quarta-feira, 28 de novembro de 2007

E o Espanto da Vida

Quando te calas
arrefecendo os ânimos
sem te saber
sequer para viver
Quando abalas
espantando as memórias
consumindo glórias
Quando enfim falas
de amor pecaminoso
das pernas abertas
esqueço-me nas descobertas
Quando me entalas
contra a parede
num desejo perverso
expludo num verso
em espera dura
fantasmas libertos
angústias dúbias
saciando-te
num berro
LOUCO
DESVAIRADO


www.manuelmarques.com

2 Comments:

Scoya said...

E é essa paixão, esse desejo, esse tesão que tão complicado é, por vezes, transpor para o papel. Mas que faz e que sabe bem...

Muito bom.

PJ: said...

Intenso!

Abraço,

Pedro José :)