quarta-feira, 20 de abril de 2011
Homenagem a Couto Viana
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Lançamento de "Candomblé em português"
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Lançamento de "Finis Mundi"
Como é óbvio, ninguém cria uma revista apenas porque sim, a FM sendo uma revista de pensamento e cultura portuguesa, privilegia textos referentes à nossa história, regimes, lendas, tradições, mitologia, artes (monumentos, escultura, pintura, música, arquitectura, literatura, cinema, banda desenhada, teatro, poesia), biografias de personalidades (referentes às artes anteriormente mencionadas), crítica (de discos, livros, álbuns de banda desenhada e publicações terceiras), geopolítica e filosofia, resumindo: a FM tem por objecto central Portugal!
Não é inocente o título que escolhemos para a revista, entendemos que Portugal (e talvez até todo o Ocidente, mas o nosso foco central é Portugal) se encontra num final se ciclo, numa nova Era que está somente a começar na qual os pais começam a perceber que é quase certo que os seus filhos tenham uma vida pior que a sua, um período de transição, o fim do “nosso” mundo tal qual o conhecemos… assim sendo, há que recordar o Portugal que existiu, o Portugal que ainda existe e o Portugal que pode vir a existir.
Tende em mente este propósito, convidámos a participar na revista uma trintena de personalidades, muitas delas já bem conhecidas do grande público e outras que futuramente, temos a certeza, o serão, há que referir a transversalidade deste projecto que, estamos em crer, muito colaborou para que, neste primeiro número, contássemos com a participação de trinta escribas nacionais, acederam ainda em ser entrevistados duas figuras de proa da nova cultura portuguesa, Manuel Fúria do grupo de ‘novo roque’ Os Golpes que tantas salas tem enchido por todo o país desde o lançamento do álbum de estreia, “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, em 2009 e Filipe Faria, que alguns apodam de “Tolkien português”, autor da septologia “As Crónicas de Allaryia”.
Neste primeiro número colaboram António Marques Bessa, Vítor Luís Rodrigues e Brandão Ferreira (todos familiares aos leitores do “Diabo”), Sónia Sebastião (autora de “A Democracia Directa Ainda Interessa?”), Alexandre Franco de Sá (“O Poder pelo Poder: ficção e ordem no combate de Carl Schmitt em torno do poder”), Henrique Salles da Fonseca, Joaquim Reis, Francisco G. de Amorim, Mendo Castro Henriques (cujas obras mais recentes são “1910 a Duas Vozes” e “Vencer ou Morrer”), Manuel Brás, Basílio Martins (revista “Premiere”), Renato Epifânio (director da “Nova Águia” e autor, entre outras, de “A Via Lusófona” e “Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro”), Vítor Martins, Rainer Daehnhardt (“Homens, Espadas e Tomates”, “Portugal Cristianíssimo”, etc.), João Gomes, Carlos Melo Bento (“História dos Açores”, em dois volumes), Filipe Miguel Dias Cardoso, Júlio Mendes Rodrigo (“Summa Techno(i)logicae”), José Almeida (“Newsletter da Fundação António Quadros”), Eduardo Amarante (“Mitos e Lugares Mágicos de Portugal”, “Portugal, a Missão que Falta Cumprir” em parceria com Rainer Daehnhardt, etc.), Rui Baptista (crítico do “Bela Lugosi is Dead”), Constança Araújo (revista “Elegy”), Roberto Mendes (jornal “Conto Fantástico” e revista “Dagon”), Luís Couto (Teatro Grotesco e The Joy of Nature), João Franco, Sandra Balão (“A Fórmula do Poder”) e Mário Casa Nova Martins (revista “Plátano”).
A FM possui, já neste primeiro número, um Conselho Consultivo Inicial, um verdadeiro “steering committe” de “referees” que velarão pela manutenção da qualidade dos conteúdos da mesma. Inicial, porque contamos aumentar os nossos “referees” de número para número, este Conselho Consultivo Inicial conta já com o Doutor António Marques Bessa, UTL-ISCSP-UAL; a Doutora Sónia Margarida Sebastião, UTL-ISCSP, a Doutora Sandra Rodrigues Balão, UTL-ISCSP e o Doutor Miguel Varela, ISNP-GL.
A FM conta também com uma bem nutrida equipa de colaboradores internacionais encarregues, essencialmente, de uma análise geopolítica global, entre estes destacamos o filósofo argentino Alberto Buela (Universidade de Buenos Aires, La Sorbonne – Paris, vice-presidente do Instituto Sul Americano de Estudos Estratégicos), o filósofo francês Alain de Benoist, que estará em Portugal para o lançamento da revista, a 9 de Dezembro, no Palácio da Independência, autor, entre outros, do “Nova Direita, Nova Cultura”, o pilotólogo Aleksandr Dugin (Centro de Estudos Conservadores da Universidade Estatal de Moscovo, ex-conselheiro do presidente da Duma e presidente do Centro de Análise Geopolítica), James Petras (Universidade de Binghamton, Nova Iorque, e Saint Mary’s, Canadá, ex-conselheiro de Estado dos governos da Grécia, da Venezuela e do Chile, revista “Foreign Policy”), Matthias Chang (ex-Secretário de Estado do primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad), Paul Craig Roberts (ex-editor do “Wall Street Journal” e da “Business Week”, ex-secretário adjunto do Tesouro no governo de Ronald Reagan), Leonid Savin (Un. Estatal de Moscovo, editor da revista “Geopolítica” e colaborador do “Journal of Internacional Affairs”) e Tiberio Graziani (director da “Eurásia”, revista académica de estudos geopolíticos e da colecção Cadernos de Geopolítica, Itália).
Trimestralmente nas livrarias, “Finis Mundi”, antes que Portugal acabe… dia 9 de Dezembro, na SHIP, António Marques Bessa e Alain de Benoist falam-nos exactamente do fim do “nosso” mundo, um evento a não perder.
http://revistafinismundi.blogspot.com
O Diabo, Jornal Independente
30 de Novembro, 2010.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
quase esgotado
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Lançamento do álbum
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quarta-feira, 9 de julho de 2008
Exposição Casa da Animação
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quarta-feira, 30 de abril de 2008
Apresentação em Beja
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O "cavaleiro das trevas" regressou às livrarias portuguesas
As revistas da Panini ainda estão a ser distribuídas a título experimental, que é como quem diz: estão a ver se o mercado português dá lucro com as sobras brasileiras, e espero que dê... este país bem precisa de ler, e muito, e não imagino nada que cative mais os jovens e adolescentes (e muitos, mas muitos, adultos) a ganhar o gosto à leitura começando pela banda desenhada.
Este mês também se encontra nas bancas a revista do Super-Homem (editada em brasileiro, apesar do título Superman, certamente por alguma questão legal acerca do direito à marca).
Aos interessados apenas posso sugerir que comprem as revistas, convém convencer a Panini que em Portugal há mercado para banda desenhada, a distribuição não tem a mesma qualidade que a dos idos 80 e 90 (em que qualquer quiosque de esquina tinha umas 20 revistas de banda desenhada disponíveis), mas já atinge as livrarias de maior dimensão espalhadas por esse país fora.
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
adivinhem quem está de volta...
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
nostalgia market
Regressei fresquinho dumas curtas (curtíssimas) férias nos Açores e, para me embeber de civilização metropolitana depois de tanto prado verde, vulcão, montanha e mar - e que mar - fui a um desses hipermercados de tecnologia com o meu irmão mais novo (sendo eco-libertário, não é sítio que frequente muito assiduamente) e fiquei surpreso com a enormidade de produtos nostálgicos em dvd.
Ele é dvd's dos Soldados da Fortuna (que as gerações mais novas conhecem com o horroroso nome de Esquadrão Classe A, ainda por cima dobrado em brasileiro), MacGyver, Nos Limites do Terror, Uma Casa na Pradaria, Departamento de Homicídios, Os Três Duques, Twin Peaks, enfim, são às dezenas as reedições em dvd de séries antigas. Um verdadeiro mercado nostálgico a explorar.No meio de tanta coisa demasiado elevada para a minha bolsa avancei mais alguns corredores e voilá, encontrei algo também à minha media: os albuns "The Clash" e "Give'em Enough Rope" dos The Clash e ainda "Bat Out of Hell" e "Dead Ringer" dos Meat Loaf, afinal há lugar para todos no nostalgia market, e para todas as bolsas: estes 4 discos custaram-me uns módicos 14 euros... quando era puto não tive pilim para os comprar, agora já cá cantam.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
o conforto no horror...
Algumas séries agradam-me mais que outras, recentemente têm sido editadas colecções de séries antigas que animaram os meus tempos de juventude na televisão, Os Limites do Terror, Allo'Allo! e Millennium tendo sido as mais relevantes (e das recentes não tenho conseguído resistir ao charme politicamente incorrecto light de O Meu Nome é Earl).
Ainda sou do tempo em que a RTP dedicava as noites de sexta-feira a filmes de terror e os serões de Domingo a séries de detectives e de horror, muitas delas já nem recordo o nome, mas os canibais, vampiros, criaturas extraterrestres e abominações genéticas sempre me animaram a juventude (o que explica muita coisa acerca da minha personalidade, de acordo com a minha actual namorada... e algumas ex), é verdade que se ao início tais séries e filmes me causavam um certo medo, por fim acabavam por me confortar.
Eu sei, se calhar é caso para psicólogo, mas a realidade é a que realidade retratada nestas séries e filmes de horror eram tão irreais que acabavam por ser um escape da realidade monótona e merdosa do dia a dia acordavaitrabalharvemdormir.
Será a vida moderna tão vazia que precisamos de procurar conforto no horror e no terror do sobrenatural?
A propósito, a edição em dvd d'O Meu Nome é Earl para a primeira temporada foi exemplar, digna de elogio, infelizmente a segunda temporada foi editada a correr (certamente para o lucro fácil do Natal, época que actualmente serve apenas para satisfazer o nosso impulso consumista e alienante) e não incluiu o episódio extra exclusivo para a edição dvd nem legendas para os extras (coisas que a edição em dvd da primeira temporada incluía), na prática limitaram-se a editar a série legendada que deu no canal Fox português e os extras sem legendas da edição estadunidense, e como dava muita bandeira incluir o episódio extra sem legendas, cortou-se...
Coisas de quem vive num país de terceiro mundo...
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tempo... revistas... coisas...
Mas voltando à vaca fria, mais um mês, aparentemente mais um atraso na importação das sobras da banda desenhada brasileira que não inunda os quiosques portugueses (nem imaginam as saudades que tenho dos tempos da minha juventude em que qualquer quiosque tinha mais de uma dezena de revistas de banda desenhada disponíveis), o meu vício pelas revistas do Batman, Homem-Aranha e Super-Homem em língua brasileira não é mantido mais por falta de revistas que o sustentem do que pela falta de moedas devido à actual recessão económica neste país de terceiro mundo que insiste em fingir que não o é.
Estarei deprimido mais pela falta de banda desenhada ou pela falta de dinheiro? No actual mundo moderno aparentemente o dinheiro é mesmo sinónimo de felicidade e até de saúde, ou alguém ainda duvida?
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domingo, 6 de janeiro de 2008
The Starvan - "These Lines"
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domingo, 23 de dezembro de 2007
Este Natal, não consuma...
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99 anos de Bonelli
Ontem comemoraria o seu 99º aniversário Giovanni Luigi Bonelli, o criador de Tex Willer. Para comemorar a ocasião adaptei o seguinte texto de modo a dar a conhecer o mesmo aos nossos leitores:Giovanni Luigi Bonelli nasceu em Milão a 22 de Dezembro de 1008 e faleceu em Alexandria a 12 de Janeiro de 2001, foi um editor e autor italiano de banda desenhada que ficou conhecido pela alcunha de “o pai de Tex” (Tex Willer é a sua criação mais conhecida e pode ser encontrado em qualquer livraria portuguesa ou brasileira).
Leitor voraz desde tenra idade o mesmo apreciava, principalmente, as obras de mestres da estirpe de Jack London, Robert Louis Stevenson, Júlio Verne e Emilio Salgari, entre outros.
Vagueou pela Europa, com pouco dinheiro no bolso, trabalhando nos mais diversos ofícios para ganhar o pão de cada dia, desde cortar lenha numa quinta até a ingressar na prática de boxe (tendo inclusive treinado lutadores profissionais). A sua principal criação, o ranger Tex Willer, “possuía uma percepção de valores imediata, fruto de uma cultura surgida numa juventude vivida com austeridade”, palavras de Decio Canzio, grande amigo de Bonelli.
A sua carreira literária inicia-se nos primórdios dos anos 30, escrevendo histórias para o Corrieri dei Piccoli, publicação tradicional italiana, e artigos para o Giornale Illustrato dei Viaggi. Nos anos 30, Bonelli escreveu também para diversos títulos da Editora Saev, tais como Jumbo e Rin-tin-tin e escreveu os seus primeiros guiões, que foram desenhados por Rino Albertarelli e Walter Molina.
Guionista e criador de dezenas de personagens, passa por várias empresas, até abrir a sua própria editora, reformulando então publicações importantes como L'Audace. O ano de 1948 marcaria para sempre a sua vida.
Por ser um grande admirador das histórias do velho oeste americano, Bonelli cria, em parceria com Aurelio Gallepini, o personagem Tex Willer. Ao mesmo tempo, também criava "Occhio Cupo", uma revista quinzenal de formato grande, mais cara que a média das revistas de banda desenhada da época. No entanto, é Tex, revista de formato fino e pequeno, com apenas 32 páginas (uma tira por página), num formato parecido com um "talão de cheques”, que atinge o coração dos leitores italianos, projectando-o nacional e internacionalmente.
Manteve a redacção de guiões para muitas outras histórias e criou outros personagens, antes e depois de Tex, como O Justiceiro do Oeste, Ipnos, O Ladrão de Bagdad, A Patrulha dos Sem-Medo, Plutos, Os Três Bil, El Kid, Lobo Kid e Ringo, só para citar alguns. Entretanto, aos poucos, Bonelli sentirá necessidade de se dedicar mais e mais ao personagem Tex, que exigia cada vez mais do seu tempo.
As próprias actividades editoriais são transferidas para a família: a sua esposa Tea Bonelli (falecida em 2000) passa a cuidar da administração, enquanto ele prepara o filho Sergio, que em pouco tempo se torna o editor responsável por um aglomerado de empresas que publicam algumas das melhores bandas desenhadas do género.
G.L. Bonelli faleceu aos 92 anos devido a problemas respiratórios e cardíacos. A última história escrita por ele foi "Il medaglione spagnolo", publicada em fevereiro de 1991 (na edição brasileira Tex nº 323 - O Medalhão Espanhol), uma aventura iniciada por ele e terminada por outras mãos. Como ele mesmo gostava de se definir foi "um romancista emprestado à banda desenhada e jamais devolvido".
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Enchimento de chouriço
E ainda por cima nem consegui encontrar à venda o Homem-Aranha 64 este mês...
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Da necessidade de heróis
Contudo, nos últimos meses, têm surgido em algumas livrarias algo que me despertou a esperança num regresso a esses tempos aureos da banda-desenhada em língua portuguesa, num projecto experimental uma editora brasileira decidiu recambiar para a terra dos lusos as sobras das suas edições.
É certo que chegam com um atraso de seis meses, mas a opção a isso seria o nada, já que por este lado do Atlântico aparentemente já nem banda-desenhada o povo gosta de ler.
Espero que a iniciativa seja para durar, e comprometo-me a comprar as revistas do Homem-Aranha que venham a surgir por cá, caso consigam definir uma data certa para distribuição - no mês de Setembro não houve revistas...
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domingo, 11 de novembro de 2007
Os discos que me roubaram...
Não há muitos anos era eu o fiel depositário de toda a discografia da banda... hoje que me aguçou o ouvido para os ouvir novamente, recordei a tragédia: cometi o pecado e erro imperdoável de emprestar os cd's dos Quadrilha.
Como devem estar a adivinhar: nunca mais mos devolveram... então dei por mim a pensar no número de cd's que já emprestei e que nunca me devolveram (actualmente não empresto cd's a absolutamente ninguém, nem aos meus irmãos mais novos), e são dezenas!!!
Repito, DEZENAS!!! Isto desde a minha tenra juventude até à porta dos trinta, mas que raios pensa alguém quando nos pede emprestado algo e depois não nos devolve?? Será que podemos considerar como furto quando emprestamos algo que não nos devolvem? Quando nos cravam pensam já que não nos vão devolver, ou ainda ouvem e tal, e devem pensar "isto é bom demais para este gajo", e então PIMBA, faz-se luz: isto está melhor entregue à minha guarda... (será assim?)
Enfim... e vou encerrar este postal antes de começar a pensar nos livros que emprestei... oh... e as revistas do Homem-Aranha...
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sábado, 10 de novembro de 2007
Hoje é o último dia
O objectivo principal do Fórum Fantástico é dar a conhecer ao público em geral o trabalho de criadores e académicos nacionais e estrangeiros na área do Fantástico, assim como incentivar e enriquecer o estudo e o debate sobre o Fantástico em Portugal.
Visite a página do Fórum Fantástico aqui .
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
A guerreira em mim
Ontem fui ao cinema ver um filme cujo trailer muito me atraiu e cujo atestado de qualidade me foi dado por um amigo que “sabe da coisa”. Só pela versão portuguesa do filme eu certamente que não o veria, “A Estranha em Mim” parece mais o título dum romance lamechas, daqueles que se lê para ocupar o tempo livre inutilmente (sem apreender nada) do que o filmaço que realmente é, e que filme meus senhores e meninas.Tenho sempre um certo receio em escrever crítica cinéfila, primeiro porque não é a minha especialidade e segundo porque nunca sei ao certo quando parar, ainda vos estrago o visionamento do filme com pormenores que devem ser degustados no seu lugar próprio: na sala de cinema.
Ora bem, comprometendo-me já a não contar o fim do filme (embora o visionamento das séries CSI eliminem um pouco a magia deste filme) vou iniciar a minha crítica (ou recensão) do mesmo:
O filme tem a substância que vende filmes: tem algum sexo (mas com muito bom gosto, algo a que Hollywood nos habitua cada vez menos), violência quanto baste (alguma bastante gráfica), e pronto, fora isso, pareceu-me completamente politicamente incorrecto, Erica Bain (brilhantemente interpretada por Jodie Foster) tem um programa de rádio e ama a cidade (Nova Iorque) em que vive, passa os dias a passear-se pela cidade, a gravar os sons que ouve e a partilhar tudo o que belo e feio consegue observar na sua cidade, que sente mesmo como sua.
Em vésperas do seu casamento com David Kirmani (interpretado por Naveen Andrews, que todos conhecerão do Perdidos), no decorrer dum simpático e romântico passeio pelo parque o casal é brutalmente assaltado por um trio de marginais, o resultado são três meses de coma para Erica e a morte de David.
Tudo muda ( e só então compreendi que o título português até está muito bem conseguido, embora nada a ver com o original The Brave One), Erica mas a cidade que outrora amara agora mete-lhe medo, impressiona-se com o mundo urbano, o modo como as pessoas têm medo da noite, mulheres têm medo de ir para casa sozinhas, pessoas têm medo de pessoas… “Nunca compreendi como se consegue viver com medo…” revela a mesma no seu programa. Para se sentir (artificialmente) mais segura, Erica compra uma arma, e é a partir daqui que o enredo anima.
Casualmente, enquanto se encontrava a fazer compras numa loja de conveniência, presencia um episódio de violência que culmina com o assassínio duma esposa pelo seu próprio marido e que, notando a presença de Erica na loja, parte em busca dela de arma na mão. Resultado: Erica dispara primeiro, matando o criminoso.
A partir daqui Erica começa a bater as ruas de noite, a fazer aquilo que a polícia não pode fazer, os jornais enchem as primeiras páginas com relatos de um vigilante que executa criminosos violentos nas noites de Nova Iorque, a personagem – que todos acreditam ser um homem – torna-se num mito, odiado por uns mais humanistas que discordam que alguém se considere no direito de julgar e matar, mas – e em muito maior número – este novo vigilante consegue suscitar uma onda de apoio popular que preocupa o status quo: aparentemente ninguém se importa, e uma ampla maioria da população até gosta, que os criminosos violentos sejam abatidos nas ruas por algum justiceiro.
“Imagina que um José Povinho tinha decidido que já tinha aturado o suficiente, uma pessoa perfeitamente normal que nem notemos, e decide começar a fazer justiça pelas suas próprias mãos”, nas palavras do detective Sean Mercer (Terrence Howard), encarregue dos casos do vigilante.
Um filme pelo qual me apaixonei, de recordar o diálogo com um polícia que a interroga depois de recuperar do coma:
Polícia: “Nós estamos do seu lado.”
Erica: “Eu sei! Vocês são os bons.”
(silêncio)
Erica: “But why doesn’t feel like that?” (tradução livre: mas porque é que não parece (que os policias sejam os bons)?
Na cena 
Entendo plenamente porque é que este filme já atraiu críticas, já o chamaram de racista e fascista, nomes utilizados pelo politicamente correcto para afastar os seus próprios fantasmas, o filme realmente demonstra duas situações com gangs étnicos, mas também não faltam criminosos caucasianos, portanto é inusitada a acusação de racismo.
Quanto a um cidadão achar que tem todo o direito de se defender e aterrorizar os criminosos que lhe enegrecem os dias…
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