domingo, 20 de setembro de 2009

Botânica das Lágrimas" o novo título de PEDRO FOYOS.


Depois do êxito de "O Criador de Letras", praticamente esgotado, Pedro Foyos regressa ao romance agora com um tema actual que urge conhecer de perto, sobretudo nesta inédita abordagem.

sábado, 12 de setembro de 2009



Há no corpo da mulher
as cordas dum violino adormecido;
Há no corpo do violino
os sonhos adormecidos duma mulher.
Quando o silêncio despe
a melancolia desafinada dos corpos,
as cordas tangem gemidos de desejo
despertando cinzas de sonos queimados
na espera de novas pautas
que escrevam melodias virgens
e despertem o repouso dos corpos.

Foto:PabloRomano

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"propriedade apropriada própria"


Eternal Idol (1889), Auguste Rodin


Antes de você virar estatua

posto as adorações do amor,

eram de éter meus dilemas.


Não havia escravidão dos atos

nem sequer haviam escravos,

tudo vivia na fonte em que nascia...


Quando chegou teu bando febril

restaram as cercas derrubadas,

emblemas, minhas carnes trêmulas.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Evento - Lançamento de Livro

Convido-vos para o lançamento do livro “Pin – Uma explicação de ternura” que decorrerá no Ateneu Comercial do Porto no dia 20 de Setembro (domingo) pelas 16:00 horas. Textos e imagens da autoria de Luísa Azevedo que lhe deram bastante prazer reunir num livro.

Deixo aqui algumas palavras da autora:
Pin
Uma explicação de ternura

Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações.Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos.Semeio-a, com a ajuda do vento.Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces.Vejo-a tornar-se maior sem sobejar.Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber.Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

"Dagon" nº 01

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NO CRIVO DO ACONSELHAMENTO

A questão que coloco consiste em saber pelo que passa o conceito de filosofia, tendo em conta o que se diz, evolando-se o crivo dos filósofos consagrados até à intoxicação do ridículo (filosofia de andar por casa), ou não seja isto, uma fogueira de chamas esterco, como algum dia alguém disse sem reflectir acerca disso mesmo, onde se tiram ilações que mostram a condição natural do homem.
Veiculam-se ideias, traçam-se pontos de vista e a conversa aplica-se a todos os que estão na ordem do dia com as suas tendências naturais. Complexidade dos parâmetros filosóficos? Inquietações mentais, sexuais, ideias em ebulição ou aconselhamento filosófico? Uma coisa de cada vez! Cada caso é sempre um foco de consideração a uma assistência de situação. É possível a cura pela Filosofia! Tem o utente algum resultado prático pela consulta de um técnico na área científica? Será que nunca se pensou na utilidade prática da Filosofia? A atitude filosófica evoca uma prática, sem dúvida alguma. A experiência vivida tem em si arreigada um cunho filosófico, uma ânsia de actualização pelo saber, um saber fazer! A dimensão vivencial do outro ajuda sempre a compreender a quem busca ajuda face a uma clareza de situação onde o paciente está envolvido e o conceito de filosofia instala-se para lá do campo teórico. A relação com as coisas chamam-nos à responsabilidade de nós mesmos face a uma vertente social considerada, onde cada um vai marcando a sua presença. A questão é sempre acerca do para que serve a Filosofia, a sua utilidade numa sociedade materialista. Usamos a razão com o intuito de dar soluções e exclua-se o campo do irracional que a lado nenhum conduz, apenas a abismos de desespero; é a Filosofia que pretende iluminar e fazer sair o homem do abismo do paranormal, ou das ditas ciências obscurantistas, diminuídas pela escassez da razão. A filosofia clarifica o escudo da fé, mostra o porquê das coisas, ajudando a orientação do humano para que assim este possa encontrar a sua felicidade.

Fuseta (Algarve) 27 de Agosto de 2009 – 15:57h
Jorge Ferro Rosa

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tu não precisas




Tu não precisas dos livros dos sábios
Para vires falar sobre o voo das gaivotas
Nem sobre o escoar leve das areias finas pelos dedos das tuas mãos
Nem sobre o azul do ceu e das ondas do mar,
E não precisas,
Porque tudo está nos teus olhos, Na tuas mãos,
Na pele do teu corpo,
Pincel mágico
Que pintou o quadro vivo do poema.


.


Autor:Eduardo Aleixo http://ealeixo.blogspot.com/
Foto:Iman Maleki

quinta-feira, 23 de julho de 2009

OS DIAS CONTINUAM

Os dias continuam sempre iguais, sempre e sempre. As questões colocam-se desde a tarde e desde a manhã, morrem pessoas, nascem pessoas e o ciclo continua a repetir-se. Surgem as crenças na tela da ilusão, mas, a ilusão é bela, confere sentido aos que estão sem referência.

23.07.2009

Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

Preciso de te escrever.
Escrever de ti. De mim. De ti em mim. Do nós que fomos. Do porquê. Do como. Do onde.
Preciso do quando.
Do quê.
Do para.
Do por.
Escrever-te as linhas do teu corpo no meu.
Escrever os teus beijos. O teu carinho. As tuas carícias.
Faz uns dias que tu em mim. Não sei precisar a hora. Nem da conversa, nem de nós de pé.
Não sei precisar o segundo em que te disse Senta-te aqui. Não sei precisar o instante em que te deitaste para trás e entraste assim na minha casa. Não sei do tic-tac do relógio, quando o tic-tac do músculo do teu braço direito, debaixo da minha cabeça.
Não sei de quando as tuas massagens nas minhas costas, e as tuas mãos atrevidas nas laterais dos meus seios; não sei quando terminaste, nem te baixaste e nos beijámos, de lado, eu de barriga para baixo, tu de barriga para baixo. Tu, em cima de mim.
Não sei precisar a hora disto tudo, mas sei precisar de ti.
Precisar que entres assim na minha vida, como entraste assim na minha casa, e como entraste, assim, em mim……….
Sei precisar de te escrever.
Não páro de pensar em ti, de escrever em ti.
Retenho aquele beijo de despedida, no canto da boca, em que os teus lábios procuraram os meus, num prazer fugidio; retenho os teus sorrisos, os gestos, as expressões faciais, o piscar de olhos, os beijos que me davas, e os que não davas, mas simulavas, naquele gesto sem ninguém mais ver.
Custaram-me a existência dela, a fotografia dela. Custou-me o som de ave nocturna, a cada mensagem; custou-me o porta-chaves do carro com o nome dela; custou-me o anel no teu dedo; custou-me tu e ela, os projectos, as perspectivas, a casa, as férias, …
Retenho as tuas mãos nas minhas coxas, nas minhas costas, os teus lábios e a tua língua no mais íntimo de mim… Esse beijo muito leve, quase só um sopro, na minha virilha...
Retenho os teus cabelos, o teu corpo. Tu nú, embrulhado na toalha, depois do banho. Os teus lábios desenhados, o teu rabo,…
Se pudesse largar tudo. Se pudesses largar tudo.
Sem medos, sem hesitares.
Sem dúvidas.
Retenho o nosso baloiçar na rede.
Reaprendi que a vida são passos dados num caminho de pó, e um dia há pegadas que se cruzam.
Foste um sorriso na minha cara, como não me desenhavam há muito, muito tempo.
Retenho a tua voz. O teu sotaque.
O teu olhar doce, meu doce.
Retenho a loucura das noites, dos impulsos, das cumplicidades, da intimidade.
Pergunto-me Porquê?
Como? Onde? Quando? Quê? Para? Por?
Vou fechar-te um pouco.
Preciso de escrever as linhas do teu corpo no meu.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ao Quadrado Galeria | s. m. feira


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Chamo a Atenção para esta triste notícia do Público

Projecto da pianista Maria João Pires
Belgais vai fechar por arresto de bens
15.06.2009 - 18h36 Lusa
O projecto de ensino artístico de Belgais criado pela pianista Maria João Pires, "vai fechar devido a um arresto de bens e à falta de apoios", disse hoje à Agência Lusa uma das responsáveis.

Segundo Joana Pires, filha da pianista e responsável pelo Centro de Estudo das Artes de Belgais, após o encerramento da escola do primeiro ciclo da Mata e do Coro Infantil, "não deve restar nada do projecto de Belgais iniciado pela minha mãe".

Joana Pires revelou que os subsídios do Ministério da Educação (única fonte de financiamento) bem como o mobiliário e instrumentos da escola "estão arrestados".

"Parece-nos ser uma acção movida por quatro ex-funcionários", despedidos a meio do ano, e que, de acordo com Joana Pires, discordam das indemnizações que lhes foram pagas. O valor do arresto ronda "os 78 mil euros", acrescentou.

"Despedimos funcionários para não termos que declarar insolvência a meio do ano. Perdemos patrocinadores e donativos e só lhes podíamos pagar o que o Ministério da Educação nos dava. Ficámos sem o resto do dinheiro que recebíamos", fruto da crise financeira, justificou.

Falta de apoio da autarquia

As tarefas foram redistribuídas por outros cinco trabalhadores, mais dois professores colocados pelo Ministério da Educação e outros dois professores de artes.

A Escola da Mata, perto de Castelo Branco, é frequentada por 40 alunos dos quatro primeiros anos do ensino básico, com os quais são desenvolvidas actividades artísticas e culturais no dia-a-dia. "Não sei para onde vão no futuro", disse Joana Pires.

O Ministério da Educação atribui anualmente 170 mil euros à Associação de Belgais para desenvolver o projecto escolar, referiu.

Aquela responsável lamenta a falta de apoio da Câmara de Castelo Branco, a cujo presidente pediu "apoio moral e uma garantia bancária para desbloquear o problema, negociada da forma que ele quisesse". "Mas o presidente foi gelado e disse que não tinha nada a ver com o assunto", descreveu. "Não somos bem-vindos aqui", referiu.

A Agência Lusa tentou contactar o presidente da Câmara de Castelo Branco, mas tal ainda não foi possível. O Ministério da Educação remeteu um eventual comentário para mais tarde.

Maria João Pires abandonou os cargos directivos do Centro de Estudos das Artes de Belgais depois de uma operação ao coração, em Março de 2006, para colocação de um "bypass".

Na altura, considerou haver uma "grande incompreensão" das autoridades portugueses face ao projecto a que dedicou vários anos.

domingo, 14 de junho de 2009

tu fechas

tu fechas,
eu abro!
abro?
em vão tento abrir as portas que fechaste.
empurro, não abre.
a chave não serve!
bato, não abres!
não há frestas,
nem pequenos golpes de luz,
sendo dia!
lá fora...
o sol brilha
e eu encostada à tua porta, fechada!
uma parede fria,
vazia!
uma janela trancada,
calada!
passa a noite,
passa o dia
e aquela porta sombria,
nunca mais se alumia.
passa outra noite,
mais outra
e aquela porta tamanha´,
cresceu para ser uma estranha.
passa um ano,
passa a vida
e aquela porta fechada,
de porta não tinha nada.
era parede...
eu não via!

.


Foto:GAWON

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ar(t)es




















algumas plantas têm mãos de pianista
tocam as teclas do vento
sem partitura, de cor,
dando-se ares de artista

Isabel Solano

terça-feira, 2 de junho de 2009

escrevem-se palavras

Escrevem-se palavras,
registos de vida,
para assegurar a certeza de reavivar
quando a existência desaparece.
Registamos em palavras
olhares vividos
que nos deram vida
e não queremos deixar morrer.
Mas a chama dum olhar
só é possível viver
quando a sua vida
se derrama no nosso,
e nos faz sorrir
o coração.
.
Autor:http://pacosdagua.blogspot.com/
foto:Rabek

domingo, 17 de maio de 2009

O início no fim da rua

Caminhava tentando pisar todas as pedras da calçada. Quando se cruza comigo uma voz: “O fim da crise só acontece com uma grande guerra ou uma ditadura!”. Apesar do chapéu de chuva ainda lhe vi o rosto, desafinado. E não percebi porque disse aquilo. A chuva caía igual para os dois, as pedras da calçada eram as mesmas, ambos segurávamos um chapéu de chuva, ainda que de Invernos diferentes. Seria pelos diferentes inícios da rua?

Também por aqui e aqui

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Estúdio Raposa vítima de roubo!

Como certamente todos sabem, o Estúdio Raposa, do Luís Gaspar, oferece a todos quantos gostam de poesia e literatura, um trabalho ímpar, quer através da leitura dos trabalhos de diversos autores (consagrados e mais ou menos anónimos), quer através da divulgação, sempre em prol da cultura, sem qualquer lucro.Em solidariedade com o Luís Gaspar
peço a todos que denunciem. Isto é Plágio, Roubo e sem qualificação possível.
Chegou ao meu conhecimento, há dois dias, que uma empresa está a comercializar ringtones (toques de telemóvel) utilizando para o efeito TODOS os programas disponibilizados neste audioblogue. A cobrança do serviço (4 euros por semana) é feita pela Vodafone, TMN e Optimus, pelo que estas empresas são coniventes nesta acção ilegal dado que nunca dei qualquer autorização para que tais trabalhos fossem vendidos fosse de que forma fosse. Nem tal poderia fazer porque também vítimas deste embuste são, naturalmente, todos os autores que me têm cedido os seus trabalhos graciosamente. Na medida das minhas possibilidades estou a tentar travar esta vigarice assim como a responsabilizar os autores por este roubo de propriedade intelectual.Daqui aviso (e peço que passem palavra): não adquiram ringtones a uma firma denominada Polytones ou BeMp3, ou, aliás, a qualquer outra. Pessoa do meu conhecimento que, enganada, subscreveu o serviço, viu, de imediato, ao saldo do seu telemóvel, ser retirado (acção da Vodafone) 8 euros e de ringtone...nada! Cuidado! Trata-se de um embuste!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Algumas coisas...


Open4group


Corre faz o gol...

Joga na Internet!

Morri, onde estou...

Joga na Internet!

Bolina Pedófilo atacou...

Joga na Internet!

Transa no edredon...

Joga na Internet!

Respira, olha...

Joga na Internet!

Olhados

Filmados

Fotografados

Viveres imediatos

Joga na Internet!



By Casti
(teiadepalavras)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lagos (Algarve)

terça-feira, 7 de abril de 2009

A paixão da aventura

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Lançamento do 3º número da "Nova Águia"

terça-feira, 31 de março de 2009

O maroto do Pomar!


Na galeria de retratos do Museu da Presidência da República, está um retrato que todos acham desenquadrado. Trata-se do retrato de Mário Soares pintado por Júlio Pomar. Na sequência de uma dúzia e meia de retratos austeros, solenes, escuros, dos presidentes antecessores, surge este, geralmente qualificado de «pouco ortodoxo, inusitado, irreverente, exemplo de expressividade e modernidade, que retrata o verdadeiro Soares, descontraído e sem pose», etc.

Realmente ser-me-ia inesperado se eu não o conhecesse já, da comunicação social. Tinha-me parecido um tanto arrojado, mas não tinta atentado bem nos pormenores. Nunca tinha estado ao pé dele.
A obra de arte vista ao vivo parece que comunica melhor o que tem para dizer.
O que choca mais é a forma tosca da mão direita, que obviamente, está a gesticular, como quem argumenta. O braço esquerdo pareceu-me numa posição estranha, bizarra. Não se percebe como é que ele pode ter o braço naquela posição.

De repente, a luz. O dedo da mão esquerda, apontado para si próprio, tem uns traços curvos junto à ponta, a indicar oscilação, como na banda desenhada. «Olhe que não!; olhe que não!». O braço não é dele, é do Cunhal. Por isso o braço não parecia dele. Então reparamos que até a cor da manga é diferente. Aquele retrato conta um momento, talvez o momento mais famoso do PREC, quando os dois líderes dos dois partidos mais influentes em 75 se confrontaram em frente às câmaras da RTP.

Grande malandro, o Pomar! Quase que enganou toda a gente. Eu, pelo menos, nunca ouvi sugerir esta leitura.

Então, tornamo-nos desconfiados. O que mais terá o Pomar escondido na tela? Certamente que aquele rosa por cima da mão direita não é para chamar troca-tintas ao seu amigo, mas a cor ali muda, por efeito do gesto da mão, dum sombrio e nocturno azul, que tudo envolve, para um festivo e diurno rosa, como zona limpa de uma superfície embaciada por uma longa noite.
O Soares está numa cadeira com francas conotações de poder, por causa dos dois leões nos braços da cadeira. Está inclinado para a sua esquerda, para onde a gravata também aponta. O leão do braço direito, em traços mais conservadores que o leão do braço esquerdo, parece a cara de alguém. Quem? Esta, eu não quero arriscar. Pela cor do braço, podia ser o Cunhal; pela posição à direita, podia ser o Spínola. Aliás, o olho esquerdo do leão parece que tem um monóculo. Ou será uma leoa? Quem seria a leoa-braço direito de Soares? Parece evidente a resposta. Mas isso, só perguntando ao Pomar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Apresentação do livro Utopias Piratas da Deriva Editores


É já na próxima quinta-feira, dia 2 de Abril, às 22 horas, na Livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, na cidade do Porto, que se realiza o lançamento e apresentação da tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey).

Na ocasião haverá uma conversa com Miguel Mendonça, que traduziu e propôs à Deriva a publicação de Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson, e António Alves da Silva. Pretende-se com esta iniciativa proporcioar um debate informal sobre a pirataria moura do século XVII e o papel muito particular da República de Salé que, diga-se, está muito pouco estudada pela historiografia oficial.

http://derivadaspalavras.blogspot.com/

O autor, neste seu recente trabalho, foca a acção corsária da independente República pirata de Salé, durante o século XVII. Corsários, sufis, pederastas, mulheres mouras «irresistíveis», escravos, aventureiros, rebeldes irlandeses, judeus hereges, espiões britânicos, heróis populares da classe trabalhadora e até um pirata mouro em Nova Iorque, emprestam a este livro um ambiente livre constituído por comunidades insurrectas nunca verdadeiramente dominadas e portadoras de uma praxis de resistência social que abalou seriamente os estados europeus.

Peter Lamborn Wilson, nascido em 1945 e investigador e poeta norte-americano com vasta obra editada, escreveu «Sacred Drift: Essays on The Margins of Islam», na City Lights e «Scandal: in Islamic Heresy», Autonomedia

fui a flor



fui a flor a quem retiraste as pétalas. uma a uma. inalaste o meu perfume a cada puxão de pele. mas tiraste-mo porque to dei. fui tua cúmplice no desnudar da minha vida. sem saber o que de mim iria restar. hoje, sou um caule em busca de uma nova primavera. hoje, já sem pétalas, sinto-me ainda tua. foram as tuas mãos que me despiram. aguardo que regressem. que tragam consigo um manto para me cobrir os ombros. assim me vou alimentado de saudades. assim me vou recompondo de verdades. assim te espero... até um dia voltar a ser feliz.

.


Foto:innaryba

terça-feira, 24 de março de 2009

A PRISÃO DO ÉTICO


Encontrei o meu livro A PRISÃO DO ÉTICO na Fnac do Chiado.

Comprar aqui.

sábado, 21 de março de 2009

MINHA TERRA AINDA É LINDA

Palavra opaladina que em verso deixo,
Neste dia consagrado à poesia...
Nesta tarde onde te ofereço rosto novo...
Neste escrito onde me afirmo, tu nesse grito
Palavra do campo, da cidade, da aldeia em sitonia
Minha terra Santo Estêvão que abençoa...
Noutra estrofe outra miragem
Qual passagem que nos vai consumindo...
Momentos que não posso esquecer
Por aqui, por ali, rasgo o teu nome
Guardo na alma de criança o meu viver.

Foi aqui que meus passos dei, caminhei
Foi aqui que esculpi a minha poesia, então
Pedaços do meu ser, do coração
Agora tenho aqui, nestes braços o fulgor
Também a música co acordeão...
A seiva do que chamas amor, derramado
Santo Estêvão meu santo poderoso
Da saudade aquela miragem e o amor dedicado!

Abril, feito tempo de liberdade
Terra amiga, da casa do povo à sociedade
Estes passos de novo remodela a Igreja
Onde tocam os sinos e o altar que se beija
O amor que eleva corações e a morte!
A minha e a tua sorte...
Minha terra tem riqueza, poetas com poesia
Gente boa, acolhedora, movimentos
Imensa sintonia quando se param os ventos
Santo Estêvão meu fado, saudade que não finda...
Deixo-te meus pedaços dos meus pensamentos
Aldeia amiga, à beira-mar tu és linda.


Olhão, 21 de Março de 2009 - 20:28h
Jorge Ferro Rosa in Caderno da Alma

quinta-feira, 5 de março de 2009


na boca...
o silêncio
no corpo...
o desejo
o pecado...
subsiste,
irresistivel,
como o poema à flor do fogo!...

.
Foto:Szara Reneta

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não acordes antes do café da manhã ou destapas-me a vergonha



são quatro e meia da manhã e eu ainda acordada a ver-te dormir. a tua mão uma concha na minha perna. a minha perna apenas a minha perna. jantamos qualquer coisa que puseste no forno, delicioso como sempre. depois fomos ao cinema ver um filme da última sessão que tinha estreado. não me lembro já do nome. só de olhar para ti ao meu lado, tu a sorrires à pressa para voltares ao enredo, e eu a trincar com força o meu lábio inferior para ter a certeza que tu és verdade. depois o caminho para casa, uma música antiga no rádio, eu com vontade de dizer que também sofro de um problema de expressão, vários até, que a música é para ti ou como se fosse. sobre mim. que te amo e que não sei porquê a minha língua não consegue articular as palavras. tu sereno ao lado, os teus olhos azuis a iluminar a escuridão. (aposto que não sabes por que te chamo pirilampo) a casa que começa a aparecer ao fundo. mais tarde o quarto, tu a despires-te, eu a fingir que faço o mesmo, mas antes a tentar decorar todos os sinais das tuas costas. a cor exacta de cada centímetro da tua pele. depois o pijama aos quadrados brancos e azuis a cobrir-te o corpo. um rasgão na manga. e tu na minha cama. tu na minha cama. e eu sem saber o que fazer da música que me enche a cabeça e das flores que me querem nascer da boca mas não conseguem. muito menos da vontade de te decorar. de modo que continuo acordada às quatro e meia da manhã, com as minhas mãos no teu rosto na breve esperança de que estejas a sonhar comigo a contar-te do muito amor que te tenho.
[Também aqui]

domingo, 22 de fevereiro de 2009




Neste breve silêncio
de interminável confusão
procuro-te.
Neste espaço minúsculo
que chamam Terra, não te encontro.
Não te sei procurar em lado nenhum.
Não te sei...
Mas sabia de ti quando
alegre sorria.
Sabia de mim quando
de ti sabia.
Para que sítio distante foste?
Perdi-me na confusão deste minúsculo espaço
que me acolhe
(desesperadamente)

Fujo.

Fito aquele horizonte que te pertence...
cheio de sonhos perdidos...

Ai! Vejo...

(...És tu aí nesse horizonte inatingível?)

Sabia de ti quando eras eu.
Não te sei
mais.

Liliana

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ChAOs 4


Quatro peças, quatro pedaços de caos, espalhados pelos domingos.
Uma história por dia e por espaço, uma ligação humana ou não
Encontro e desencontro pela cidade fora.

Para mais informações ou reservas ligue 918626345 ou contacte-nos no mail: teatroensaio@gmail.com
Apareça e divulgue

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Olá a todos!
Está a chegar o Entrudanças!
http://www.cm-castroverde.pt/ad2006/adminsc1/app/castroverde/uploads/progr.pdf
Entre concertos, Oficinas, Bailes e Leituras, haverá também venda de Artesanato, na Praça Zeca Afonso.
Hobby by AV, de Andreia Vitorino (www.hobbybyav.blogspot.com) tem orgulho em poder estar presente e deixa o convite a uma visita!
De sábado, 21 a Segunda, 23, desfrutem e ofereçam alegria e cor às vossas amigas!
Acessórios ousados e diferentes, com um toque de beleza!
Simplesmente femininos!

Contactos: Andreia Vitorino - andreia.vitorino@hotmail.com
Carla Veríssimo - cavverissimo@gmail.com

Hobby by AV agradece a divulgação alargada desta informação.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

John Updike, um poema de Tiago Nené

JOHN UPDIKE

.

Morreu sem um critério rigoroso.

Não se poderá dizer que tenha sido a lei da vida

ou a lei da morte

ou uma derradeira e infinita

composição da urgência.

Hoje morreu-lhe o corpo, morreu porque assim

disseram os médicos, porque assim

disse o seu pulso frágil como o equilíbrio

da terra, e porque agora é o tempo que o respira.

Hoje morreu-lhe o corpo, repito em voz alta.

E isso é tudo o que,

da perspectiva da nossa memória incompleta,

precisamos de saber.

.

.

Tiago Nené

(in Instalação, obra a ser lançada em 2009)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

encantada estou...


encantada estou por estas brasas que a mim te trazem num veleiro de velas suadas de mar. fevereiro ficou ancorado no inverno e pelas mãos da primavera chegas também. estou por ti rodeada, de beijos de sal e de abraços enrolados como meigas ondas. a minha alma flutua na tua e os nossos corpos terrenos mesclam-se em segredos de amantes.segredas-me ao ouvidos as cores do paraíso. no teu peito uma papoila rubra que por nós floresce. dois! sãos dois os corações que palpitam, num amor em uníssono que o faz soar um só. e a papoila rubra cumpre-o quando entre nós se esmaga sem morrer.
.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

VERSO IMPERATIVO


Briton Riviere

Nenhuma flor nasceu à boca
antes do emaranhar das asas,
singulares brancas borboletas
enroscadas aos lábios: você sorri!

Facho feito foco, luz ímpar,
selvagem intenso peito abrigo,
teus vales sigilosos vieram!

Eu devia tapar os olhos
e silenciar na redoma!

Mas natureza corrompida,
sou pecado somado e escândalo
fluída sensação de outra Era!

Foge minha fúria ao ver-te
pois que olhos são signos...
Imperativo é verter em mim
teu sorriso de domar as feras!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Samizdat - divulgação

Eis uma revista on-line de literatura, com bastante qualidade.

O seu nome é Samizdat e vai no 13º número. Clicando AQUI, pode-se baixá-los todos.






Em associação, desenvolve uma Oficina de escrita de contos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um livro - Berlim.


Eis um livro que eu tive a sorte de encontrar este fim de semana numa feira de livros usados em Lisboa, pois é uma obra muito útil e interessante para se compreender o período 1919-1933, essencial para tudo o aconteceu depois no século XX, e poder conhecer com mais rigor a vida e os hábitos da população Berlinense numa época em que Berlim era uma cidade extravagante, tendo contribuido muito para a cultura, a ciência e a política mundial do século passado.
Penso que é um livro especial para quem gosta de história, política, cultura, e já agora, para quem gosta de Berlim. (edições terramar)