leno, não sei qual é a actriz X e qual é a Y. Olho para as mulheres de 2007 e dá-me a sensação de que todas são irmãs. Os cabelos, a cor do verniz das unhas,as calças, as saias, as caras, as pinturas nas caras, os sapatos. É tudo muito parecido. Depois, aparecem as excepções. Nicole Kidman. Já não tem a pureza dos filmes iniciais (Far And Away, Batman Forever), no entanto, em termos de beleza e de classe, mantém-se sempre muito distante das restantes mortais. Eyes Wide Shut tem muita da sensualidade da mulher. Em The Others, Kidman aparece com uma beleza que não é desta terra. Mesmo em The Hours, Kidman não perde o seu toque pessoal, apesar de tentar atingir a fealdade de Virginia Wolf, o camafeu.
Nicole Kidman, nascida em 1967, parece ter uma grave desvantagem em relação às restantes peças femininas que compõem o panorama mental masculino: a idade. O tempo não abona a favor da australiana. Porém, até essa desvantagem parece ilusória quando olhamos para a cara angelical da mulher. As outras mulheres não lhe devem dar inveja. Em Birth, filme péssimo, Kidman aparece diferente. Com um cabelo curto e pintado de castanho, com roupas mais recatadas do que noutros filmes. Pior, dir-se-ia. Mas não. No meio do filme, aparece o suposto noivo da personagem interpretada pela musa numa tórrida cena de sexo com ela. Dá vontade de fechar os olhos. Parece que o homem está a entrar num templo que não merece. O namoro da ex-mulher de Cruise com Lenny Kravitz deu a mesma sensação. Um escravo a emancipar-se da sua condição. Uma Penélope a fugir do altar.
Numa altura em que o factor Pussy Cat Dolls ameaça tornar-se cada vez mais enraizado no seio do sexo oposto, Kicole Kidman é factor de quebra com a normalidade. Sendo diferente de todas, situa-se num patamar muito elevado, quase divino. Deveria ser mulher em que nenhum homem tocasse. Quanto mais um Keith Urban ou um sujeito irritante que cantou um tema ainda mais irritante, chamado Fly Away.
Também aqui.
Colocado aqui mui gentilmente por Paulo Rodrigues Ferreira à(s) 13:06 2 opiniões
Etiquetas: cinema
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
As canções de amor
Sequela de Em Paris, que em 2006 foi considerado pela revista Les Inrockuptibles como o Melhor Filme do Ano, este As canções de amor passa-se na mesma cidade e conta a história de Ismael (brilhantemente interpretado por Lois Garrel), Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme), um trio amoroso que se centra na personagem masculina.
É este o momento que divide a primeira parte (A partida) da segunda (A ausência). O filme começa a crescer à medida que os minutos passam. Curiosamente à medida que as canções (o filme está classificado como um musical e muitos dos diálogos fazem-se a cantar) vão diminuindo.
A película não impressiona pela música, mas pela irreverência com que Christophe Honoré (o realizador) trata todo o processo de luto pelo qual Isamel passa. Sem preconceitos, limites nem sequer lógicas. Antes recorrendo á poesia:
É durante esta segunda parte que Isamel, quase num "diálogo de surdos” se vai aproximando de Erwann (Grégoire Leprince-Ringuet), o homem ao lado de quem vai reencontrar o amor (ele é vivido na terceira parte do filme, O regresso).
Colocado aqui mui gentilmente por Andreia à(s) 10:48 2 opiniões
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
CINANIMA - animação em Espinho
O CINANIMA oferece aos amantes da sétima arte um programa diversificado e de vanguarda. Para além da secção competitiva internacional, contempla ainda uma série de actividades que vão desde a organização de workshops, debates, exposições, passeios turísticos e sessões especiais e retrospectivas.
O CINANIMA é já conhecido por proporcionar ao seus convidados e público em geral um ambiente agradável, descontraído e familiar. Criam-se, assim, amizades que perduram ao longo do tempo. Espinho, a cidade que todos os anos acolhe o festival,situa-se no litoral, a escassos 17 kms do Porto e é o enquadramento perfeito para um dos festivais de animação mais antigos do mundo.
Como já é habitual, o CINANIMA apresenta uma Secção Competitiva Internacional e uma Secção Não Competitiva Internacional. Assim, na Competição Internacional haverá seis sessões no concurso internacional de curtas e médias metragens e cinco sessões no concurso internacional de longas-metragens. A Competição Nacional contempla duas sessões: uma para o concurso Prémio António Gaio/ Prémio FNAC e uma outra para o Prémio Jovem Cineasta Português.
No que diz respeito à Secção Não Competitiva Internacional do Festival vamos poder contar com sessões Panorama (três), Retrospectivas e Mostras, das quais destacamos: um Best Of de filmes Noruegueses, uma selecção das obras de John R. Dilworth, um Programa especial designado "O Som da Animação", bem como uma Mostra de filmes de uma Escola de Cinema de Animação de Luzern (Suiça) e ainda uma outra de filmes japoneses da Open Art. Nesta secção vamos ainda exibir uma sessão com os filmes Premiados no CINANIMA 2006, bem como 5 sessões com o Palmarés desta 31ª Edição. À semelhança de anos anteriores, o Festival apresenta as habituais 10 sessões especiais destinadas aos alunos das Escolas Infantis e Primárias e outra dezena de sessões para os alunos das Escolas Secundárias.
Por estas e muitas outras razões, são todos muitos bem vindos ao CINANIMA 2007 e a Espinho!!!
Mais info no Site Oficial
Colocado aqui mui gentilmente por Unknown à(s) 11:41 1 opiniões
Etiquetas: cinema
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Elizabeth
I grieve and dare not show my discontent,

Colocado aqui mui gentilmente por Carla Gomes à(s) 19:58 1 opiniões
A guerreira em mim
Ontem fui ao cinema ver um filme cujo trailer muito me atraiu e cujo atestado de qualidade me foi dado por um amigo que “sabe da coisa”. Só pela versão portuguesa do filme eu certamente que não o veria, “A Estranha em Mim” parece mais o título dum romance lamechas, daqueles que se lê para ocupar o tempo livre inutilmente (sem apreender nada) do que o filmaço que realmente é, e que filme meus senhores e meninas.Tenho sempre um certo receio em escrever crítica cinéfila, primeiro porque não é a minha especialidade e segundo porque nunca sei ao certo quando parar, ainda vos estrago o visionamento do filme com pormenores que devem ser degustados no seu lugar próprio: na sala de cinema.
Ora bem, comprometendo-me já a não contar o fim do filme (embora o visionamento das séries CSI eliminem um pouco a magia deste filme) vou iniciar a minha crítica (ou recensão) do mesmo:
O filme tem a substância que vende filmes: tem algum sexo (mas com muito bom gosto, algo a que Hollywood nos habitua cada vez menos), violência quanto baste (alguma bastante gráfica), e pronto, fora isso, pareceu-me completamente politicamente incorrecto, Erica Bain (brilhantemente interpretada por Jodie Foster) tem um programa de rádio e ama a cidade (Nova Iorque) em que vive, passa os dias a passear-se pela cidade, a gravar os sons que ouve e a partilhar tudo o que belo e feio consegue observar na sua cidade, que sente mesmo como sua.
Em vésperas do seu casamento com David Kirmani (interpretado por Naveen Andrews, que todos conhecerão do Perdidos), no decorrer dum simpático e romântico passeio pelo parque o casal é brutalmente assaltado por um trio de marginais, o resultado são três meses de coma para Erica e a morte de David.
Tudo muda ( e só então compreendi que o título português até está muito bem conseguido, embora nada a ver com o original The Brave One), Erica mas a cidade que outrora amara agora mete-lhe medo, impressiona-se com o mundo urbano, o modo como as pessoas têm medo da noite, mulheres têm medo de ir para casa sozinhas, pessoas têm medo de pessoas… “Nunca compreendi como se consegue viver com medo…” revela a mesma no seu programa. Para se sentir (artificialmente) mais segura, Erica compra uma arma, e é a partir daqui que o enredo anima.
Casualmente, enquanto se encontrava a fazer compras numa loja de conveniência, presencia um episódio de violência que culmina com o assassínio duma esposa pelo seu próprio marido e que, notando a presença de Erica na loja, parte em busca dela de arma na mão. Resultado: Erica dispara primeiro, matando o criminoso.
A partir daqui Erica começa a bater as ruas de noite, a fazer aquilo que a polícia não pode fazer, os jornais enchem as primeiras páginas com relatos de um vigilante que executa criminosos violentos nas noites de Nova Iorque, a personagem – que todos acreditam ser um homem – torna-se num mito, odiado por uns mais humanistas que discordam que alguém se considere no direito de julgar e matar, mas – e em muito maior número – este novo vigilante consegue suscitar uma onda de apoio popular que preocupa o status quo: aparentemente ninguém se importa, e uma ampla maioria da população até gosta, que os criminosos violentos sejam abatidos nas ruas por algum justiceiro.
“Imagina que um José Povinho tinha decidido que já tinha aturado o suficiente, uma pessoa perfeitamente normal que nem notemos, e decide começar a fazer justiça pelas suas próprias mãos”, nas palavras do detective Sean Mercer (Terrence Howard), encarregue dos casos do vigilante.
Um filme pelo qual me apaixonei, de recordar o diálogo com um polícia que a interroga depois de recuperar do coma:
Polícia: “Nós estamos do seu lado.”
Erica: “Eu sei! Vocês são os bons.”
(silêncio)
Erica: “But why doesn’t feel like that?” (tradução livre: mas porque é que não parece (que os policias sejam os bons)?
Na cena 
Entendo plenamente porque é que este filme já atraiu críticas, já o chamaram de racista e fascista, nomes utilizados pelo politicamente correcto para afastar os seus próprios fantasmas, o filme realmente demonstra duas situações com gangs étnicos, mas também não faltam criminosos caucasianos, portanto é inusitada a acusação de racismo.
Quanto a um cidadão achar que tem todo o direito de se defender e aterrorizar os criminosos que lhe enegrecem os dias…
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 14:00 5 opiniões
Etiquetas: cinema, Flávio Gonçalves
Mar Adentro
mar adentro.
Y en la ingravidez del fondo
donde se cumplen los sueños
se juntan dos voluntades
para cumplir un deseo.
Un beso enciende la vida
con un relámpago y un trueno
y en una metamorfosis
mi cuerpo no es ya mi cuerpo,
es como penetrar al centro del universo.
El abrazo más pueril
y el más puro de los besos
hasta vernos reducidos
en un único deseo.
Tu mirada y mi mirada
como un eco repitiendo, sin palabras
'más adentro', 'más adentro'
hasta el más allá del todo
por la sangre y por los huesos.
Pero me despierto siempre
y siempre quiero estar muerto,
para seguir con mi boca
enredada en tus cabellos.
Colocado aqui mui gentilmente por Coccinella à(s) 07:23 1 opiniões
Etiquetas: autores estrangeiros, cinema, poesia
domingo, 4 de novembro de 2007
Tropa de elite
"A maioria das pessoas não gosta de guerra e o major Oliveira não era excepção. Toda a sexta-feira ele subia o morro para buscar o arrego, a grana que os policiais corruptos cobram para aliviar o tráfico de droga. Os traficantes vivem em guerra mas também querem sobreviver. Para quê trocar tiro com a polícia se dá para negociar?
Só que naquela noite tinha um policial que não estava ali para pegar dinheiro. Era o capitão Fábio. Ele estava lá obrigado e com o cu na mão. Se o Fábio não estivesse naquela patamo, o Neto e o Matias não iam ter subido a favela também. O Neto e o Matias nunca iam se omitir nem se corromper. Eles eram honestos.
A verdade é que a paz no Rio depende de um equilíbrio delicado entre a munição dos bandidos e a corrupção dos policiais. Honestidade não faz parte do jogo. É um equilíbrio instável que pode ser abalado pela menor das brisas, e naquela sexta-feira, ventou forte no Babilónia. Foi naquela noite, que o Neto e o Matias decidiram ir para a guerra…"
Colocado aqui mui gentilmente por DT à(s) 00:42 4 opiniões











