quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

DO AMOR & DA VIDA

Joaquim Alves, fragmento 47, acrílico sobre tela, 1999





QUERIA TANTO





Um dia hei-de morrer.

Gostava que fosse no teu regaço.

Sei que não acreditas.

Não queres. Nem podes.

E também não posso

prometer-to...

Como sabes,

é normal morrer-se

de surpresa.

Queria, tanto,

morrer no teu regaço.





@joaquim alves, 2008


fragmento 54


Para:


Sónia Bettencourt, Casti, Musalia, Sol, Andreia Ferreira, Rui Caetano,
Maria da Glória, Menina Marota, Sileuda de Oliveira, Saramar,
Heraclita, Miguel Ângelo & mais de 1000 amigos que por aqui navegam.


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4 Comments:

Andreia Ferreira said...

Um obrigada sincero Joaquim :)
Beijinho!

Maria da Glória said...

Faço minhas as palavras da Andreia,muito obrigada,realmente os seus poemas são belíssimos :)
Bjs
Glória

© Piedade Araújo Sol said...

Quim!

Gostei deste teu poema e obrigada por estar entre as pessoas a quem o dedicaste, fiz abaixo uma coisa e espero que nao me leves a mal.


Um dia hei-de renascer.

Gostava que fosse no teu regaço.


Sei que não acreditas.

Não queres. Nem podes.

E também não posso

prometer-to...


Como sabes,

é normal renascer

de surpresa, e , sem saber.


Queria, tanto,tanto
renascer no teu regaço.

Poema original de Joaquim Alves, apenas mudei a palavra morrer.

Beijo de amizade

Sónia Bettencourt said...

Obrigada, gostei muito.

Bjinhos,
SB