quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

SILÊNCIO DOS SILÊNCIOS







Que horas são no meio da tarde cinza

e uma trovoada sem fim


que neve cai

sobre nossas cabeças

decepadas as mãos

e o ceptro do corpo


os olhos fecham-se

onde a memória morre

por falta d’água


já não canta o rouxinol

do salgueiro a folha cai

não há raízes

para preparar pão

e a terra não tem nome

que sustente o chão


ruínas é que nos espera

em monte de cinzas expostas

e uma música de desespero

para uma europa sem destino


resta-nos o cansaço dos dias

e um silêncio quase morto

no meio do caminho





@joaquim alves,2008



1 Comment:

© Piedade Araújo Sol said...

Quim

Um pouco de desalento...mas gostei.

Beijo