terça-feira, 5 de novembro de 2013
A Arte de se cuidar, ZEN IPQ 2013
A ocasião é uma oportunidade para que a população conheça e usufrua dos benefícios físicos e emocionais de diferentes técnicas de relaxamento integrativas como reflexologia, reiki, shiatsu, toque integrativo somato emocional (TISE), kundalini yoga e oficina de origami, contando com mais de 100 profissionais. Com sessões de, em média, 30 minutos, algumas modalidades são gratuitas, mas outras custam R$25,00.
Não é necessário fazer inscrição para participar. O IPq está localizado na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, São Paulo, dentro do Complexo do Hospital das Clínicas.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Site Wix
Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.
Visite já:
http://cavverissimo.wix.com/carlaverissimo
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Carla Veríssimo apresenta livro de prosa-poética em Lisboa

Um compromisso descomprometido. É a tua sala, o teu sofá, os teus amigos, o teu Espaço.
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 23:31 0 opiniões
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Carla Veríssimo apresenta "Entrilhas" em Agodim
“Entrilhas” é um punhado de textos que reflecte vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, à natureza, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 13:36 0 opiniões
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Bióloga de profissão, Carla Veríssimo, escreve desde
que aprendeu as primeiras letras.
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 00:34 0 opiniões
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Carla Veríssimo apresenta segundo livro de prosa-poética
Bióloga de profissão, escreve desde que aprendeu as primeiras letras.
Após ter conhecido e viajado por todas as ilhas do arquipélago, durante estes três anos, apresenta já este sábado, dia 10 de agosto, pelas 22h, no Arco 8, o seu segundo livro de prosa-poética, intitulado “Entrilhas”.
“Entrilhas” é um punhado de textos que reflectem vivências da autora no arquipélago dos Açores. É um tributo aos lugares, às gentes, à cultura, à arte e aos artistas, ao mar, às viagens (inevitáveis) e em suma às ilhas no seu todo.
Com este livro a autora pretende despertar a curiosidade daqueles que possam ainda não conhecer todas as ilhas do arquipélago, de os fazer viajar, descobrir, conhecer, admirar estes pedaços de terra, afinal no meio do mar.
O livro teve apoio da Direcção Regional da Cultura (Governo dos Açores – Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura) e da Bensaude Turismo.
Conta com ilustrações de Irene Sàez e Yaiza López, amigas da autora e que também conhecem as ilhas dos Açores. A edição é da Folheto Edições e Design, uma editora de Leiria, com um pé em São Miguel.
Na apresentação haverá leitura de alguns textos por parte da autora e de alguns amigos das artes, projecção de fotografias e vídeo.
Carla Veríssimo nasce em 1979. Aprende a escrever as primeiras letras aos 6 anos. Aos 13, os seus escritos começam a ser prosa-poética. Os seus textos estão repletos de metáforas, jogos de palavras, ironia e sentido de humor.
A escrita é natural em si, é a forma como absorve o mundo e como o quer partilhar com os demais.
Em 2003 cria o blogue www.evirgula.blogspot.pt. Em 2005 publica o seu primeiro livro, intitulado “;” pela Corpos Editora. Em 2008 é convidada a contribuir para o Blogue das Artes:http://bloguedasartes.blogspot.pt/, uma sociedade de bloggers que funciona como ponto de encontro de artistas e amantes de arte e cultura. Ainda em 2008 cria um blogue: http://bloguivro.blogspot.pt/, com excertos de livros de outros autores, com o intuito de incentivar no público, a leitura em geral e a dessas obras em particular.
Tem colaborado com associações culturais, participado em tertúlias, noites de poesia, declamado os seus textos, publicado e distribuído as suas palavras muito para além do seu caderninho, onde se continuam a acumular textos, cujas letras se querem escritas em todos os lugares da poesia.
____________________________________________________________
Arco 8 – Galeria Bar, localizado junto à rotunda de Santa Clara, é um espaço confortável onde se pode conviver calmamente com os amigos enquanto se ouve boa música. Tem a particularidade de exibir filmes, exposições de arte e apresentar espectáculos de música ao vivo. Destaque para o ambiente informal e para os excelentes cocktails preparados.
Avenida Abel Ferin Coutinho, Santa Clara, 9500-191 Ponta Delgada
296 628 733 | galeriaarco8@gmail.com| http://arco8.blogspot.pt
https://www.facebook.com/arco8azores
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Priolando
Vagueio pela Floresta.
(Escrito para a Priolo Fest, organizada pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e Galeria/Bar Arco 8, com apoio da Yuzin, que decorreu a 16 de Fevereiro de 2013, de forma a dar a conhecer a Campanha Internacional de Crowdfunding "Let's Preserve the Azores Bullfinch", lançada pela SPEA com o objectivo de angariar fundos que permitam dar continuidade ao trabalho de preservação do Priolo e da Floresta Laurissilva, desenvolvido pela SPEA e parceiros desde 2003, na ilha de São Miguel. Apoie e divulgue: http://www.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Exposição (des)escrita de Alexandra de Pinho
Colocado aqui mui gentilmente por Alexandra de Pinho à(s) 15:28 0 opiniões
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Celina da Piedade no Misty Fest | Centro Cultural de Belém | 16 Nov 2012 | 21H00
Centro Cultural de Belém | 16 de Novembro | 21H00
"Em Casa", vai ser apresentado no Pequeno Auditório do CCB, juntamente com alguns convidados como, por exemplo, Samuel Úria. No acordeão e ao microfone, Celina é um tesouro que agora urge descobrir no centro do palco.
Algures entre as formas e cores tradicionais, com viagens pelas memórias das danças portuguesas, e um sentir mais moderno e universalista, Celina desenha uma música cheia de alma e de personalidade que em palco ganha com a sua formidável presença.
Quem já a viu em concerto, pisando palcos ao lado de Rodrigo Leão, Mayra Andrade ou Ludovico Einaudi reconhece-lhe o imenso carisma.
Nas minhas palavras:http://evirgula.blogspot.pt/2012/10/assim-te-explico.htm
Não percam!
http://www.misty-fest.com/index.php/pt/
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domingo, 4 de novembro de 2012
Palavrilhas - Julho 2012
Design por Isidro Fagundes - YUZIN
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Começar por onde?
Pela beleza das capas do álbum? Pelas letras das músicas, pelas composições, pela musicalidade como um todo?
Pela divulgação da música popular / tradicional portuguesa?
Pela presença em palco, e daí como se depreende facilmente, também na vida: com alegria?
Pelo carisma, como se sente e se lê nos mais variados meios de comunicação social, onde agora a Celina brilha ainda mais com as suas flores no cabelo?
Pela Mazurcas que nos fazem enebriar e sentir apaixonados?
Pela boa disposição do Calimero e a Pêra-verde que nos faz dançar?
Ou pelo Assim me explico, que para mim é o que mais me toca cá dentro... mesmo quando tudo não vai mal... ;)
E assegurar que cá dentro vou sentir muitas vezes essa voz e toada, e hei-de traulitar amiúde:
Assim me explico
sem palavras, com sons
...
Possa eu cantar
quando tudo vai mal
e isso me faça acreditar
que é natural
Possa eu te dar
sons que nasçam em mim
e que juntos queiramos cantar
Assim...
E pedir mais letras e músicas assim: bonitas, como a Celina das flores no cabelo!
Para quem escreve, sentir que alguém sente através da música aquilo que se sente através da escrita é a expressão máxima de uma emotividade que está dentro de nós, e que nos sai do coração, com toda a alma, pelo que a frase da Celina diz tudo:
Para mim cada música é um tesouro. Todas as escolhas de temas, instrumentos e convidados são feitas com muita emotividade. Faço música com o coração, e com ela o preencho, a música é a minha casa e faço-a com quem tenho partilhado a minha vida..."
A nós, público, resta-nos Explicar-te EM CASA e ao mundo ;)

Fotos por Rita Carmo
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Casulo de Cetim
Para quem gosta de poesia e contos com um travo de poema, deixo-vos Casulo de Cetim, um blog recentemente inaugurado, um lugar onde se tecem pequenos fragmentos de inspiração e sentir poético:
das asas do vento
dos braços da árvore rasgada
ao colo da maresia...
Visitem www.casulodecetim.blogspot.com
Comentem, partilhem, deixem fluír o vosso sentir e complementem com o que a inspiração vos ditar...
Colocado aqui mui gentilmente por Yasmin dos Anjos à(s) 12:07 2 opiniões
segunda-feira, 9 de abril de 2012
"Le project de ma vie"
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Etiquetas: Areia, Arquitectura, Arte, artes plasticas, Artista plástica, artistas, autores blogue das artes, desenho, pintura, pintura acrilica, Pintura Mística
sábado, 11 de fevereiro de 2012
só talvez um lugar feito de gentes-nata-do-saber, do conhecimento, da amizade, partilha, da dedicação, das pequenas boas coisas pequenas, da calma, do sossego, da boa educação, da vida comunitária.
só esse lugar para plantar um filho a crescer.
só esse lugar, sem maldade, sem dependências absurdas, sem comportamentos bizarros.
CAVV|09|06|2010
só este despertar-vos a todos, bloguers deste blog - "a maior sociedade de bloggers em Portugal e do mundo"
despertar 62 menos 1 (que sou eu) magníficos sócios para que plantem aqui os vossos filhos, o vosso lugar, as vossas pequenas boas coisas pequenas, aquilo que faz de nós "a" sociedade!
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 02:23 2 opiniões
Etiquetas: Carla Veríssimo
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Marionetas
Que pessoas são aquelas que manipulam as marionetas?
Que fazem tudo o que a mente lhes ditar?
Porquê que as marionetas não ganham vida e soltam-se daquelas amarras e começam a agir sozinhas sem o controlo de uma MÃO?
Colocado aqui mui gentilmente por Heraclita à(s) 00:55 1 opiniões
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Homenagem a Couto Viana
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 08:59 1 opiniões
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Lançamento de "Candomblé em português"
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 13:46 0 opiniões
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quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Quando o Fado é Oração
MISSA
“ QUANDO O FADO É ORAÇÃO “
De José Campos e Sousa
DOMINGO 13 DE MARÇO ÁS 19H30
EM
LISBOA
NA IGREJA DO SACRAMENTO AO LARGO DO CARMO
BERNARDO COUTO-GUITARRA PORTUGUESA
FILIPA GALVÃO TELLES-VOZ
JOSÉ CAMPOS E SOUSA-VOZ E GUITARRA CLÁSSICA
Angariação de fundos para as obras na Igreja do Santíssimo Sacramento
Colocado aqui mui gentilmente por Flávio Gonçalves à(s) 18:30 0 opiniões
domingo, 6 de março de 2011
Escrita em dia
Colocado aqui mui gentilmente por Carla Veríssimo à(s) 17:17 1 opiniões
Etiquetas: Carla Veríssimo
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
NO TEMPO APROPRIADO
A palavra recorta o tempo do olhar global, conjugando as secções dos equilíbrios atómicos, redimindo o meu desejo, transportando-me a um outro patamar onde vomitarei os meus sentimentos no papel antigo, como se isso pudesse resolver o meu vazio.
O dia do antigamente guardou pedaços de ti no bilhete de uma memória imortal entre os gigas de informação ao fluxo da corrente sanguínea. Gravo-te no DVD do meu coração e fazes a história da minha vida, sem que possas imaginar o quanto gosto de ti!
Missões, viagens ao planeta vermelho, na reconstituição ao ADN da alma, equacionando os momentos da física perdida.
Chegam as tecnologias e divulgas o amor… dentro do iPad, algo incontornável e o sonho ascende a uma nova dimensão. Sempre pensei em ti, de um modo diferente e navego pelos prazeres urbanos, invento nomes, mas não deixo de dizer-te o que sinto! Escrevo-te e aceitas sem saber que sou eu; transformo-me assim de um modo que te ultrapassa.
Todos os dias novas experiências… sensores da percepção. A nova era é inaugurada todos os dias, entre os prazeres da ocasião! O desejo atómico conduz-me para uma outra perspectiva, nas estradas da condução do amor. Esse sorriso da alegria funde-nos pela cumplicidade… alinho-te entre os felinos e o silêncio das aves, numa cristalografia espirituosa, ainda que me tenhas bloqueado no facebook e noutras redes sociais! Sei que estás lá… sei isso.
A vida íntima das palavras guarda-nos para sempre, na nossa galáxia tão diferente, à aspiração de uma nova via láctea. Pensamentos não-lineares sobrepõem-se, posicionam ritmos alucinantes, depois de uma micro pausa, ainda que estridente para o orgasmo dos sentidos intocáveis, ao teu (meu) sabor… passo ao silêncio e deixo que o corpo responda no tempo apropriado.
Porto, 02 de Janeiro de 2011 – 17:33h
Jorge Ferro Rosa
Escrito no café “A Barcarola”
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Etiquetas: Jorge Ferro Rosa, prosa poética
Algumas coisas
Sancho Pança, que tem 2,5 metros de altura, foi feito com tampinhas de garrafa de cerveja e câmaras de bicicleta.
O cavalo Rocinante também é de material reciclável. Galvão usou nessa parte da obra sucata de ferro, plásticos, pentes, vassouras, teclados de computador e máquinas de passar.
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domingo, 2 de janeiro de 2011
BREVIDADE
A tua sensibilidade perdida,
O teu amor no cósmos... perfeito
Dissipa-se a ansiedade da vida
Porque tudo é uma breve corrida
Porque afinal, fica o lado imortal
Não entendo o que significa afinal
O forte pulsar deste peito.
Corre neste novo ano outra postura...
Não sei se engano
Quem sabe uma aventura.
Porto, 02 de Janeiro de 2011 - 19:51h
Jorge Ferro Rosa
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Etiquetas: Jorge Ferro Rosa, poesia
sábado, 1 de janeiro de 2011
A Morte do Cisne, A Morte da Arte
[por Pedro Gabriel - www.lituraterre.wordpress.com]
Le Carnaval des Animaux é uma peça de Camille Saint-Saëns datada do já distante 1886. Sua beleza que desconhece o envelhecimento a torna atualíssima e capaz de nos comover quase 150 anos depois de passado o contexto de sua produção. Talvez por não ter sido obra datada que, como o que se produz hoje sob o nome de arte, apenas atende a demandas transitórias a fim de angariar fama (moeda do nosso tempo) e espaço no show business (sempre mais business do que show). Arte não é o que se "faz para", não é o que o artista opera e sim o que se opera no artista tornado mero instrumento (tanto mais transparente quanto mais sublime a arte) e Le Carnaval des Animaux é exemplo dos maiores de uma certa zona de involuntariedade do artista em relação à obra, aqui expressa na vergonha que Camille Saint-Saëns tinha de sua composição. Ao finalizar sua obra notou aterrado que a mesma possuía um tom indisfarçavelmente lúdico e, considerando-a perigosa para sua reputação de homem sério, proibiu sua execução até sua morte (quando a peça veio integralmente à tona em sua magestosa simplicidade).Suplico ao meu leitor que não proceda uma leitura daltônica e que distinga (tão bem quanto puder) as nuances intermediárias das cores que lanço nessa tela: não afirmo aqui uma concepção metafísica da arte como uma instância divina e distinta do homem que aparece quando este, renunciando aos ruídos da vida, tranca-se em um estúdio e pode simplesmente transcrever o que, já pronto, paira sobre sua cabeça. Não é disso que se trata. Entre esses dois opostos há uma confusão entre as categorias de suficiente e necessário. Evidentemente a história de vida do artista é necessária: sem a crueldade com a qual a vida nos lesa não há arte. Entretanto a história e a fronteira contextual que circula o artista não são suficientes (embora, como já dito, é algo necessário). O que transcende o necessário e aponta para a suficiência é o que está na delicada e breve zona do que não pode não ser produzido: aí está a arte. Numa bela imagem a qual cito de modo irresponsavelmente breve, Heidegger (entre um e outro passeio pela Floresta Negra) diz que o que faz a jarricidade da jarra é sua vazão e que o vazo assim o é como borda do vazio que contém.
O Carnaval dos Animais cumpre todos esses requisitos para ser considerada uma verdadeira obra de arte e, mais que todos eles, envelheceu muito bem. Resistiu à suprema prova do tempo demonstrando densidade e que tal peça comporta um dito. Mais do que isso, tornou-se matéria de mais produções que não seja o mero falatório descompromissado com o ser: as tais fofocas geradas pelo rame-rame que se tornou a crítica artística atual. Avançando para esferas interiores de si própria, a obra cresce pra fora (tornando-se imortal) e internamente (gerando crias e multiplicando-se). É nesse movimento de expansão que um de seus movimentos (Le Cygne) é destacado por Michel Fokine e transformado, ele próprio (o movimento, não Fokine) em uma peça autônoma: uma das mais belas coreografias de Ballet de que se têm notícia.Fokine, no ano de 1905, teve o privilégio de trabalhar esta composição ao lado de Anna Pávlova, uma das maiores dançarinas russas nascida em um subúrbio miserável de San Peterburgo. Eram vistos juntos, absortos na sua soberba tarefa, nos parques e jardins admirando cisnes e lendo, juntos, a poesia de Alfred Tennyson. O resultado de todo esse investimento é uma explosão de uma beleza interior indescritível: uma das peças mais belas já apreciada pelos sentidos humanos. Com pouquíssimos minutos de duração, “A Morte do Cisne” (nome que recebeu o formato final) ilustra os últimos momentos de um cisne ferido. Com uma graça quase impossível de ser executada pela anatomia humana, o ballet mostra um suave entregar-se ao seio do esquecimento: uma morte sem resistências, sem questionamentos inúteis, sem anseio de continuidade (dignidade quase impossível para humanos). A morte aqui é apresentada como evento da vida e se é verdade o que diz Carner, que toda arte é arte por nos ensinar a morrer, encontramos mais um atributo presente nesta peça que a torna imortal. A maioria de nós vive esquecidos da morte: como se ela não fosse conosco. A boa arte no entanto nos apresenta o verso: a vida entendida como perda e não como um somatório de coisas que devem ficar eternizando essa composição que um dia respondeu por um nome próprio e que como as demais coisas no universo deve passar.
Esquecidos da morte os homens deslembram-se da arte que morre em silêncio sem que a maioria se dê por isso. Em seu túmulo, as instalações e performances dançam um ritmo fugidio feito de som e fúria (desses nos entram violentamente pela janela e por meio das tantas fontes de ruído atuais) que em breve dará lugar a outra expressão igualmente irrelevante. A arte é um cisne ferido de morte que em sua dignidade não se recusa a passar.
Enquanto escrevo tenho o grato prazer de ouvir um vizinho em algum lugar da rua aprendendo violino. Com alguma dificuldade ele maneja o arco ensaiando o Canon em D de Pachelbel. Talvez haja alguma esperança afinal.
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Imagens usadas no Post:
01) Natureza Morta com Jarro e Maçãs, tela de Pablo Picasso
02) Anna Pavlova executando sua obra prima
03) Martin Heidegger em um de seus passeios matinais pela Floresta Negra
Vídeos Indicados:
01) http://www.youtube.com/watch?v=TCMvMEzQ6y - A Maya Mikhailovna Plisetskaia, na minha leiga opinião a que melhor exerceu a mímese corporal que o ballet proporciona. Ela inseriu algumas variações no desenho original de Anna Pavlova.
02) http://www.youtube.com/watch?v=YW01o9x0Alc - Coreografia original executada pela própria Pavlova para cotejamento.
Colocado aqui mui gentilmente por Pedro Gabriel à(s) 23:24 0 opiniões
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Lançamento de "Finis Mundi"
Como é óbvio, ninguém cria uma revista apenas porque sim, a FM sendo uma revista de pensamento e cultura portuguesa, privilegia textos referentes à nossa história, regimes, lendas, tradições, mitologia, artes (monumentos, escultura, pintura, música, arquitectura, literatura, cinema, banda desenhada, teatro, poesia), biografias de personalidades (referentes às artes anteriormente mencionadas), crítica (de discos, livros, álbuns de banda desenhada e publicações terceiras), geopolítica e filosofia, resumindo: a FM tem por objecto central Portugal!
Não é inocente o título que escolhemos para a revista, entendemos que Portugal (e talvez até todo o Ocidente, mas o nosso foco central é Portugal) se encontra num final se ciclo, numa nova Era que está somente a começar na qual os pais começam a perceber que é quase certo que os seus filhos tenham uma vida pior que a sua, um período de transição, o fim do “nosso” mundo tal qual o conhecemos… assim sendo, há que recordar o Portugal que existiu, o Portugal que ainda existe e o Portugal que pode vir a existir.
Tende em mente este propósito, convidámos a participar na revista uma trintena de personalidades, muitas delas já bem conhecidas do grande público e outras que futuramente, temos a certeza, o serão, há que referir a transversalidade deste projecto que, estamos em crer, muito colaborou para que, neste primeiro número, contássemos com a participação de trinta escribas nacionais, acederam ainda em ser entrevistados duas figuras de proa da nova cultura portuguesa, Manuel Fúria do grupo de ‘novo roque’ Os Golpes que tantas salas tem enchido por todo o país desde o lançamento do álbum de estreia, “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”, em 2009 e Filipe Faria, que alguns apodam de “Tolkien português”, autor da septologia “As Crónicas de Allaryia”.
Neste primeiro número colaboram António Marques Bessa, Vítor Luís Rodrigues e Brandão Ferreira (todos familiares aos leitores do “Diabo”), Sónia Sebastião (autora de “A Democracia Directa Ainda Interessa?”), Alexandre Franco de Sá (“O Poder pelo Poder: ficção e ordem no combate de Carl Schmitt em torno do poder”), Henrique Salles da Fonseca, Joaquim Reis, Francisco G. de Amorim, Mendo Castro Henriques (cujas obras mais recentes são “1910 a Duas Vozes” e “Vencer ou Morrer”), Manuel Brás, Basílio Martins (revista “Premiere”), Renato Epifânio (director da “Nova Águia” e autor, entre outras, de “A Via Lusófona” e “Agostinho da Silva e o Pensamento Luso-Brasileiro”), Vítor Martins, Rainer Daehnhardt (“Homens, Espadas e Tomates”, “Portugal Cristianíssimo”, etc.), João Gomes, Carlos Melo Bento (“História dos Açores”, em dois volumes), Filipe Miguel Dias Cardoso, Júlio Mendes Rodrigo (“Summa Techno(i)logicae”), José Almeida (“Newsletter da Fundação António Quadros”), Eduardo Amarante (“Mitos e Lugares Mágicos de Portugal”, “Portugal, a Missão que Falta Cumprir” em parceria com Rainer Daehnhardt, etc.), Rui Baptista (crítico do “Bela Lugosi is Dead”), Constança Araújo (revista “Elegy”), Roberto Mendes (jornal “Conto Fantástico” e revista “Dagon”), Luís Couto (Teatro Grotesco e The Joy of Nature), João Franco, Sandra Balão (“A Fórmula do Poder”) e Mário Casa Nova Martins (revista “Plátano”).
A FM possui, já neste primeiro número, um Conselho Consultivo Inicial, um verdadeiro “steering committe” de “referees” que velarão pela manutenção da qualidade dos conteúdos da mesma. Inicial, porque contamos aumentar os nossos “referees” de número para número, este Conselho Consultivo Inicial conta já com o Doutor António Marques Bessa, UTL-ISCSP-UAL; a Doutora Sónia Margarida Sebastião, UTL-ISCSP, a Doutora Sandra Rodrigues Balão, UTL-ISCSP e o Doutor Miguel Varela, ISNP-GL.
A FM conta também com uma bem nutrida equipa de colaboradores internacionais encarregues, essencialmente, de uma análise geopolítica global, entre estes destacamos o filósofo argentino Alberto Buela (Universidade de Buenos Aires, La Sorbonne – Paris, vice-presidente do Instituto Sul Americano de Estudos Estratégicos), o filósofo francês Alain de Benoist, que estará em Portugal para o lançamento da revista, a 9 de Dezembro, no Palácio da Independência, autor, entre outros, do “Nova Direita, Nova Cultura”, o pilotólogo Aleksandr Dugin (Centro de Estudos Conservadores da Universidade Estatal de Moscovo, ex-conselheiro do presidente da Duma e presidente do Centro de Análise Geopolítica), James Petras (Universidade de Binghamton, Nova Iorque, e Saint Mary’s, Canadá, ex-conselheiro de Estado dos governos da Grécia, da Venezuela e do Chile, revista “Foreign Policy”), Matthias Chang (ex-Secretário de Estado do primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad), Paul Craig Roberts (ex-editor do “Wall Street Journal” e da “Business Week”, ex-secretário adjunto do Tesouro no governo de Ronald Reagan), Leonid Savin (Un. Estatal de Moscovo, editor da revista “Geopolítica” e colaborador do “Journal of Internacional Affairs”) e Tiberio Graziani (director da “Eurásia”, revista académica de estudos geopolíticos e da colecção Cadernos de Geopolítica, Itália).
Trimestralmente nas livrarias, “Finis Mundi”, antes que Portugal acabe… dia 9 de Dezembro, na SHIP, António Marques Bessa e Alain de Benoist falam-nos exactamente do fim do “nosso” mundo, um evento a não perder.
http://revistafinismundi.blogspot.com
O Diabo, Jornal Independente
30 de Novembro, 2010.
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domingo, 28 de novembro de 2010
A Caracóis
Tem um pêlo um dedo abaixo do umbigo. No mesmo alinhamento. Nem mais para a direita, nem mais para a esquerda.
Tem um outro sinal castanho na face esquerda. É bonito. Não é daqueles pequeninos, sem grande piada, mas também não é grande, daqueles exagerados. Tem um tamanho ideal. Tem mais uns quantos a rodeá-lo.
Conheço os sinais todos do corpo dela. Os sinais. Os sorrisos. Os olhares.
Tem 3 sinais na virilha direita. Um deles apareceu há uns dias. Não me lembro de o ver ali…
Tem um sinal carnudo, mas de tamanho médio, ao cimo das costas. Às vezes acho que o devia mostrar ao médico.
Tem um sorriso quando gosta realmente de alguma coisa. Outro, mais leve, a tentar mostrar que gosta, …
Tem um olhar quando tem medo, um quando está surpreendida, outro de incrédula.
A minha mulher tem cabelos louros cheios de caracóis.
Tem olhos verdes.
Tem sinais no olho esquerdo.
Tem a marca no pulso de quando se queimou no ferro de engomar.
Tem mamilos escuros, a contrastar com a sua pele branca.
Tem um olhar quando tem prazer. Nem é um olhar Às vezes É um sorriso.
Um sinal. E o meu corpo no dela.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente

Convite para a sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente"...
Livraria Leitura Books & Living-Shopping Cidade do Porto-PORTO dia 27 de Novembro às 16h .Apareçam:)
http://www.esferadocaos.pt
Os autores:
Daniela Pereira
João Pedro Duarte
Miguel Almeida
Pedro Miguel Rocha
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
(Para António Feio)
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Etiquetas: Carla Veríssimo
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Sad Cello with Piano Accompaniment
Pinturas de Rassouli ao som magnífico de Sad Cello! Lindo...
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Passatempo na página do facebook do livro Já não se fazem Homens como antigamente

Bom dia :)
O sapinho encantado dá inicio ao 1º passatempo da semana...
Neste 1º passatempo teremos um exemplar do livro para oferecer através de um sorteio entre todos os participantes que responderem correctamente no mural da página às seguintes questões:
1- Qual foi a data de lançamento do book trailer da obra Já não se fazem Homens como antigamente no blog do livro?
2- Em que colecção inserida no catálogo da Editora Esfera do Caos podes encontrar o livro Já não se fazem Homens como antigamente?
O passatempo irá decorrer a partir deste momento e até Domingo dia 31 até à meia noite.
Boa sorte!!!
Vamos lançar um conjunto de passatempos em que os vencedores serão premiados com um exemplar autografado. Estes passatempos irão decorrer de dia 27 de Outubro a dia 14 de Novembro. Convidem os vossos amigos a juntarem-se a nós na página
http://www.facebook.com/pages/Livro-Ja-nao-se-fazem-Homens-como-antigamente/153081791398468
Pista: As respostas podem ser encontradas no blog oficial do livro e no catálogo da Editora Esfera do Caos... ;)
Autores da obra: Daniela Pereira, João Pedro Duarte, Pedro Miguel Rocha e Miguel Almeida
Colocado aqui mui gentilmente por blueiela à(s) 10:19 0 opiniões
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O poder terapeutico da expressão pela arte...
Colocado aqui mui gentilmente por Yasmin dos Anjos à(s) 10:27 0 opiniões
Etiquetas: arteterapia, terapia artistica
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