segunda-feira, 23 de agosto de 2010

II

O meu apetite é fugaz, tem pressas, tem fome.
Quer comer rápido e sair. E seguir.
Não consegue esperar. Não se importa se a cebola fica crua ou se a carne fica um pouco queimada.
O meu romance não tem lume brando; tem uma chama ardente e fugaz, de um fósforo que acende rápido e depressa se apaga.
Mas o meu amor quer aprender a servir um prato quente.
Quer degustar...
E o meu romance tenta.
Ao lume, está já um tacho de água quente e umas pedrinhas de sal.
q.b.

1 Comment:

Rafael Castellar das Neves said...

Olá!!

Muito bom...é de uma pressa de vida muito bem proposta...apesar de poder gerar atropelos, permite o saborear dos diversos gostos que estão por aí..

[]s