Fadistas / Cantores e Bailarinos
Inscrições até ao dia 31 de Março, para os números:
Tel. 222 071 260 - Porto
Tel. 212 400 208 - Lisboa e Portimão
Colocado aqui mui gentilmente por SF à(s) 19:53 0 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por Joaquim Alves à(s) 15:49 0 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 13:33 6 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por Alexandra de Pinho à(s) 11:41 0 opiniões
Etiquetas: Gramática do Amor Tecnológico, Paulo Alexandre e Castro, poesia
Colocado aqui mui gentilmente por Casti à(s) 21:33 2 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 18:37 3 opiniões
Etiquetas: Lançamentos
Por favor não me deixes assim!
O que se passou entre nós?
Porque não deste um toque?
Eu aqui a estudar, sempre na expectativa de um toque, uma mensagem, uma chamada.
O que te aconteceu?
Ainda ontem aqui viste depois de jantar.
Ainda ontem na minha cama, lembras-te?
- Ritinha.
Ainda ontem, coiso e tal, eu embrulhada no cobertor, tu a meteres a mão na minha coxa.
Eu a beijar-te. A chegar-me a ti.
Tu sentado. Tu tal e o coiso.
Eu em cima de ti. Eu atrapalhada no cinto.
Eu a tirar-te as calças.
- Assim não dá.
Eu a perceber que para te tirar as calças, tinha primeiro de te tirar as sapatilhas.
Tu a olhares para mim. Eu atrapalhada nos atacadores.
Da janela via-se a Lapa. A Lapa, o quartel, e pouco mais.
Mais uns tempos, acabo a escola e mudo-me daqui.
Eu a pensar que podias vir-te comigo.
E nisto tu a chamares-me Ritinha.
- Não sei o que se passa, Ritinha.
Isto nunca me aconteceu.
Tu sem ímpeto. Tu murcho…
Eu a ajudar-te. A dar o meu melhor para que aquilo ganhasse vida própria.
E ganhava. E fazíamos mais uma investida.
Mas de repente, tu outra vez:
- Não pode ser. A sério, Ritinha. Não sei o que se passa.
Já houve noites em que fumei, bebi e correu tudo lindamente.
Eu a beijar-te. A dizer-te Não te preocupes. Paramos um pouco. Dormimos, e quando acordarmos voltamos a tentar.
- Não contas isto a ninguém! Que vergonha. Eu só com 23 aninhos.
Claro que não conto a ninguém.
Claro que dormimos, e claro que quando acordámos não voltámos a tentar. Saíste para a rua. Entraste no carro e deste à chave.
Eu a olhar-te da janela. O carro trrrrr, trrrrr, trrrr... a não querer pegar.
Eu a rir. Claro que não era por maldade. Mas nada teu pegava.
Desci a ver se precisavas de ajuda.
Eu ali, a dar, novamente, o meu melhor para que aquilo ganhasse vida própria.
E ganhou. E fizeste mais uma investida. Desta vez no acelerador. E foste-te.
Mas podes vir-te hoje à noite.
Tentamos no carro. À janela. Eu ponho uns cremes. Uma música. Começo pelas sapatilhas. Não me atrapalho nos atacadores. E vais ver como vai ser coiso e tal, na tua vida própria.
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 17:28 5 opiniões
Etiquetas: Carla Veríssimo
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 17:55 1 opiniões
Etiquetas: Lançamentos

Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 19:18 2 opiniões
Etiquetas: Pas(ç)sos

Eternal Idol (1889), Auguste Rodin
Antes de você virar estatua
posto as adorações do amor,
eram de éter meus dilemas.
Não havia escravidão dos atos
nem sequer haviam escravos,
tudo vivia na fonte em que nascia...
Quando chegou teu bando febril
restaram as cercas derrubadas,
emblemas, minhas carnes trêmulas.
Colocado aqui mui gentilmente por Eleonora Marino Duarte à(s) 18:56 0 opiniões
Etiquetas: betina moraes - poesia

Convido-vos para o lançamento do livro “Pin – Uma explicação de ternura” que decorrerá no Ateneu Comercial do Porto no dia 20 de Setembro (domingo) pelas 16:00 horas. Textos e imagens da autoria de Luísa Azevedo que lhe deram bastante prazer reunir num livro.
Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações.Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos.Semeio-a, com a ajuda do vento.Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces.Vejo-a tornar-se maior sem sobejar.Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber.Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 11:55 3 opiniões
Etiquetas: Eventos
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 17:25 4 opiniões
Etiquetas: Literatura
A questão que coloco consiste em saber pelo que passa o conceito de filosofia, tendo em conta o que se diz, evolando-se o crivo dos filósofos consagrados até à intoxicação do ridículo (filosofia de andar por casa), ou não seja isto, uma fogueira de chamas esterco, como algum dia alguém disse sem reflectir acerca disso mesmo, onde se tiram ilações que mostram a condição natural do homem.
Veiculam-se ideias, traçam-se pontos de vista e a conversa aplica-se a todos os que estão na ordem do dia com as suas tendências naturais. Complexidade dos parâmetros filosóficos? Inquietações mentais, sexuais, ideias em ebulição ou aconselhamento filosófico? Uma coisa de cada vez! Cada caso é sempre um foco de consideração a uma assistência de situação. É possível a cura pela Filosofia! Tem o utente algum resultado prático pela consulta de um técnico na área científica? Será que nunca se pensou na utilidade prática da Filosofia? A atitude filosófica evoca uma prática, sem dúvida alguma. A experiência vivida tem em si arreigada um cunho filosófico, uma ânsia de actualização pelo saber, um saber fazer! A dimensão vivencial do outro ajuda sempre a compreender a quem busca ajuda face a uma clareza de situação onde o paciente está envolvido e o conceito de filosofia instala-se para lá do campo teórico. A relação com as coisas chamam-nos à responsabilidade de nós mesmos face a uma vertente social considerada, onde cada um vai marcando a sua presença. A questão é sempre acerca do para que serve a Filosofia, a sua utilidade numa sociedade materialista. Usamos a razão com o intuito de dar soluções e exclua-se o campo do irracional que a lado nenhum conduz, apenas a abismos de desespero; é a Filosofia que pretende iluminar e fazer sair o homem do abismo do paranormal, ou das ditas ciências obscurantistas, diminuídas pela escassez da razão. A filosofia clarifica o escudo da fé, mostra o porquê das coisas, ajudando a orientação do humano para que assim este possa encontrar a sua felicidade.
Fuseta (Algarve) 27 de Agosto de 2009 – 15:57h
Jorge Ferro Rosa
Colocado aqui mui gentilmente por jorgeferrorosa à(s) 16:16 4 opiniões
Etiquetas: Jorge Ferro Rosa, prosa
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 10:50 4 opiniões
Etiquetas: Eduardo Aleixo
Os dias continuam sempre iguais, sempre e sempre. As questões colocam-se desde a tarde e desde a manhã, morrem pessoas, nascem pessoas e o ciclo continua a repetir-se. Surgem as crenças na tela da ilusão, mas, a ilusão é bela, confere sentido aos que estão sem referência.
23.07.2009
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma
Colocado aqui mui gentilmente por jorgeferrorosa à(s) 20:39 2 opiniões
Etiquetas: Jorge Ferro Rosa
Preciso de te escrever.
Escrever de ti. De mim. De ti em mim. Do nós que fomos. Do porquê. Do como. Do onde.
Preciso do quando.
Do quê.
Do para.
Do por.
Escrever-te as linhas do teu corpo no meu.
Escrever os teus beijos. O teu carinho. As tuas carícias.
Faz uns dias que tu em mim. Não sei precisar a hora. Nem da conversa, nem de nós de pé.
Não sei precisar o segundo em que te disse Senta-te aqui. Não sei precisar o instante em que te deitaste para trás e entraste assim na minha casa. Não sei do tic-tac do relógio, quando o tic-tac do músculo do teu braço direito, debaixo da minha cabeça.
Não sei de quando as tuas massagens nas minhas costas, e as tuas mãos atrevidas nas laterais dos meus seios; não sei quando terminaste, nem te baixaste e nos beijámos, de lado, eu de barriga para baixo, tu de barriga para baixo. Tu, em cima de mim.
Não sei precisar a hora disto tudo, mas sei precisar de ti.
Precisar que entres assim na minha vida, como entraste assim na minha casa, e como entraste, assim, em mim……….
Sei precisar de te escrever.
Não páro de pensar em ti, de escrever em ti.
Retenho aquele beijo de despedida, no canto da boca, em que os teus lábios procuraram os meus, num prazer fugidio; retenho os teus sorrisos, os gestos, as expressões faciais, o piscar de olhos, os beijos que me davas, e os que não davas, mas simulavas, naquele gesto sem ninguém mais ver.
Custaram-me a existência dela, a fotografia dela. Custou-me o som de ave nocturna, a cada mensagem; custou-me o porta-chaves do carro com o nome dela; custou-me o anel no teu dedo; custou-me tu e ela, os projectos, as perspectivas, a casa, as férias, …
Retenho as tuas mãos nas minhas coxas, nas minhas costas, os teus lábios e a tua língua no mais íntimo de mim… Esse beijo muito leve, quase só um sopro, na minha virilha...
Retenho os teus cabelos, o teu corpo. Tu nú, embrulhado na toalha, depois do banho. Os teus lábios desenhados, o teu rabo,…
Se pudesse largar tudo. Se pudesses largar tudo.
Sem medos, sem hesitares.
Sem dúvidas.
Retenho o nosso baloiçar na rede.
Reaprendi que a vida são passos dados num caminho de pó, e um dia há pegadas que se cruzam.
Foste um sorriso na minha cara, como não me desenhavam há muito, muito tempo.
Retenho a tua voz. O teu sotaque.
O teu olhar doce, meu doce.
Retenho a loucura das noites, dos impulsos, das cumplicidades, da intimidade.
Pergunto-me Porquê?
Como? Onde? Quando? Quê? Para? Por?
Vou fechar-te um pouco.
Preciso de escrever as linhas do teu corpo no meu.
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 18:54 3 opiniões
Etiquetas: Carla Veríssimo
Colocado aqui mui gentilmente por Alexandra de Pinho à(s) 19:01 1 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por rack à(s) 23:28 3 opiniões
tu fechas,Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 18:38 2 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por isolano à(s) 00:14 0 opiniões
Etiquetas: Isabel Solano
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 21:24 1 opiniões
Etiquetas: Pas(ç)sos
Caminhava tentando pisar todas as pedras da calçada. Quando se cruza comigo uma voz: “O fim da crise só acontece com uma grande guerra ou uma ditadura!”. Apesar do chapéu de chuva ainda lhe vi o rosto, desafinado. E não percebi porque disse aquilo. A chuva caía igual para os dois, as pedras da calçada eram as mesmas, ambos segurávamos um chapéu de chuva, ainda que de Invernos diferentes. Seria pelos diferentes inícios da rua?
Também por aqui e aqui
Colocado aqui mui gentilmente por Unknown à(s) 17:14 1 opiniões
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol (Pity) à(s) 13:32 0 opiniões
Etiquetas: Plágios
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 10:50 0 opiniões
Etiquetas: Banda-Desenhada, Eventos
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 10:18 0 opiniões
Etiquetas: Banda-Desenhada, Eventos
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 00:25 0 opiniões
Etiquetas: Eventos, Literatura
