terça-feira, 29 de janeiro de 2008

SURPRESA NA RELVA





Amphora
2







Às vezes, sentávamo-nos nas gotas de orvalho,

suspensas na relva

e revíamo-nos nos espelhos das nuvens dispersas,

vagueando em sonhos.

Adormecíamos, por vezes.

Acordávamos tão leves...



*



E quando a mágoa espreitava

sob um sorriso,

dizias somente:

a noite só vem

quando os olhos se fecham de cansaço.

Antes, é a sempre e repetida loucura

dos encontros sem fim, sem fundo,

no outro lado do mundo.




in "Amphora"

@joaquim alves

3 Comments:

© Piedade Araújo Sol said...

No mesmo estilo do Amphora 1, muito belo, muito ternurento, muito poético.

Beijo com gotas de orvalho...

Saramar said...

Lindíssimo!
A leveza dos versos, o amor tão tranquilo nos fazem também levitar.

beijos

Andreia Ferreira said...

Que os olhos se demorem então a fechar... :)
Muito, muito bonito!

Beijinho!