Mamã.
Eu quero ser de prata.
Filho, Terás muito frio.
Mamã.
Eu quero ser de água.
Filho, Terás muito frio.
Mamã.
Borda-me em teu travesseiro.
Isso sim!
Agora mesmo!
.
Autor:Garcia Lorca
Foto:Khimaereus
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Canção Tonta
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol à(s) 21:32 1 opiniões
Etiquetas: Garcia Lorca
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Se as minhas mãos pudessem desfolhar
Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez?
Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!
Garcia Lorca
Colocado aqui mui gentilmente por © Piedade Araújo Sol à(s) 20:34 1 opiniões
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