segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um livro - Berlim.


Eis um livro que eu tive a sorte de encontrar este fim de semana numa feira de livros usados em Lisboa, pois é uma obra muito útil e interessante para se compreender o período 1919-1933, essencial para tudo o aconteceu depois no século XX, e poder conhecer com mais rigor a vida e os hábitos da população Berlinense numa época em que Berlim era uma cidade extravagante, tendo contribuido muito para a cultura, a ciência e a política mundial do século passado.
Penso que é um livro especial para quem gosta de história, política, cultura, e já agora, para quem gosta de Berlim. (edições terramar)

DAQUILO PARA O QUAL

Senti vontade de escrever, como na maioria das vezes acontece, mas algo parece que falta! Falta-me sempre alguma coisa entre os princípios substanciais, as formas da existência por dimensões que ficam por sintetizar.
As evidências são sempre objecto de reflexão, a expressão dinâmica gera um movimento especial onde o indizível se executa. Desfazem-se posturas, criam-se outras e a obscuridade da existência é uma postura.
Momento sintético que vislumbra outra condição, esta medida densa do pulsar existencial onde tomo de ti uma hipótese! Projecto-me numa tensão rumo ao infinito, uma busca incessante, apesar de ter encontrado aquilo que me parece razoável, pelas mais diversas vertentes, comungando assim do sentimento universal. Resta apenas este lugar onde tudo incide apesar das formas estranhas de abordagem, dos modos como a consciência concebe o que se lança… começo aqui a interioridade do irreflectido, em viagem ao absoluto daquilo para o qual não tens palavras.

Castro Marim, 26 de Janeiro de 2009 – 14:03h
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Derivas de Fevereiro - 27 e 28 de Fev. - Biblioteca Almeida Garrett


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

EM PROCESSAMENTO

Em processamento...
Ficou aquela palavra
As outras que não escrevi
Os agradecimentos que esqueci
Em processamento ficou sim
Tudo o que pensei e não vivi.

Tavira, 22 de Janeiro de 2009 - 22:15h
Jorge Ferro Rosa in Caderno da Alma

Paredes infinitas

À noite deitava-se sempre de barriga para baixo. Tinha as paredes do quarto pintadas com cores dadas por alguém. Um poster atrás da porta que ninguém deu, poucos viram e muitos procuravam. No chão coisas apoiadas em pernas ou também deitadas de barriga para baixo. No tecto a certeza que tudo aquilo era visivel mesmo sem a luz do Sol. E tantas coisas a preencher o resto. Tantas coisas dela, que desistiu da ideia de comprar prateleiras ou armários. E não foi por recear não haverem suficientes, foi porque não queria que aquelas coisas ganhassem pó. Aquelas tantas coisas que quando de noite se deitava de barriga para baixo, voavam pela janela e ajudavam a esticar os sonhos até ao dia seguinte. Até ao momento em que lhe chegava outra cor para pintar mais um pedaço de parede.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Algumas coisas













Fio assimétrico



Olho no olho

Olho na tela

Que não revela

A intensidade

Na integridade

De suposta interação

Escorrega por cabos

Mouses

Teclas viciadas

Atadas

Em qualquer persona

Frágil construção.


By Casti


Imagem: jornaldabatalha

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Naifa - Todo o Amor do Mundo - ao vivo




Paz eterna à alma do Grande e Eterno Génio Aguardela!

Deixo-vos este link para algo que escrevi em Novembro do ano passado e que inclui uma crónica com um concerto d'A Naifa em 19-04-2008, o meu último antes de sair de Portugal, para onde talvez não volte a ir viver...


A reinvenção da música tradicional portuguesa - Manuel Marques


...se quiserem deixar lá um comentário que seja...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os mortos

Não há mortos que morram tanto como os nossos.
Se um daqueles que nos pertence morre sete
ou setenta vezes no coração,
de quem apenas ouvimos falar morre uma vez, na sua data,
e os que sempre viveram longe
morrem-nos metade ou um oitavo. E metadede
uma morte é quase nada, são casas
decimais no sofrimento. (Que digo? Milésimas, milésimas!)


(Gonçalo M. Tavares, in "1"/ Relógio D'Água Editores)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Luminescências

eruptio
tecidos, linhas de algodão e acrílico sobre tela
160x160 cm
2008

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A dureza a sair do soldado



O soldado estava deitado no chão. Baleado numa perna, cheio de arranhões no corpo, com a cara a arder de sede, de fome e de dor, só conseguia pedir ajuda a um céu habitado por mortos. Por mais vontade que o cérebro tivesse de ir para casa, o corpo não se movia. E a morte começava a aproximar-se. A palidez, o raciocínio a transferir-se do real para o sonho, a história de dois decénios em retrospectiva, o cheiro do perfume da mulher no nariz a fazer cair uma lágrima do olho para a face surrada. Começa-se a pensar no fim e, de repente, aparece uma voz que sussurra: «Torna-te duro, sobrevive, morde a mão mas não te deixes levar pelos demónios. Pensa na resistência: resiste, resiste, volta para junto de quem te pertence.»

Oficina de Introdução ao Teatro


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Mais infos no blogue do TEatroensaio

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lançamento



No próximo dia 7 de Fevereiro, na Amadora, vai ser o lançamento do livro da escritora Vera Sousa Silva, "amar-te em silêncio", com a chancela da Edium Editores.


"amar-te em silêncio", um livro de poesia de Vera Sousa Silva, construído por desejos e sonhos com sabores intensos, que nos transportam para um universo sentimental. Uma configuração de estados de um quotidiano na versão de uma mulher personificada e que aqui se expõe pelos actos, representados na poesia, e partilhados pela autora. Bons momentos para uma reflexão ou para uma apreciação natural, através de uma excelente leitura.

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Podemos sentir cada mensagem intimamente, numa excelente escrita, num mesclado de momentos reais e outros imaginados, que prendem pela curiosidade e pela emoção que cada leitura cria.

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Junto envio-vos uma pequena biografia da autora.Em breve darei mais informações acerca da hora e do local deste evento.Compareçam e divulguem! BiografiaVera Sousa Silva nasceu em Lisboa, a 27 de Janeiro de 1974, residindo na Amadora, desde essa data, onde casou e foi mãe.

A poesia está presente na sua vida desde a infância. É, no entanto, uma escritora versátil, porque, embora escreva muito bem em poesia, consegue abranger outros géneros literários com a mesma intensidade e beleza. A sua escrita poética é bastante intimista com um traço tónico definido no amor. Prefere o estilo livre, mas tem também diversos poemas com rima e métrica, como por exemplo sonetos.

Escreve, com assiduidade no seu blog http://prosas-e-versos.blogspot.com/ e é ainda membro do site de poesia http://www.luso-poemas.net/ onde já desempenhou a função de Administradora. Também publica no site http://www.escritartes.com.

Em Fevereiro de 2007 lançou o seu primeiro livro de poesia "Pétalas Soltas" pela Corpos Editora, e, no final do mesmo ano, participou na antologia de poesia do site www.luso-poemas.net. Já em 2008 participou na Antologia de Prosa e Poesia do Luso-poemas, desta feita com prosas.

Ainda no Luso-poemas, participou em diversos concursos, tendo vencido em Dezembro de 2006 o Concurso Poema de Natal e, em Junho de 2008, o Concurso do Vinho, ambos na vertente de poesia, o que, desde 2006, lhe valeu o direito a condição de Membro de Honra daquele famoso site de poesia.

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Magda Ferreira Luna Pais

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O acordo ortográfico é um acordo político

será a arte objecto de unificação???









Facto: afecta 16% da ortografia portuguesa de Portugal.

Fato: afeta 0,45% da ortografia portuguesa do Brasil.

Factor negro: ??? Em África ninguém vota nunca na matéria, têm guerras, morrem à fome e por isso muda-se e ninguém se queixa... é triste mas é assim...

Aproveito este tema que me revolve o estômago muito mais do que os compostos químicos que põem na comida.

É um facto que os tempos evoluem e que na língua de cada povo há que acompanhar essa evolução, quanto a isso nada tenho contra, nem contra a inclusão do k, w e y (quase que dava kiwi mas não chegamos lá...) e das palavras que se falam todos os dias por influência dos meios de comunicação, da arte, seja do que for (todos somos influenciados ninguém o poderá negar).

Quanto aos acentos talvez se chegássemos a um consenso se pudessem banir alguns (assim como se podia banir algumas das sumidades que propuseram esta reforma).

Porém a coisa terminaria por aí, sobretudo essa alarvidade que é acabar com o hífen em tantas palavras.

Não me lembro de um ataque tão cerrado a uma língua que tende mais a morrer que a ser revitalizada, porque a cada reforma se vão perdendo referências, se vai empobrecendo uma língua com intuitos comerciais.

Lamento profundamente esta aproximação do idioma. Cada povo tem a sua cultura e a unificação não vai trazer benefícios senão às editoras que venderão novos dicionários em papel ou electrónicos (talvez nem a elas porque terão que ser retirados milhões de livros que servirão para a fogueira e sabendo da predisposição incendiária de alguns portugueses e alguns brasileiros diria que é um festim) e sobretudo aos dos costume, sim os políticos e os seus amigos de sempre, os empresários, os mais ricos do mundo e afins. A esses sim decerto que vai trazer todas as vantagens.

Não vejo aqui africanos, seria interessante ver a opinião de um qualquer africano daqueles que ainda falam português (aí decerto que lhes fará mais falta um mero pão para lhe matar a fome, mas isso é tema de outras esferas, que os seus governantes corruptos se encarregarão de silenciar com a tortura, a morte ou qualquer coisa se se queixarem). Mas qualquer dia pergunto a algum amigo meu de Angola ou Moçambique, decerto que torcerão o nariz a muitas das barbaridades cometidas contra os vários tipos de português e a sua aproximação.

Imaginem apenas um acordo ortográfico entre Inglaterra, Austrália e Estados unidos... estão a ver a unificação? É um pouco como ir a Espanha e falar em unificação das várias línguas (que se ofendem se lhes chamem dialectos), castellano, català, gallego, euskera... talvez se arrisquem a algo mau, porque essas comunidades defendem a sua cultura e o espanhol é uma obrigação na sua cultura, mas quem fala português é, por natureza, submisso (Fernando Pessoa e Camões ou mesmo Vinicius de Moraes ou ainda Mia Couto que me perdoem).

Já agora talvez queiram um acordo ortográfico com a Espanha (são tantos a falar espanhol, quem sabe qualquer dia têm a ideia) e se acabe com o til (usado apenas pela língua portuguesa em cima de vogais) e o h porque tamaño desperdício de letras e acentos confunde a juventude que tem mais em que pensar... pensar em nada muitas vezes... e depois o que querem? Gente culta? Aparece sempre, mas há cada vez menos...

O português aproxima-se da língua mais básica que há ao cimo da Terra, sim o inglês. Apenas e só negócios. Mas vivemos numa sociedade de capitalistas selvagens, damos-lhes o nosso voto e por isso caluda, há que aceitar as regras sem queixumes de espécie alguma. Em nome do lucro, em nome de assentos na ONU, em nome do servilismo (podem chamar-me de comunista que sempre gostei do vermelho, antes isso que calado)

Já agora e sendo radical porque não fazer renascer o latim. Vai tudo para a escola e o latim passa a ser a língua mais falada no mundo? Não é de lá que vem a origem de tudo? Talvez com uma reformazita a coisa passasse a funcionar. Mas é difícil, obriga a pensar e não há tempo para pensar.

Voltando ao português. Cada povo tem as suas idiossincrasias e a cada período de tempo há mudanças, por vezes radicais, isso convoca a necessidade de uma mudança. Agora tornar a língua escrita mais parecida com a falada é estupidificar quem ainda não a aprendeu, ou seja os nossos descendentes, filhos ou netos ou vindouros que ainda não passaram de projecto.

É um facto que desde sempre escrevi faCto ou aCção assim, assim como no Brasil, em Angola, Moçambique, etc se adoptou outra forma de escrever, porque há diferenças, e são essas diferenças que tornam tudo mais delicioso, mais estimulante. Esta é uma pseudo-unificação. Apenas e só negócios. Crie-se então o português empresarial.


Com o tempo sou capaz de vir a adaptar-me aos acentos porque escrevo no PC, de resto passarei a escrever em português antigo, aquele que acabou em 31-12-2008.

Ficou uma miríade de coisas por dizer, porque este tema tem um sem número de sub-temas a abordar e só mesmo a indiferença, a apatia e a miséria cultural (e não só) dos povos é que permite coisas destas se tornarem regra. Mas nós, poetas, escritores temos o dever de nos insurgirmos pela defesa da nossa cultura, de manifestarmos a nossa liberdade perante essa escumalha que manda, seja de que lado de que Oceano for!

Ao contrário do que se possa dizer vale a pena espernear, porque quem nos faz de estúpidos quer sempre silenciar-nos. Valerá a pena lembrar que só quem se dedica às letras é que se chateia com essas coisas e que os governos cada vez menos se preocupam com a cultura... é pouco rentável!

E será preciso lembrar que Fernando Pessoa preconizava que 'A minha pátria é a língua portuguesa' ? Talvez seja melhor mudar-lhe o nome...


Manuel António Marques (se calhar já não se escreve assim em Portugal...).

A versão abrasileirada que vos convido a visitar também:

Jornalismo Político


Restarão opções ou a acção termina por aqui?

domingo, 4 de janeiro de 2009

BALADA



Vinil rotativo, antigo, canção de fumaça,

Couraça desmonta, embalado coração,

Vitrola roda meu amor em letra e música!

Lembro tanto de você, mesmo sem querer,

“Vento de maio” é orvalho na flor furta-cor,

Teus caminhos sem passos fisgaram meus pés...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

É inevitável

Foto "Umbilical"-Daniel Camacho in www.olhares.com/hipnoz


é inevitável o silêncio nos teus ombros
é inevitável a chegada do Outono
é inevitável o adeus


in http://lilianajasmim.blogspot.com/

O Luar

O luar,

é a luz do Sol que está sonhando

O tempo não pára!

A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

...os verdadeiros versos não são para embalar,

mas para abalar...

A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...


poema de Mário Quintana

Esquece, apaga, desmaia

Ele queria esquecê-la, apagá-la, fazê-la desaparecer do passado. Deixou de a procurar com os olhos nas ruas por onde, antigamente, um casal apaixonado costumava passear. Mesmo que se cruzasse com ela, jurara, não levantaria o queixo para a cumprimentar. Abriu mil gavetas para rasgar algumas (poucas) fotografias felizes. Embora soubesse que ela nunca o voltaria a procurar, mudou de número de telefone e de residência. Procurou novos amigos, novas mulheres para idolatrar, decorou piadas diferentes, apegou-se a outras músicas. Começou a sair todas as sextas-feiras para dançar tango num clube nocturno com prostitutas. Um dia, viu-a e tudo voltou ao ponto de partida, isto é, ao segundo no qual o coração julga que existem dores que não aparecem com a falência do corpo mas que são capazes de matar. Todos os seus esforços para se livrar de sentimentos antigos tinham sido infrutíferos. Ajoelhou-se perante a mulher e chorou, esgravatando o chão com os dedos e suplicando-lhe para que voltasse para casa, porque não conseguia continuar a viver sem os beijos, os abraços e o calor dela. Mas ela era forte, dura e perversa. Deixou-o sozinho na noite fria, com o ranho a encher-lhe os lábios de vergonha.

domingo, 28 de dezembro de 2008

SIMPLICIDADE E SENTIDO

Procuro-te no infinito, mas isso não passa de uma abstracção, uma paralaxe após a matéria, num embarque de enlevos. A insuficiência da descrição gera o silêncio, deixando um trémulo de focagem. Só a razão clarifica, a fé ilude, injecta a ilusão.
Todos os efeitos ecoam a sua origem e a razão conduz o entendimento cada vez mais perto do primeiro princípio!
Ainda estou distante… o cansaço apodera-se lentamente para que o corpo se desprenda! Vamos a isso? Interrogo-me imensas vezes acerca do nada e nada sei, ou a possibilidade de saber presentificado é apenas uma ilusão. As vivências são manifestações da realidade… um atrito separa as formas, sobram ideias que procuram o seu repouso, uma possível adequação. Adequações…!
Nenhum sentimento é universal, o que interessa é o lado prático, aquele que produz, aquele que cria, que é motor gerador de situação.
O tempo conduz-te para as propriedades íntimas da matéria onde perdes a noção da presença e o esquecimento anula o ser. O acesso está desprovido da essência, por isso nunca estás, és aparência, projecção… ainda que te tente dizer, nunca estás, ficas distante, numa ebulição e evaporando, lentamente. Tenho por aqui uma presença temporária, tal como tu, apenas o regulamento mantém as situações e os desfasamentos. A cegueira absorve-te, pois que fiques nessa preocupação, eu, lentamente me irei afastando de ti, até à ausência total. Não vale a pena chorar, o fim anuncia-se! A harmonia unifica e reconduz a desordem para o adormecimento da origem. O sopro eterno promove o esquecimento, reconhece a estabilidade do sono sem a preocupação do restante. O único sentido é o sentido da harmonia, onde não existem preocupações. A matéria é motivo de apego… é esta azáfama que produz a inquietação, a angústia, nas suas diversas manifestações. A razão ainda vive o seu estádio de infância, abe-lhe o amadurecimento! Ainda é cedo… não compliques o que é simples.

Fuzeta, 28 de Dezembro de 2008 – 13:02h
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

sábado, 27 de dezembro de 2008

SUGESTÕES ÍNTIMAS PARA DESEJOS E ANSEIOS ALHEIOS. PARA 2009 OU EM QUALQUER TEMPO.

que sejam vistos os filmes: “Livro de cabeceira”, “Asas do desejo”, “A viagem de Chihiro”, “Dançando na chuva”; todos os filmes de Fellini (mais inteiramente e preferencialmente “Amacord”), “Casablanca”, “Veludo azul”, “Fale com ela”, “Rain Man”, “Blade Runner, “Luz silenciosa”, “Cidadão Kane”; todos os filmes do Capra (mais intensamente e eternamente “A felicidade não se compra”);“A fantástica fábrica de chocolate” de 1971, (e todos os filmes onde Gene Wilder esteve); todos os filmes de Woody Allen com todas as questões exaustivas e chatíssimas da vida, vistas com o bom humor e a sensibilidade que ele emprega; “o Sétimo selo”; 70% da obra de Polanski, 100% da obra de Giuseppe Tornatore (mas que se prestasse muita atenção a “Estamos todos bem”);“O Rei Leão” (com moderação!); “O Mágico de Oz” e “Ben-Hur”; que em todas as ocasiões de contato com o cinema, a música nunca seja esquecida e nomes como Max Steiner (“E o vento levou”), Bernard Hermann (“Cidadão Kane”), Alfred Newman (que somou 45 indicações para o Oscar!), Miklos Rozsa (Ben-Hur), Ennio Morricone (todo o mundo sabe quem é!), John Williams (“Tubarão”, “Guerra nas estrelas”, “Indiana Jones”, Superman” “E.T”...), Hans Zimmer (“Rei Leão”...) e o incomparável Nino Rota (parceiro de Fellini e Coppola em melodias inesquecíveis e momentos de extrema luz e inspiração!) fossem executados com o mesmo status e freqüência com que se ouve a música pop nas rádios; que os livros não sejam trocados pelas telas azulados do PC e se descubra o prazer de amá-los fisicamente, inclusive cheirá-los!; que sejam Victor Hugo, Gabriel Garcia Marques, Cervantes, Guimarães Rosa e William Shakespere, conhecidos e guardados dentro de casa, porque eles nos garantem a integridade da alma e a suavidade do espírito! que se preste atenção aos movimentos intensos de Mozart, aos silêncios de Beethoven, as curvas de Ravel, as suavidades de Mendelssohn, a supremacia de Rachmaninoff e as lágrimas de Chopin; que se escute rabeca e se tome conhecimento da viva sintonia do cego tocador-magistral José Oliveira, das cirandas de Lia de Itamaracá, das canções de ninar e de rodar; que o“Armazém Companhia de Teatro”, a “Cia dos Atores”, o “Grupo XIX de Teatro” e o “Grupo Espanca!” estejam na lista de qualquer um que queira ir ao teatro. desejo com fervor que antes de dizer “eu odeio Picasso” a pessoa empreste os olhos por cinco minutos para Guernica e se não sentir nada, não se fala mais no assunto; que Monet, Miró, Velásquez e Caravaggio sejam visitados sempre que se queira explicar para uma criança o significado de “cor que fala” e “luz que surge”; quanto aos poetas, há um imenso número de versos por toda parte. meu filho aos seis fez um poema! não sou capaz de opinar. o que sugiro com relação a eles é que sejam procurados e lidos à exaustão! todos os poetas! bem lidos, bem entendidos, bem não entendidos, bem escolhidos, bem mal escolhidos, bem inventados, bem achados, bem amados! em profundidade e essência, porque a poesia é manifestação pura, genuína, sincera e requer espírito intenso para ser escrita e espírito atento para ser lida. quem não se acha capaz de admirar um verso, um poema, não poderá aproveitar nada das sugestões que fiz, anula todos os anseios anteriores e por tal razão, a lista deve ser desconsiderada e esquecida. para tais pessoas são inúteis os desejos e anseios aqui descritos, ou qualquer desejo e anseio...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

a propósito do natal: arte em exposição na basílica da estrela. Um presépio ou uma obra de arte ?

NA DIALÉCTICA DO VERMELHO

Perco-me na procura de mim, entre a doçura dissimulada, no arrojo do espírito que se perde na libido, no verbo sânscrito, entre a metade da incompreensão.
O cantar vulgar amordaçou o ventre do bem e do mal, onde a suavidade acrescenta uma alcova contemporânea, tomada da letargia das horas místicas. Falas da minha filosofia e dos encantos que o coração não contorna.
As pedras continuam duras com o sopro ausente do invisível, conjugando a lei da estética.
Ética privada e depravada, prostituída pelo inconsciente… lugares mitológicos, carne e sangue no erotismo do espelho degradado a um eterno retorno de refúgio.
O verbo maldito não possui mais piedade, ficou contaminado pelo retorno, pelo sexo instintivo onde repousa depois das horas dos porquês. A visão sublime desorganiza-se, encarna no gesto das metáforas, depois do café em comunhão!
O enlevo da carne torna-se impessoal, sustenta a figura do multiplicável nas orações do caminho das flores, violetas e orquídeas, ante o espelho renegado, por uma ilusão que a aurora sustenta.
Tomo no meu sangue a ilusão cósmica, o juízo das coisas que se perdem no jardim da corrupção. Não sei o que resta… as horas foram prostituídas e o conceito de Deus não tem acordo possível! A discussão é uma constante… não existe comunhão, corromperam-se as posturas e os prazeres e o mestre da boa vontade está morto.
O meu livro das gargalhadas foi tomado pelo cântico dos ventos e o ribombar dos trovões, a um visionário de misóloga visão.
Ofereço-te o trópico poético de um texto profanado, na batalha dos mitos e da luz trémula. O teu olhar missionário não guarda mais a parábola das horas, nem o sol nem a noite, apenas a dialéctica do vermelho no silêncio da premonição.

Tavira, 26 de Dezembro de 2008 – 13:16h
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O texto que se segue é baseado em factos: Tristes.

Tristes, porque Verídicos.

Vamos chamar-lhe Rui.
Mas podia ser Ricardo, André, Nuno, Paulo, João, Sérgio, Luís, Pedro, Bruno,…
Rui conduzia o carro. Alexandra ia ao seu lado.
Vamos chamar-lhe Alexandra.
Mas podia ser Marisa, Andreia, Jacinta, Raquel, Verónica, Rita,…
Rui e Alexandra tinham deixado o filho de 4 anos em casa dos pais dele.
Não vamos chamar-lhe nome algum.
Podia ser todos os nomes.
Rui e Alexandra conversavam acerca da casa nova, para onde iam mudar já no próximo fim-de-semana.
- Como vamos fazer as mudanças?
- O melhor seria alugar uma carrinha e levávamos tudo de uma vez, não achas?
- Estou desejosa de ver a biblioteca cheia de livros!

Rui tinha acabado de sorrir para a Alexandra, quando vê um carro vir em direcção a eles.
Só tem tempo de dizer:
- E agora o que é que eu faço?

Alexandra acordou no hospital.
Tinha um braço partido e os médicos preparavam-se para operá-la, quando lhe disseram:
- O seu marido morreu no acidente.

Rui tivera morte imediata.
Os dois carros chocaram frente a frente. Condutor com condutor.
Os passageiros do outro carro não sofreram quaisquer lesões.
A polícia ainda não chegou a conclusões acerca de como tudo terá acontecido.

Imaginamos o desespero de Alexandra, a raiva, a tristeza, a incompreensão e todo um rol de sentimentos a que não vamos chamar nomes, por não sermos a própria Alexandra.
Chamamos-lhe Alexandra, mas podia ser Marisa, Andreia, Jacinta, Raquel, Verónica, Rita.
Imaginamos o filho deles….
O filho tem 4 anos. Mas podia ter 8, 20, 40.
Imaginamos os pais dele….
Mas podiam ser os pais dela.

Chamámos-lhe Rui.
Mas podia ser Ricardo, André, Nuno, Paulo, João, Sérgio, Luís, Pedro, Bruno,…

Este Natal:
Vão, mas voltem todos vivos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Veneno Cura de Raquel Freire em breve num cinema perto de si !


Veneno Cura com estreia prometida para Janeiro de 2009 deixa-nos em pulgas à espera do novo trabalho de Raquel Freire.
São cinco as histórias de amor contadas por Raquel Freire no filme Veneno Cura, no regresso da realizadora à cidade do Porto. A película retrata a capacidade humana de não ter medo de amar e de ser amado e do risco de partir em busca de sonhos.
Veneno Cura conta histórias de amor impossíveis, imorais, politicamente incorrectas, socialmente inaceitáveis. As personagens de Raquel Freire são completamente humanas, mas não têm medo de assumir a necessidade que todos têm de amor, de serem amados e de amar. Numa época em que se tem tanto medo, ninguém quer ser vulnerável, onde mostrar essa capacidade de amar é tido como um sinal de fraqueza.

Há um momento em que todos nos cruzamos.
Na noite escura.
Quando perdes tudo o que há para Perder, o que é que te faz continuar?
O teu pior?
O teu melhor?
O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?
O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?
Amas com as tripas de fora.
O que és capaz de fazer por amor?
Como é que sobrevives com o coração partido?
Quanto tempo dura um sentimento?
Tem prazo?
Já morreste de amor?
Não se pode viver sem amor.
O amor salva.
O amor mata.
O amor cura.
Há um Porto onde se morre de amor.
Há um clube onde tudo é permitido.
Imperatriz.
Vem.



Para ir cuscando no MySpace da Raquel Freire e no Site Oficial do filme

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ELEMENTOS DE UNIFICAÇÃO

No seio da ânsia profunda acolho-te ainda que o teu silêncio humedeça o meu olhar e todos os corolários da grande passagem. Guardo a tua palavra pela máxima compreensão dos encantos entre o anónimo de uma passagem ocasional. Ainda tenho nas veias a sedimentação do todo, a vaga flutuante do templo do amor! Sou a tua ponte, o universo do inacabado por um maior granjeamento, voluptuoso… senti-me cúmplice da floração no momento de aceleração da imagem. Profanei uma vez mais o olhar da manhã, tomei-me na poeira do tempo entre sucos purificados ao fôlego da existência. Todos os sabores tomaram-me no anónimo do tempo! Vou com esta fisionomia, não posso ter a que não tenho, apenas estamos separados por uma muralha que tu criaste naquele dia. A minha pátria também é a tua, o que nos separa é a água da nascente e o vento unificado.
Sou contigo no suspiro implacável, na ânsia funesta e deserdeira, onde as pregas da palavra insuflam cadencias, mecânicas de um novo compromisso. Não quero compromissos, sempre te disse isso!
Uma luz brilhou em agradável momento, numa ardência de inspiração por um timbre silencioso.
A mecânica dos laços ainda faz mover a grande roda do tempo e as palavras do grande livro enchem as veias de renovada serotonina! O encanto é fogoso… continua a arder no grande império ante a forja do corpo alveolar. A epiderme é o nosso elemento de unificação, somos na respiração o grande encontro e a vontade de fervor desdobrado.
Na força do meu desejo escondes a tua existência… pela dinâmica múltipla da identidade concilias o ideal do encanto que fica por acontecer.

Tavira, 17 de Dezembro de 2008 – 11:49h
Jorge Ferro Rosa
Escrito no café “Veneza”. In Caderno da Alma

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Pai Natal não existe...


"O NATAL VISTO PELOS NOSSOS GRANDES POETAS" é o título da sessão de poesia sobre o Natal no próximo dia 18, no Café Progresso, no Porto às 21,30. Acompanhamento musical (viola e acordeão) e leitura de poemas inesquecíveis.

sábado, 13 de dezembro de 2008

O cheiro da carne




Tudo morre à nossa volta porque a carne se degrada, apodrece, arde. Os amantes morrem com o acabar dos minutos. O sabor de um beijo piora com as rugas. O cheiro da boca, o hálito, apodrece à medida que os pequenos ossos alojados nos maxilares, os dentes, ganham cáries. A tempestade abate-se sobre a árvore e racha-a, abate-a, tira-lhe vida. É trágico ser madeira que dá fruto no meio de trovões. Mas a carne existe, é real, faz-te respirar. Tem muito poder. Desvia-te do essencial: o espírito, o pensamento, o interior do cérebro. A carne vicia-te na carne, dá-te vontade de comer, de mastigar, de fornicar. Degolar o porco para chupar meia dúzia de costeletas sebosas. Passar a tarde a olhar para as pernas da mulher à espera que essas mesmas pernas lancem o convite da cama. Prazer da carne, imbecilidade. Como esperar que o amor dependa da saliva, da transpiração, do esperma, dos fungos, do sexo, se o que persiste não reside no corpo? Fazer amor não é o corpo. Este está a mais, ocupa espaço, como os bifes de galinha que enchem o frigorífico. Dar importância à alma, portanto. Mas como não pensar que aquela linda mulher está ali a olhar para ti, aguardando que te esqueças da cobardia para a galanteares? Como fazer amor sem sair do intelecto? Esquecer que o pénis tem as suas próprias necessidades. Acontece que estás sentado numa sala da qual não podes sair e sentes-te observado por duas belas pernas. Coras, ficas vermelho, derretes. Julgas que não mereces tanta atenção por parte da perfeição. Pensa, no entanto, que nada de perfeito surgirá a partir daquilo que encarquilha. Olha para as pernas: envelhecerão, ganharão varizes. Queres lamber as futuras linhas verdes das pernas da mulher? Repara nisto: a carne tem pêlos. Se a moça não os cortar, terá tantos que te dará vontade de vomitar Olha para aquelas pernas. Ai pernas, belas perninhas. Imagina o nojo. Vê o pavor da carne e salva-te, salva-te. Toda a gente quer ser salva de algo. Do Inferno, do fogo inextinguível que tudo consome, da consequência do pecado, do minuto após o prazer, da condenação, do castigo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dedicatória

Seres minha, sem ter forma; 

Teres um véu, meu sonhador...

Seres a luz do meu crepúsculo, 

Ser o céu, teu resplendor. 

Escolho-me hábil, sonoro, imerso. 

Trémulo peito, meu suor-frio. 

Sempre que pára viajo disperso,

Imagem silente, informe, vazio.

in www.banhosdecinza.blogspot.com


Seres teu, sem ter forma;

Teres um véu de sonhador…

Seres a luz do teu crepúsculo,

O teu céu de resplendor.

Escolho-te hábil, opaco, imerso.

Treme-te o peito, o teu suor-frio...

Sempre que falas, viajas disperso.

Imagem silente, anónimo, vazio

in www.bloguedasartes.blogspot.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Arrastar Tinta de Pedro Eiras e Nuno Barros, hoje (quarta), na Fnac de Sta. Catarina, 18:00. Com Helena Lopes


É já hoje, quarta, pelas 18:00, na Fnac de Sta. Catarina, que se apresentará um livro a quatro mãos. Na pintura, Nuno Barros, na escrita, Pedro Eiras. A apresentação será de Helena Lopes e que seja mais um momento para rever amigos, para falar de poesia, das escritas e das palavras, dos desenhos, das cores e das pinturas. Vão até lá e sintam-se como em casa, perticipando sempre.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Segredos que mudarão a sua vida sexual

Respire fundo
Relaxe, e tome o seu tempo/FAÇA tudo a seu tempo, ao seu ritmo (não sei como fica melhor):
Torne-se um campeão da maratona sexual!
Fast and safe male.
Atraia mulheres instantaneamente
E nunca mais vai ser infeliz!
Ser membro do euro club dá-lhe vantagens
Acessórios
Dildos
Noites cheias de prazer
Sais de banho, shampoos, cremes.
Seja confidente!
Não conte isto a ninguém!
Amor ao primeiro click.
Nenhuma mulher poderá dizer não
No more headhackes!!!
Ligue o auto-piloto
Eu diria auto-pilota!
Ou meta no piloto automático e já está!
Agora é possível ter sexo mais de 10 vezes por dia.
A estimulação produz uma erecção forte, poderosa e dura que nem uma pedra.
Mais esperma significa orgasmos mais longos
Real sex lowest prices
The cheapest viagra
Huge discount.
Medicamentos genéricos
Descontos instantâneos.
Descontos até 30%, 80%

É muito delicado?
Tem sabedoria nas relações?
Ainda continua solteiro?
Desapontado?
Sem ponta?
Controle o seu poder de macho.
Trabalhe em casa
Estudamos o seu curriculum vitae
Pode fazer um MBA, e com tal Grau Universitário, propomos-lhe ser o coordenador do grupo!!!!!!!!
Há programas de envio e extracção e tudo!
Programas de envio e extracção…. Hum…. Envio ou enfio?
E extracção? Hum………
Pode ter/fazer sexo as vezes que quiseres!
Como nunca antes!
Super sexy russian girls gets fucked
Make your pants dragon huge
Energy fur ihren pénis
Ãn? Mails em alemão e tudo a ver se uma pessoa não percebe.
Alargamento de peitos
Beautiful russian women waiting to meet you
Os teus orgasmos podem ser mais fortes!
Coneccção excelente!
Repito Cone cção excelente?!

Esqueça a crise mundial!
Aumente o tamanho do seu pénis.
Fazemos réplicas. Boas réplicas.
Do órgão?, pergunto eu? E podem mandá-lo também por e-mail?, ou por correio, se der mais jeito?
O alargamento é fácil.
Descontos se as pilas vierem do Canadá.
O tamanho conta! Hot girls like it big.
Conta tanto que já há um Top Mais da coisa. Ou do Coiso, melhor dizendo. Chama-se Top 5 de pénis alargados!!!

Como é que não há-de haver gente que é despedida por passar HORAS a ver mails porno?
Aquilo vem-nos parar à caixa de entrada!!! Se queremos ler as mensagens REALMENTE importantes, temos de passar inevitavelmente pelas Porno! Temos de lhes tocar, de lhes clicar, …. Sugestivo, não?!
E demoramos tanto tempo nisto como demoraríamos naquilo que… vocês sabem……..
Sim, a FAZER realmente sexo, em vez de estar a falar dele!!!!!!!!!
Ao menos estaríamos em ACÇÃO de poder tornar os nossos orgasmos mais fortes!!!
E de aumentar o tamanho dos nossos pénis. Dos nossos (mulheres e homens). Sim, que há mulheres com cada clítoris, que se o parceiro se distrai, vira gay!!!

Uma pessoa nem consegue ficar húmida! Uma pessoa fica é encharcada, em mails desta categoria!!!!!!!!!!
Literalmente!
E para aqueles que ainda têm coragem de chamar a isto SPAM, eu chamaria SPERM!!!!!!!!!!!!!!!!

POR FIM, vamos lá ver se não tenho problemas por causa dos direitos de autor destas frases todas!!!!!!!
P.S.: Espero que a minha mãe não leia isto!
É quase como a outra do assalto ao BES que pediu que os filhos não vissem televisão, naquele dia!!!!!!!!..................
(No comments)

Ainda tem problemas de potência?

O Peso das Nuvens - lançamento no Porto


Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente,
Ensinar-lhe as leis quotidianas,
Com quanto amor domestica-la.
Ela não fala essa linguagem.
Não tem lei, nem morada.
Uma secreta voz constantemente a chama.
Ama-la é conserva-la aí…
Nessa paragem, de instável insegurança.
E se quiseres guarda-la,
Na doce paz tão comum,
Tão diferente da paz inquieta, e sempre outro em que cintila.
Já não é a nuvem que tu amas, e mal sujeita ao clima estranho que a mutila, desfaz-se em água, e some-se na terra, transformada em lama.
Mário Dionísio

O Peso da nuvem de Ana Marta Fortuna é apresentado dia 3 de Dezembro pelas 21 horas no Espaço de Intervenção Cultural -Maus Hábitos.
Apresentação a cargo de Elsa Ligeiro da Alma Azul e do escritor e fotógrafo Pedro Ferreira.
Leitura do actor Pedro Saavedra e dos alunos da ESMAE Inês Neves, Teresa Vieira e Sara Reis.

A todos os que por aqui passam...apareçam nos Maus Hábitos e vamos passear palavras.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Convite


é com muito prazer que aqui deixo o convite para o lançamento do livro da Luísa Azevedo http://pin-gente.blogspot.com/para o dia 13 de Dezembro de 2008 pelas 15 Horas na Fnac de Alfragide no Porto será no dia 20 embora o respectivo convite não esteja ainda pronto.
Parabéns à Luísa...

Lançamento


A autora, Betty Branco Martins, e a edium editores têm o prazer de a (o) convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro "ARQUITECTURA DE UM FRAGMENTO" a ter lugar no próximo dia 6 de Dezembro, sábado pelas 15.00 horas no auditório sito ao Campo Grande, Nº56 - Lisboa.
obra e autora serão apresentados pelo poeta Xavier Zarco

sábado, 29 de novembro de 2008

A PALAVRA QUE GUARNECE

No laço que o meu peito dá enlevo deixo-te a palavra que guarnece a felicidade, outras ficam por dizer, de todas, a maior é a amizade, aquela enorme, a totalidade que faz do fim o princípio do viver. Amizade, é a semente que deixo para que no teu coração possa crescer.

Olhão, 29 de Novembro de 2008 – 17:55h
Escrito no Clube da Simpatia
Jorge Ferro Rosa, in Caderno da Alma

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

DESEMBARQUE


The Dream, Henri Rousseau, 1910

Ramos de azevinho colhidos para mim

trazem os confins ao quintal dos olhos,


As constantes idas nos tapetes da estrada

dão botões de flores no jardim do mundo,


Viagens longas só dizem noites solitárias

se do leito os espaços migram ao peito,


No retorno de alguém que sempre esteve

o abraço faz tudo pertinho no esperar!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Unhas de lobisomem


Diane Arbus,
Albino Sword Swallower and Her Sister (1970)

Uma imagem: a mão cheia de unhas de lobisomem a arrancar as cordas da guitarra.

A vida, ou o tempo que a vai compondo, esgota-se de forma rápida. A criança que passava os dias a iludir-se com promessas de futuro perdeu os sonhos. A velha morreu. A casa explodiu. Novas raparigas brincam no local onde uma pequena rapariga adorava brincar. Os tijolos partem-se com a passagem da máquina de aço. À contagem dos segundos se associa a degradação da carne. O bebé ainda agora acordou e já começa a sua peregrinação para o caixão. Tudo acontece de maneira a que a criatura não chegue a tomar verdadeiro contacto com os elementos mundanos. A pela da face era mais lisa do que uma folha de papel. A menina superiorizava-se em beleza às mais perfeitas princesas. Mas há o tempo: a pele engelha-se à volta das pálpebras, os dentes apodrecem, o sexo falece. A língua do velho deixa de apreciar as pernas (com varizes) da mulher. A vida passa. Quanto mais se olha para trás, mais estrada se percorre e mais sola de sapato se gasta.

Eis um exemplo de como a vida é curta: o cão sai do ventre da mãe e logo é afogado na banheira pela mão de um outro animal.