sábado, 1 de dezembro de 2007

Sem Título



amo-te

mas na verdade nunca te amo tanto

como quando te odeio

é como se fosses o amante indesejável

que se esconde e chora sem parar


odeio-te

mas na verdade nunca te odeio tanto

como quando te amo

é como se fosses uma fonte de água fresca

jorrando beijos e carinhos


mas minto

e minto verdadeiramente

sobre o ódio que sinto em amar-te


Foto: Hans Bellmer


3 Comments:

Anónimo said...

gosto de poemas que jogam com dualidades.

este é excelente.

parabens, sonia:)

Tiago Nené

Tinta no Bolso said...

Bravo!

Scoya said...

Intenso, cru e verdadeiro.
No entanto, a fotografia torna-o violento.
Gosto.