domingo, 31 de outubro de 2010

Varatojo - Portefólio 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Varatojo - Portefólio 2010

Varatojo - Portefólio 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sad Cello with Piano Accompaniment

Pinturas de Rassouli ao som magnífico de Sad Cello! Lindo...

Passatempo na página do facebook do livro Já não se fazem Homens como antigamente




Bom dia :)



O sapinho encantado dá inicio ao 1º passatempo da semana...

Neste 1º passatempo teremos um exemplar do livro para oferecer através de um sorteio entre todos os participantes que responderem correctamente no mural da página às seguintes questões:



1- Qual foi a data de lançamento do book trailer da obra Já não se fazem Homens como antigamente no blog do livro?



2- Em que colecção inserida no catálogo da Editora Esfera do Caos podes encontrar o livro Já não se fazem Homens como antigamente?



O passatempo irá decorrer a partir deste momento e até Domingo dia 31 até à meia noite.



Boa sorte!!!



Vamos lançar um conjunto de passatempos em que os vencedores serão premiados com um exemplar autografado. Estes passatempos irão decorrer de dia 27 de Outubro a dia 14 de Novembro. Convidem os vossos amigos a juntarem-se a nós na página

http://www.facebook.com/pages/Livro-Ja-nao-se-fazem-Homens-como-antigamente/153081791398468



Pista: As respostas podem ser encontradas no blog oficial do livro e no catálogo da Editora Esfera do Caos... ;)


Autores da obra: Daniela Pereira, João Pedro Duarte, Pedro Miguel Rocha e Miguel Almeida

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

POESIA DE CHOQUE (16)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O poder terapeutico da expressão pela arte...


Permear os caminhos da arte é traçar um equilíbrio entre consciente-inconsciente, matrizando as potencialidades e as limitações do Ser.
- Yasmin

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Gostava de encontrar um lugar para ti
neste meu armario de absurdidades,
viver como um pato vive,
flutuar em marès feitas de aperitivos,
descalçar-me e escrever sobre a relva
e as tuas pernas,
olhar-me ao espelho numa poça qualquer
e lidar com a solidao
como uma estàtua lida com uma comichao,
ser bòia,
sem precisar de olhar para ninguem que passa na rua.

Gostava de encontrar um lugar para mim
nessa tua gaveta de reflexao descontraida,
guiando mundos com a ponta da ìris
no palco dos dentes
com deuses a fazer de clientes,
na mira da fisga da curiosidade
o barco bate asas
e adormece no chao
despido
durante a tarde
com as portas e as janelas todas abertas
para fazer corrente de lar,
como uma conversa que começou
como a imprevisibilidade de tropeçar
numa avioneta subterranea,
um citrino, um lìrio.

Gostava de construir algo imortal sobre nòs,
ilegìvel, intocàvel, inviolàvel,
numa cidade de reflexos
feita sò de corpos sem interesse
que deslizem pela musica do seu cerebro,
sem nunca pensarem,
sem jamais se compararem;
uns
entre
todos.

2010
WWW.MOVIMENTO-XEXE.BLOGSPOT.COM

sábado, 4 de setembro de 2010

O TEU SORRISO PARECIA FECHADO

O teu sorriso parecia fechado…
A verdade esculpida, silenciosa
Todas as palavras perdiam-se no nada
O olhar, fundo, desfocado…
Levou-me para uma mensagem agrilhoada.

Jorge Ferro Rosa
Escrito no Centro Comercial, Grand Plaza
Tavira, 04 de Setembro de 2010 – 11:03h
PS. Dedicado à minha grande amiga Isabel Carmo, com a amizade eterna.

PS2 – Após escrever esta estrofe, soube que a Isabel Carmo partiu às 11:00h. Fiquei sem palavras, contudo, algo parece que foi comunicado (primeiro toque – inspiração). Que a sua alma descanse em paz, circula no espaço à velocidade do pensamento, em luz, livre, desprendida de toda a matéria, do resto nada mais sei. Até breve Isabel! Somos eternamente… 13:32h
Jorge Ferro Rosa

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

II

O meu apetite é fugaz, tem pressas, tem fome.
Quer comer rápido e sair. E seguir.
Não consegue esperar. Não se importa se a cebola fica crua ou se a carne fica um pouco queimada.
O meu romance não tem lume brando; tem uma chama ardente e fugaz, de um fósforo que acende rápido e depressa se apaga.
Mas o meu amor quer aprender a servir um prato quente.
Quer degustar...
E o meu romance tenta.
Ao lume, está já um tacho de água quente e umas pedrinhas de sal.
q.b.

domingo, 8 de agosto de 2010

Quanto tempo dura o amor?


A raiz filológica da palavra amor guarda alguns mistérios. Palavra que tem sua origem no latim arcaico (como a maior parte do léxico de nosso vernáculo, bem como suas regras e sintaxes) praticado na Roma antiga, resume em si uma enorme gama de sentidos. Pode significar desde uma leve afeição até a mais cega paixão comportando, na história de seu uso, todos os tônus afetivos intermediários a esses dois extremos, tais como a compaixão, a misericórdia, o apetite sexual, etc.

Mais prudentes que os romanos, os gregos reservavam palavras distintas para afetos distintos. Daí surgiram eros, ágape e filia para as principais modalidades de amor que variava quanto ao objeto dos investimentos afetivos, sendo eles, respectivamente: a contraparte sexual (eros), o semelhante (ágape), o familiar (filia). Embora os romanos possuíssem outras palavras para o amor (dilectio, charitas, etc), estas eram quase sinônimas, de modo que para estes o amor permanecia soberano em seu mistério e em suas contradições.

Fernando Pessoa, poeta Maior, pôs a questão do amor nos seguintes termos: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”. Salienta aí a suprema gratuidade do amor que não guarda em si MOTIVOS para sua ocorrência. Não se ama por uma razão específica. Padre Antônio Vieira, um dos maiores oradores da história luso-brasileira, disse em um de seus discursos que “quem tem um porquê para o seu amor não é um amante, mas um pagador de favores; e quem ama ‘para’ um bem além do amor não é outra coisa senão interesseiro”. Ainda sobre a gratuidade e a não inscrição do amor nos padrões da lógica, Drummond refuta um famoso adágio popular escrevendo “As Sem Razões do Amor” afirmando que amor NÃO se paga (nem mesmo com amor). Amor: fruto que se semeia no vento, foge a qualquer regulamento e se impõe como irmão do ódio (como diz o psicanalista Jacques Lacan) e primo da morte (como afirma Drummond no mesmo poema).

Sigmund Freud, em sua postura estoica diante da existência, antecipou todos esses poetas ao afirmar o impossível do Amor bem sucedido salientando os aspectos incontornáveis da solidão humana (que se atualiza na solidão cotidiana do dormir, do acordar e se cristalizará na solidão última do morrer). Jacques Lacan, continuador de Freud e um dos mais argutos observadores atentos da condição humana, elegeu o Amor como uma das três principais paixões do ser: ao lado da Ignorância e do Ódio, o Amor figuraria como uma das questões cruciais da existência.

Confundido com o mero “habitar com” as pessoas costumam responder aos apelos do amor negando o que este tem de impossível elegendo para si mitos tal como é expresso popularmente nos ditados: “a tampa da panela”, “a metade da laranja”, etc, considerando haver no mundo um duplo de si próprio e que, ao ser detectado no meio de tanta gente que vem e vai, aniquilaria por sua simples presença os impasses do amor. Influenciados pela herança platônica do amor entendido como um reencontro de partes outrora separadas, os códigos sociais de uma união “até que a morte os separe” reforça essa ideia de que o amor deve durar na saúde e na doença, na felicidade e na infelicidade, na agressividade, no flagelo do outro, na crueldade, fazendo com que os casais (num misto de obediência aos códigos sociais vigentes e das sobras que os conflitos geradores da personalidade têm de influenciadores no presente) esperem situações críticas (ocorrências de crimes e às vezes até mesmo a iminência de morte) para oficializar um desenlace.

Eis o principal engano do amor: considerá-lo infinito e maior que a vida. Nessa aposta os amantes se fazem surdos aos sinais de que a vida necessita de uma reinvenção e da tomada de novos rumos para que ambas as partes possam experienciar o cotidiano sem o sentimento de que andam pela vida carregando bolas de aço (como os grilhões arrastados penosamente pelos prisioneiros das masmorras).

A complexa teia de afetos conflituosamente inconscientes que marcam a subjetivação de toda pessoa sempre deixam restos que, no dizer de Freud, retornam em forma de repetição e na chamada Pulsão de Morte. Esses vestígios da infância que assombram todo adulto são os principais responsáveis pela falta de liberdade em reconhecer que se a vida (que é maior que o amor, pois o amor ocorre dentro desta como uma de suas experiências possíveis) acaba, o amor que é uma de suas experiências possíveis não precisa ser necessariamente eterno e imortal (posto que é chama, para citar outro poeta). Ser “infinito enquanto dure” o encanto, o respeito e a capacidade de convivência sem conflito dariam por si a medida exata da beleza e da plenitude do Amor.

Evidentemente não excluo a possibilidade de que esse tempo do Amor possa ter a duração de uma existência, atando-a de ponta a ponta, ou mesmo transcendendo-a. Romântico que sou, busco uma companhia para toda a vida. Mas reconheço que um amor duradouro somente pode resultar de um conjunto de afinidades profundas entre os dois amantes e de uma disposição mútua para essa permanência irrestrita. Minha experiência demonstra que a tal “delícia de sentir as coisas mais simples” como fala Manuel Bandeira só pode advir de um certo costume, oriundo da convivência habitual e persistente, entre os amantes.

O exercício de se observar criticamente o cotidiano demonstrará exatamente o contrário, que as pessoas entendem a companhia com o outro (flerte, namoro ou casamento) como experiência necessária independentemente de haverem ou não afinidades. Como se qualquer companhia (mesmo aquela que transforma o cotidiano num inferno) fosse alternativa melhor que uma velhice solitária. E nisso vão protagonizando uma história de amor que só muito tardiamente é reconhecida como fracassada. Por essas imbricadas razões que transitam livres nas ruas de sombras em que se constitui o coração humano (uma obscura cidade de surpresas), as pessoas vão enganando-se imaginando que tudo está bem e o amor é algo possível sem maiores cuidados. Como diz um amigo: cultivam o amor como deus cultiva batata.

Que meus leitores (se é que tenho algum) não entendam que postulo aqui a inexistência do amor. A vida está cheia de suas demonstrações. O que postulo é que ele seja uma experiência passageira e fugaz sobretudo para quem o encara como um jogo já ganho. O amor como “o que se aprende no limite” e como “o ganho não previsto” (duas belas imagens drummondianas) revelam o amor como uma causa perdida. Para os que assim encaram, os que sabem dos melindres dessa experiência, das diferenças incontornáveis entre homem e mulher e da natureza vacilante do amor (que na mitologia é filho de poros e penia, fartura e demanda) ele pode trazer uma fagulha de eternidade.

Tom Jobim e Vinícius de Moraes arruinaram minha vida. Fizeram de mim um românico esperançoso crédulo no amor verdadeiro que um dia vem (se é que vem) e para ele sigo o conselho drummondiano de me guardar todo e inteiro. Entretanto entendo que a vivência plena desse sentimento que nos torna magníficos está diretamente relacionada à capacidade de se suportar a si mesmo. Eu ousaria dizer que quem não está pronto para a solidão não estará pronto para o “viver com”. O modo sórdido e traidor como as pessoas vivenciam seu rame-rame cotidiano a que chamam de amor talvez clame pelo contrário, mas ouso aqui também afirmar algo ainda mais subversivo para ouvidos calejados de descrença: ouso pensar que duas pessoas que possuam afinidades profundas e estejam cientes dos zigue-zagues da condição humana (e nela a experiência do amor) podem (se assim desejarem) construir uma concha de amor e recolhimento onde é possível a fruição de todo o encanto prometido pelos mitos, pelas canções e pelos poetas mais lúcidos. Eterno enquanto dure. Duradouro para sempre na gratuidade com que se propõe a saciar a nossa sede infinita.

(por Pedro Gabriel - pedro.gabriel@ymail.com - http://lituraterre.wordpress.com)

domingo, 18 de julho de 2010

Manter-se bem, é uma ARTE!


Desde 2008 o Projeto Zen, (evento anual) do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da USP, formado por profissionais voluntários oferecem à população (durante todo o dia),diferentes terapias, orientais ou não, voltadas para o bem-estar, relaxamento e auto-estima.
“Essas terapias são pouco divulgadas. O objetivo do projeto é fazer com que as pessoas que normalmente não teriam contato com elas possam conhecê-las e percebam que podem se beneficiar delas também”, explica Osvaldo Hakio Takeda, coordenador do projeto.
Na sua segunda edição, em novembro de 2009, o projeto ofereceu aos participantes terapias complementares como Shiatsu, Integração Craniossacral, Meditação dinâmica, avaliação do estresse por Biofeedback, Tai Chi Chuan e dança de salão.

Este ano o Projeto Zen, em sua terceira edição, vem como “ZEN IPq”, trazendo novidades nas terapias integrativas e mais um dia de jornada. O evento acontecerá nos dias 17 e 18 de Setembro.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HOMENAGEM A JOSÉ SARAMAGO

(dedicado a José Saramago)

Bateram as horas, senti as forças tomarem-me como que se algo dentro de mim se fosse separar, assim de um modo violento! Um poema possível, uma outra mensagem que as entrelinhas guardavam entre mundos possíveis de palavras em construção ou talvez desconstrução. Os sons parecem inchar e os segmentos de recta quedarem-se sem que exista mais aquele atrevimento do ensejo… os caminhos conduziram-me aos pântanos da interrogação e das formas verbais com que escrevi o teu nome entre tantos nomes. Todos os nomes! Escrevi, fechei o caderno, mas senti que devia dizer-te muito mais ante tudo o que noutros tempos tivera escrito e que nunca partilhei.
As gotas do coração são manhosas, a angústia existencial corre, deixa-me tonto, vazio e sinto algo que me transporta para um outro patamar, muito esquisito. Relembro amigos e conhecidos, alguns morreram, outros ainda estão por cá! Sinto saudades e a dor atenua quando circulam as memórias… leio livros, desfolho recordações e nada passa de momentos. Morreste! Morreste-me diria o José Luís Peixoto! Recordo-te. Penso-te. Sinto o teu olhar, ouço a tua voz e toda a verdade corre-me pelas veias, o sangue do sentido… eras aquilo que eras, não podias ser outra coisa, a não ser um ser, uma verdade resistente!
Eras o homem que guardava aquilo que sentia de modo único, tu dizias por mim aquilo que silenciei… os outros ouviam, incomodavam-se mas, preferiam viver na ignorância. Agora digo, e continuarei a dizer. Desculpa-me, não tenho que partilhar contigo isto. Contigo, com alguém ou com ninguém. Esses outros preferiam… sentiam ódio por ti, por não conseguirem dizer o que tu dizias. Sempre disseste a verdade! Eras o que eras. Eras isso mesmo. Um homem, um humano, um talento, um racional, um verdadeiro… nada de hipocrisias, nada de faz-de-conta! Defendias a realidade e não a mentira ou mundos de outras palavras. Eras assim, assim como sempre achei que a realidade fazia e faz sentido. Que dizer depois? Que fazer? Nada. Político, poeta, escritor, Filósofo. Um homem de grande luz. O povo esteve contigo, ainda continua contigo mesmo depois de teres partido! José Saramago! Isso. Estamos todos contigo para sempre, ainda que as cinzas sem a poeira do cosmos!
Como me lembro de ti! Lembro… lembro-me desde os tempos de Faculdade, desde o tempo em que te lia com alguns amigos que já partiram – o Luís Caldeira! Outros… entre os meus amigos de Faculdade, figura o José Luís Peixoto, sim, aquele jovem que tem um pedaço de ti. Naquele tempo eram os poemas… Tudo é em determinado momento da vida! Não sei porque ao lembrar-me de ti me lembro também dele. Estranho! Li os dois escritores e os dois tocaram-me de modo diferente. É tão estranho isto, muito estranho mesmo. Mas deixa estar.
Palavras de homenagem, palavras que ninguém as pode apagar, nem com a cegueira, nem com os evangelhos, muito menos com todos os ensaios… nada. És imortal. Qual terra de pecado, apenas são as tuas palavras deste e do outro mundo, são nesta viagem apontamentos que ficam em cadernos, dos dias do sim e do não, seja de Caim a Abel! Seja o que possa ser, tu morreste-me como diria o José Luís Peixoto ou como escrevi naquele tempo no caderno da minha alma que agora ficou reservado a um outro período, a um outro cortejo! Não sei porque estou meio estranho nesta noite, apenas estou e o tempo continua a passar...
Chama-me do que quiseres, serei indiferente à tua posição, sou ateu, comunista, sou tudo e nada sou, porque parecendo que sou, a morte diz que não sou nada, apenas recordação temporária, mas tu, sim, tu és imortal neste meu Portugal. Este ano é o ano da morte! Foi a tua morte… terrível, essa maldita, assassina. Que impotência perante a morte, total resignação. Desgraçada morte e quem te inventou. Seria melhor que não existisses, uma vez que causas revolta e desordem. Esta é a desordem da noite neste momento em que o único momento é este, o ter-te no pensamento e em glória te dedico este texto, num erguerem-se todas as palavras à tua imortalidade pelos feitos das tuas palavras. José Saramago, és eterno e o mundo contigo é racional.
Bem, neste momento falar da morte pouco adianta! Porque ela te levou? O facto é que ela é a grande dona de tudo… já levou tanta gente da minha família, das mais diversas formas. Leva todos e a ti também que lês os meus desabafos, estas palavras ácidas, corrosivas, mas quentes, com o cheiro a sangue! Sobejamente agrada-me o ainda poder pensar-te e recordar-te, sinal que ainda estou vivo. O que me resta entre os devaneios da memória são palavras para te coroar e com todos os que estão contigo, José Saramago, o teu nome é para perpetuar. Até ao nosso outro encontro, face aos apetites do divino que será o descanso eterno entre as palavras que ficam por pronunciar.

Vila Real de Santo António, 22 de Junho de 2010 – 23:02h
Jorge Ferro Rosa

domingo, 20 de junho de 2010

Ainda a morte de Saramago

sábado, 29 de maio de 2010


 
                                                                Fotos in: http://www.myspace.com/jpsimoes


A minha canção contigo começou em Castro Verde, com um amigo sentado à mesa a ouvir JP Simões.
E esse JP Simões viajou comigo desde essa mesa, em 2008.
E tentei letras e cordas para ouvir uma só nota tua, nesses acordes sentidos.
E só agora nestas ilhas, tão no meio do tudo e do nada, isoladas, longe, tão perto, consigo finalmente...
A minha canção contigo.


Autógrafo para JP Simões, após concerto no Arco 8, 29 Maio, São Miguel, Açores

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Levas e trazes. Deixas e Dás. Tiras e feres, mas ondulas sempre.
És muito mais do que água e marés, ventos e Luas.
És espuma branca em areia negra.
És chão sob os meus pés nestas viagens de ilha em ilha.
Tens em ti uma força. Muitas forças.
És bem mais do que peixes, golfinhos, rochas e algas.
És uma estrela-do-mar a navegar em todas as direcções.
És essa caravela tão portuguesa.
Nesse rebentar ruidoso, o meu mergulho em ti.
Uma incógnita, um desafio.
Como grão-filho-único de uma mãe-resia cheia de areia.
Como uma fugitiva que se esconde, no mais profundo do teu barulhar...
gaivota voando ligeira;
rola-do-mar de perna vermelha, sabes ser essa onda de sal e sentido.
E eu sou um poema gota-de-água-pequena nesse azul imenso mar...

Poema escrito para uma Tertúlia de Poesia, no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, na ilha de Santa Maria, para Comemoração do Dia Europeu do Mar
Notícia em... O Baluarte

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Convite

Aqui vos deixo o convite da Luísa Azevedo http://pin-gente.blogspot.com/ para o lançamento do livro infantil "Desenhei-te um poema", sábado 29 de maio. no Jardim de Infância OSMOPE na Rua Costa Cabral, 220 no Porto.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

queria voltar a esta tela.
não tenho imagens, pinturas, desenhos ou quadros.
mas tenho estas palavras.
queria voltar a este encontro.
aos tantos artistas que sóis: Álvaro, Liliana, Vergílio, Piedade Sol, Ricardo Morgado, tantos tantos outros, e claro Nené...
não tenho fotografias, não tenho anúncios. Mas tenho este lugar de cores vivas. tenho esta rua de casas coloridas.
queria voltar...
e numa pincelada tua, sorrir

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MONOTONIA






Provavelmente
qualquer ausência
é sempre
provisória

a excepção:
a última



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Palavras com Objectiva [exposição, no Porto)

No próximo dia 1 de Maio, no Club Literário do Porto, nesta cidade, decorrerá a inauguração duma exposição conjunta de textos de http://pacosdagua.blogspot.com/
e de fotografias da Sonja Valentina
A maioria dos trabalhos são inéditos criados expressamente para esta exposição.

Vai estar patente até ao dia 14 do mesmo mês. Os autores agradecem desde já quem os possa honrar com a sua presença, nesta exposição.

quarta-feira, 24 de março de 2010


CASTING

PARA ESPECTÁCULO DE FILIPE LA FÉRIA

_______


"FADO - HISTÓRIA DE UM POVO"

_______


Estão abertas as inscrições para audição de:
Fadistas / Cantores e Bailarinos

Inscrições até ao dia 31 de Março, para os números:
Tel. 222 071 260 - Porto
Tel. 212 400 208 - Lisboa e Portimão
____________________________________

http://www.filipelaferia.pt/

http://www.fado-historiadeumpovo.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de março de 2010

PASSOS DA SAUDADE












hoje

meus passos
levaram-me
aonde
eu não queria

aos recantos
da saudade

vez mais
tu estavas lá

*


http://nasmargensdapoesia.blogspot.com/


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #8


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #7


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #6


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #5


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #4


domingo, 31 de janeiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #3


sábado, 30 de janeiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #2


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Para uma Zoologia da Mão #1


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Campos e Sousa na SHIP


4 de Dezembro, 6ª Feira, às 21H 30, José Campos e Sousa, acompanhado pelo contrabaixista Gonçalo Couceiro Feio, estará a cantar na SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, ao Rossio em Lisboa.
O tema central será o seu mais recente CD: “São Nuno de Santa Maria - Por Portugal, e mais nada”, mas também serão interpretados temas do CD « Rodrigamente Cantando » acabado de reeditar. Aguarda-se a presença dos amigos - e se os amigos levarem com eles outros amigos, tanto melhor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009




Apresentação/Lançamento do livro de poesia Gramática do @mor Tecnológico de Paulo Alexandre e Castro:


  • Câmara de Lobos, Biblioteca Municipal, dia 18 de Novembro de 2009, pelas 16 horas com apresentação da Drª Ana Bijóias Mendonça;
  • Funchal, na Universidade da Madeira -Campus da Penteada, dia 20 de Novembro de 2009, pelas 18 horas, com apresentação da Profª Doutora Luísa Marinho Antunes (autora do prefácio);
  • Torres Vedras, Auditório Municipal (Av. 5 de outubro) dia 25 de Novembro de 2009, pelas 19 horas, com apresentação do Prof. Doutor Carlos Guardado Silva e declamação do poeta Luís Filipe Rodrigues;

  • Porto, Livraria Bertrand-Porto Plaza Shopping (R. Fernandes Tomás), dia 3 de Dezembro 2009, pelas 18h, com apresentação da pintora Alexandra de Pinho (autoria da capa);

  • Braga, Livraria Centésima Página, dia 11 de Dezembro 2009, com a presença do Prof. Doutor Manuel Curado.
    http://pauloalexandreecastro.webs.com/notcias.htm

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Algumas coisas...


13/11/2009
Horário:
das 9:00 às 16:00

Local:

CRHD, Instituto de Psiquiatria, 4º andar.
Maiores informações pelo telefone

3069-6980

ou e-mail

cidacrhd.ipq@hcnet.usp.br

domingo, 18 de outubro de 2009

Convite


Venho convidar-vos para o lançamento do livro de poesia "As palavras são de agua".do Eduardo Aleixo http://ealeixo.blogspot.com

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Crónica escrita num quarto onde se tentou fazer amor

Por favor não me deixes assim!
O que se passou entre nós?
Porque não deste um toque?
Eu aqui a estudar, sempre na expectativa de um toque, uma mensagem, uma chamada.
O que te aconteceu?
Ainda ontem aqui viste depois de jantar.
Ainda ontem na minha cama, lembras-te?
- Ritinha.
Ainda ontem, coiso e tal, eu embrulhada no cobertor, tu a meteres a mão na minha coxa.
Eu a beijar-te. A chegar-me a ti.
Tu sentado. Tu tal e o coiso.
Eu em cima de ti. Eu atrapalhada no cinto.
Eu a tirar-te as calças.
- Assim não dá.
Eu a perceber que para te tirar as calças, tinha primeiro de te tirar as sapatilhas.
Tu a olhares para mim. Eu atrapalhada nos atacadores.
Da janela via-se a Lapa. A Lapa, o quartel, e pouco mais.
Mais uns tempos, acabo a escola e mudo-me daqui.
Eu a pensar que podias vir-te comigo.
E nisto tu a chamares-me Ritinha.
- Não sei o que se passa, Ritinha.
Isto nunca me aconteceu.
Tu sem ímpeto. Tu murcho…
Eu a ajudar-te. A dar o meu melhor para que aquilo ganhasse vida própria.
E ganhava. E fazíamos mais uma investida.
Mas de repente, tu outra vez:
- Não pode ser. A sério, Ritinha. Não sei o que se passa.
Já houve noites em que fumei, bebi e correu tudo lindamente.
Eu a beijar-te. A dizer-te Não te preocupes. Paramos um pouco. Dormimos, e quando acordarmos voltamos a tentar.
- Não contas isto a ninguém! Que vergonha. Eu só com 23 aninhos.
Claro que não conto a ninguém.
Claro que dormimos, e claro que quando acordámos não voltámos a tentar. Saíste para a rua. Entraste no carro e deste à chave.
Eu a olhar-te da janela. O carro trrrrr, trrrrr, trrrr... a não querer pegar.
Eu a rir. Claro que não era por maldade. Mas nada teu pegava.
Desci a ver se precisavas de ajuda.
Eu ali, a dar, novamente, o meu melhor para que aquilo ganhasse vida própria.
E ganhou. E fizeste mais uma investida. Desta vez no acelerador. E foste-te.
Mas podes vir-te hoje à noite.
Tentamos no carro. À janela. Eu ponho uns cremes. Uma música. Começo pelas sapatilhas. Não me atrapalho nos atacadores. E vais ver como vai ser coiso e tal, na tua vida própria.