sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As duas idades da mulher


Às vezes, sinto em mim, uma criança irrequieta, ansiosa e insegura, que teima em sair.Uma aflição, um tremor, uma agonia.Não consigo perceber o que é, mas incomoda e ao mesmo tempo, agrada-me.É um pouco como a adrenalina da velocidade. Provoca o medo, mas dá um prazer imenso.
Há quem diga, numa versão mais popular, que é o tal sexto sentido a gritar, ou o pressentimento. Eu não acredito!
Quando passa, fico aliviada, mas penso sempre que a razão calou essa criança irrequieta e que , talvez, não o devia ter feito.
Juro! Um dia vou deixá-la sair! Para ver como é, para a conhecer, falar com ela.Até lá....continuarei a ser esta mulher...teimosamente adulta, aparentemente racional, mas que tem dentro de si, duas idades!

3 Comments:

PJ: said...

As partes que nos dividem dentro de nós por vezes debatem-se para conseguir imperar sobre as outras, há que dar a vez a cada uma delas, no momento certo.

Um beijo e bom fim-de-semana,

Pedro José :)

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras said...

Pedro José,
parece-me de facto, a melhor solução: o meio termo... e dar a vez, a uma e a outra.

Obrigada
Um beijo e um bom fim-de-semana

Maria Luís Veloso said...

Somos complexamente fabulosas.
Ora nos detemos sobre uma personalidade, ora assumimos a sua rebeldia.
É tão fantástico ser e criar...

Um beijinho