quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A Poesia
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
.....
Papá, papá diz-me, porque estou sempre a voar? Porque ando sempre a fugir-me? Diz-me papá que eu ando tão perdido…O sonho, meu filho, não é fuga, é um sorriso da alma que nos fortifica o querer…Mas papá, diz-me, então porque ando sempre tão triste, e só me sorrio quando me invento?Tu inventas-te? Finges-te?Não sei papá, mas as minhas asas são desenhadas….Mas meu filho, tudo que é desenhado com o sentir, existe-te, porque é autentico…Papá, papá, mas eu não sei o que fazer com o sonho…Não faças nada com ele, deixa que ele se dissolva no olhar e verás que cada vez que isso acontecer, cresceste no teu caminho…Toma as minhas asas, papá. Não as quero mais…Não as posso aceitar, meu filho, cada um só pode voar com as suas próprias asas, não se empresta o sonho… Guarda-as com carinho, porque foram elas que te trouxeram até aqui.Papá, papá diz-me, porque é que quando voo sinto-me sempre tão sozinho…se tu também desenhas-te as tuas asas e voas, porque nunca te vejo no meu voar…O voar é o teu questionar, apenas te ensinei a acreditar nas tuas asas, se assim não fosse perderias toda a capacidade de as usar, porque elas só funcionam com o sentir, e esse meu filho tem a medida de cada um… Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 07:18 0 opiniões
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
Distâncias do sentir
Há silêncios que agridem, outros há, que abraçam. Entre eles, há um enorme abismo de vazios...
Autor:Almaro
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
Frios
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
calai-vos!
Cientistas de todo o mundo,
calai-vos!
Biólogos,
Médicos,
Físicos,
Genéticos,
Róboticos,
Engenheiros,
Filósofos,
Sábios,
E outros que tais,
Relinchem bestas!
Sebentas,mortais!
Parem de mentir,
de ser banais!
Porque não dizem o simples!
Porque não ensinam
que Morrer, é deixar de Sentir!
Parem, não digam nada!
Não façam nada,
recolham a vossas casa,
aos Hospitais
Não vos vou ouvir,
JAMAIS!
Vou,vou gritar!
Vou por aí, de porta a porta,
até deixar de sentir,
até deixar de sonhar,
não importa,
vou, dizer, nem que seja a cantar:Deixem os poetas falar…
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
terra-memória
Caí em abismo,
nos sons de África,
( a cavalo numa trovoada que me “tempestou” a noite em sonho escondido
do Eu. )
batuque
longo
no fundo da noite,
feiticeira monge,
num
tuque
tuque
que foge
se tinge,
em sangue de sangue
ao longe,
(Espreito a magia que me abraça em cores-de-terra-memória, com o desejo de meFinjo-me vento,
esfumar lento-longe no horizonte. )
sinto-me terra.
Vermelha-de-dor a evaporar-se em Vidas.
(Formigas. )
Caí em abismo,
desamparado,
estilhaçado em relâmpago perdido na noite que não foi dia,
foi “cousa” rasgada,
(ferida… )
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sábado, 19 de janeiro de 2008
sou
Procuro nas nuvens que passam,
as lágrimas que verti,
olho-as ao vento,
disformes,
brancas,
negras,
procuro atento,
pedaços de mim.
Sou,
arqueólogo,
sem história,
que anda sem rumo, por ali.
lágrima esculpida ,
azul,
verde,
carmim…
Ah, velas sem navio,
mar sem fim,
deixem-me ser nuvem,
palhaço-criança,
jardim...
Procuro no céu,
a ave migrante
que fugiu de mim...
Sou,
flamingo azul,
que anda por aí,
perdido,
réu,
navegante...
Ah,
Sou,
poema sem véu,
peregrino sem (a)deus,
pintor sem tela,
sem Tempo,
Livro
esquecido,
evaporado,
queimado-vivo…
sem chama,
letra só,
sem sentido!
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sábado, 12 de janeiro de 2008
o meu piano
Escrevi um piano,
negro-branco.
Um piano.
Só os dedos são coloridos,
sombras pintadas,
cor-sangue,
atados,
doloridos,
derretidos,
no piano,
no escuro.
Sopra,
sozinho,
silêncios-muro.
Escrevi um piano,
cigano,
bailarino,
sem palavras,
lento,
negro-branco,
sem banco,
ao engano …
Toca,
o piano,
ao vento,
só,
sem palco, nem encanto.
Chora,
o piano,
hora a hora,
sem tempo,
lágrimas de pó.
Escrevi um piano,
Negro-branco,
Sem dó!
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