segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Esfolar o joelho

Às vezes, tropeças. Seria bom se o caminho fosse sempre em frente, sem altos e baixos, sem desvios. Sem retrocessos. Todavia, a experiência mostra-nos que, em dez passos para a frente, quatro são para trás. O problema é andares sozinho. Se tivesses uma companhia, digamos, uma muleta, sentir-te-ias amparado quando estivesses prestes a tombar. Uma vez mais, a realidade não nos mostra isso. Saíste sozinho da barriga da tua mãe, deitar-te-ás sozinho na cova. É normal que caias. Ganhaste o hábito de andar por caminhos sinuosos. Sentiste necessidade de procurar comida para o estômago. Pensa do seguinte modo: sempre que tropeças e te estatelas no chão rijo, sofres, e por sofreres, respiras. Há o problema do sangue. Sim. Não gostas de sangue nos joelhos. Mas já reparaste que nunca ninguém morreu por tão pouco?

Também aqui.

1 Comment:

Scoya said...

Antes pelo contrário...
Muitos cresceram, muitos mudaram e muitos outros se reinventaram.
Cair e bater com os joelhos dói. Colocar água oxigenada arde. Mas arrancar a crosta dá um prazer fabuloso!