terça-feira, 22 de janeiro de 2008

terra-memória

Caí em abismo,
nos sons de África,

( a cavalo numa trovoada que me “tempestou” a noite em sonho escondido
do Eu. )

batuque
longo
no fundo da noite,
feiticeira monge,
num
tuque
tuque
que foge
se tinge,
em sangue de sangue
ao longe,

(Espreito a magia que me abraça em cores-de-terra-memória, com o desejo de me
esfumar lento-longe no horizonte. )
Finjo-me vento,
sinto-me terra.
Vermelha-de-dor a evaporar-se em Vidas.


(Formigas. )

Caí em abismo,
desamparado,
estilhaçado em relâmpago perdido na noite que não foi dia,
foi “cousa” rasgada,
(ferida… )

2 Comments:

© Piedade Araújo Sol said...

Almaro

...e ficam as saudades de Africa.

...tu sabes, um dia voltas lá.

belo o teu poema feito abismos, desamparados e estilhaçados de sons perdidos ou não...nas noites vindouras...ou não....

abraço ao Jeremias

Joaquim Alves said...

Cá do meu lado, fica o ritmo do tan-tan. O cheirinho a cacimbo da terra vermelha que não me sai do coração. E outras vivências que expressar não posso.
FORÇA, Jeremias. Adorei muito.
Um abraço do
joaquim alves