sábado, 3 de novembro de 2007

QUIMERA DA VELHICE

A velhice cansada entrou pela minha porta
Vestida de trapos, cara de pobre, sem esperança
Mas com os olhos brilhantes como estrelas,
Segredou com doçura, que ainda não estava morta…

De mãos engelhadas e cabelos embranquecidos
Baixinho me disse que apenas era vingança,
Por ter percorrido tantas ruas e vielas
Recordando os sonhos que estavam esquecidos…

E num gesto brando, como quem afasta ideias,
Entre suspiros e ais de profunda melancolia,
Balbuciou que desistir é enredar-se em teias
O amor que perdido, pode aparecer um dia…

isabel

1 Comment:

Scoya said...

Como três quadras podem englobar "anos" de vivências...
Gostei muito :)