sexta-feira, 24 de outubro de 2008

VAGAR


Anne-Julie Aubry


Sobre a mesa, pratos que esvaziam,

jantares que não sustentam a fome,

potente anestésico dentro do vinho.


Nas léguas que percorro abstraindo,

meus passos ligeiros me levam dali

para cada vez mais longe das vozes.


Todos apenas falam, sem parar. Calo,

observo nas dobras da toalha branca

montes de areia no meu deserto alheio...

2 Comments:

José said...

Olá,

E a vida das gentes é cada vez mais assim, vazia de verdadeiro conteúdo.
Muito bom poema.
Parabéns pelo excelente blog.

Cumprimentos,

José Carrilho

betina moraes said...

José,
retorne sempre! o blog das artes é uma idéia que merece ser conhecida e divulgada!

muito obrigada!