terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

John Updike, um poema de Tiago Nené

JOHN UPDIKE

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Morreu sem um critério rigoroso.

Não se poderá dizer que tenha sido a lei da vida

ou a lei da morte

ou uma derradeira e infinita

composição da urgência.

Hoje morreu-lhe o corpo, morreu porque assim

disseram os médicos, porque assim

disse o seu pulso frágil como o equilíbrio

da terra, e porque agora é o tempo que o respira.

Hoje morreu-lhe o corpo, repito em voz alta.

E isso é tudo o que,

da perspectiva da nossa memória incompleta,

precisamos de saber.

.

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Tiago Nené

(in Instalação, obra a ser lançada em 2009)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

dois poemas de barack obama escritos em 1981

Poemas de Barack Obama em português na Casa dos Poetas traduzidos por mim.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Odisseias da Mente

Acordas e pensas,
Adormeces e sonhas,
A mente é uma arvore,
Os pensamentos são suas folhas.

A ideia surge
Mas esta foi o homem que a pensou
Que deus quis o seu costume
E a obra da mente se criou

O mundo material é irreal,
Pois ha que se viver na irrealidade do pensamento.
Viver num mundo dimensional
É viver num mundo com tormento.

Ter ideias é mais que pensar,
E pensar é mais que querer
Ter ideias é a arte de voar
E criar um novo ser.


Ter ideias é querer ser diferente
E muitas vezes ser-se julgado
Ter ideias não é ser-se doente
Muito menos um louco não amado
J-Moon

Escrito em 27 de Outubro de 2006.

Desde já apresento-me, sou um jovem escritor da zona de Setubal, estudante de Eng. Civil mas muito dado a cultura, sobretudo a nossa.
Espero que apreciem os momentos de escrita que possa contribuir para esta comunidade.
E muito obrigado pela inclusão.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

É tarde

Esperei pelo amanhecer que trazia a forte
Luz para puder ver-te.
Ilusão dos meus olhos e do meu pensamento...
Olhei e aproximei-me... sabia que não era.

Guiavam-me longos fios
Ocultos... por ti suspensos.
Segui-os e até ti chegava.
Tudo era estranho, mas real!
Omitia o que estava a sentir

Mencionando a mim própria que era
Utopia.
Inexoravelmente confrontava-me com o
Turbilhão de sentimentos que
Obrigaram os meus olhos a mudar de

Direcção assim que em ti
Encontravam a perfeição.

Tenho agora a certeza de olhar para ti, sem que
Inesperadamente, os meus olhos fujam.

É tarde.

Heraclita

sábado, 9 de fevereiro de 2008

escrever as coisas

exercício n.º 2

começa pelos elementos básicos
de uma coisa qualquer

como por exemplo

tronco, ramos, folhas
às vezes flores
às vezes frutos
às vezes nada

prossegue desdobrando
cada um deles

como por exemplo

tronco
esguio, grosso, retorcido
ramos
que seguem o tronco,
se afastam, contrariam-no até
folhas
verdes, amarelas, vermelhas,
afiadas, miúdas, recortadas
às vezes flores
às vezes frutos
de todos os tamanhos
de todas as cores
às vezes nada
outono, inverno

depois experimenta apenas
uma única palavra

como por exemplo

ár vo re

e deixa que ela
se escreva em ti

[d'aqui]