terça-feira, 6 de novembro de 2007

Delicadeza

Estão alindando o ar azul

Caules de um púrpura fino e sóbrio

Pego-lhes em pensamento muito ao de leve

Não vá alguma sombra funesta machucá-los

Há um receio amoroso que de mim se apodera

Delicadeza de sentimentos

Movimento que me impele e me refreia

Entre a posse e a sua ausência

Finamente ondulando em liberdade

Pedem-me estas frágeis florinhas

Que as ame

Que as deixe…




Foto de Pedro Piedade

1 Comment:

Scoya said...

Todos temos dessas "flores" na nossa vida...
O pior é saber quando deixá-las, de facto...