quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Natal

Neste caminho cortado
Entre pureza e pecado
Que chamo vida,
Nesta vertigem de altura
Que me absorve e depura
De tanta queda caída,
É que Tu nasces ainda
Como nasceste
Do ventre da Tua mãe.
Bendita a Tua candura.
Bendita a minha também.

Mas se me perco e Te perco,
Quando me afogo no esterco
Do meu destino cumprido,
À hora em que Te rejeito
E sangra e dói no Teu peito
A chaga de eu ter esquecido,
É que Tu jazes por mim
Como jazeste
No colo da Tua mãe.
Bendita a Tua amargura
Bendita a minha também.


Reinaldo Ferreira

3 Comments:

Manuel Marques said...

Belíssimo este poema e uma justa homenagem! Parabéns pela escolha e Boas Festas! Bj

Stellinha said...

As festas estão chegando e mais uma vez nosso desejo é poder compartilhar as mesmas com
aqueles que amamos...Precisa mais? Para mim, sinceramente, Não!
Acredito que o verdadeiro espírito de Natal está além de nossos desejos, está muito além...transcende a nossa vida terrena até chegar em nossa Alma. As pessoas que tem a sensibilidade de perceber tudo isso, com certeza irão ter o melhor Natal de sua vida...
Desejo, que em seu coração seja assim. Um turbilhão de emoções e energias carregadas de muito Amor...Carinhos...Sorrisos...Abraços...tudo isso, rezumindo o nosso Amor Maior ao Cristo...
Ele é o Anfitrião dessa festa...e será com Ele que iremos passar...
FELIZ NATAL!
PARABÉNS PELO BELÍSSIMO POEMA! E POR TER UM ESPAÇO ENCANTADOR QUE TRÁS UMA LUZ TERNA AOS NOSSOS CORAÇÕES.

Abraços
Stellinha :

Carla Milhazes Gomes said...

Manuel: Obrigado e BOAS FESTAS!

Stellinha: O mais importante do Natal é a família e tudo o que ela representa:) BOAS FESTAS!


Bjs