quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Imaginando o doce toque do teu corpo sobre o meu enebria-me os sentidos, apaga todas as minhas certezas e balouça os meus pensamentos.
Percorres o fio de desejo que me aquece e me atormenta. Insinuas-te nas curvas do meu dorso, arrepiando a minha pele e a minha boca.
Despes-me com o olhar e possuis-me com a mente. Vou soltando as minhas amarras e sorvendo o teu cheiro.
Aproximas-te da minha alma e sufoca-la de prazer.
Quero mais...

...mas acordo com o som medonho do lençol que não te encontra.

6 Comments:

Thunder said...

Um belo texto que escreve o desejo, a paixão a procura do prazer!Às vezes, acorda-se assim...

PJ: said...

Bonito texto, onde o desejo por vezes não passa do som medonho do lençol.

Parabéns!

Andreia Ferreira said...

Ai... Pudessem todos estes nossos sonhos passar para a realidade...

Beijinho!

Scoya said...

Obrigada Thunder, PJ e Andreia :)
Um beijinho e bom fim-de-semana.

Manuel Marques said...

É curioso como no meio de um lençol, onde jaz a memória de um cheiro inebriante, quase sufocante, se tortura a alma de paixão por um corpo ansiado, de cheirar, de tomar, de saciar com a alma e com a vontade! E às vezes o lençol até nem é assim tão medonho e o sonho ansiado está lá... apenas à espera que o agarremos!


Beijos!!!

Scoya said...

Manuel, gostei da tua visão...
Obrigada :)